A cozinha é o lugar mais reconfortante da casa porque nele encontramos alimento para o corpo e para a alma. Deixe a Natureza entrar na sua e esqueça os produtos feitos pela indústria alimentícia em geral, que não coloca amor nesse ato nem está preocupada com a saúde do seu organismo e o de sua família!

Esse é um dos segredos de manter o bem-estar - não entregue essa função vital a terceiros - ponha a mão na massa, deixe a preguiça de lado e estabeleça como prioridade fazer a comida que vai mantê-lo longe das doenças!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Fragmentos indesejados na sua comida



A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recentemente retirou do mercado alguns lotes de molho de tomate devido à presença de pelos de rato nas amostras avaliadas. O povo surtou e ficou chocado com o ocorrido, como se já não tivessem acontecido fatos semelhantes e, pior, com legislação que tolera matérias estranhas em alimentos industrializados até certo nível.

Está supreso, indignado, pasmo?

Pode isso?

Pode, mas desde quando?

Desde março de 2014, quando foi publicada no Diário Oficial da União a RDC 14/2014, uma resolução que define limites de tolerância para matérias estranhas (por exemplo, fragmentos de insetos) e para pelos de roedores (rato, ratazana e camundongo) em alguns tipos de alimentos industrializados, como extrato e molho de tomate, achocolatados, café, geleias, chás e temperos.

Eis uma amostra do que é tolerado:

- Produtos de tomate (molhos, purê, extrato, tomate seco, tomate inteiro enlatado, catchup e outros derivados): um fragmento de pelo de roedores para cada 100 gramas/10 fragmentos de insetos em cada 100 g;

- Café torrado e moído: 60 fragmentos de insetos em cada 25 g;

- Chá de menta ou hortelã: 300 fragmentos de insetos em cada 25 g/5 insetos inteiros mortos em cada 25 g/2 fragmentos de pelos de roedor em cada 25 g;

- Doce em pasta e geleias de frutas: 25 fragmentos de insetos em cada 100 g;

- Chocolate e produtos achocolatados: 10 fragmentos de insetos em cada 100 g/1 fragmentos de pelos de roedor em cada 100 g;

- Orégano: 3,0% de areia ou cinzas insolúveis em ácido:

- Especiarias: 80 fragmentos de insetos na alíquota preconizada pela  metodologia para cada vegetal

Para ler o texto integral da RDC 14/2014, clique na RESOLUÇÃO Nº 14, DE 28 DE MARÇO DE 2014

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Arroz de verdade e sem venenos


O seu Juarez tem a banca de arrozes na FAE - Feira dos Agricultores Ecologistas (Porto Alegre/RS) - há muitos anos.
Uma grande variedade, a média de preço é 6 reais o quilo e vale cada grão adquirido.
O aromático desmancha na boca e pode (até deve) ser comido puro: um pitéu!
Comparo com a ambrosia, que era a comida dos deuses que habitavam o Olimpo.
Depois que come-se essa delícia, nenhum outro arroz nos satisfaz.
Comê-lo dando graças à Mãe Natureza e à dedicação e sabedoria de um agricultor ecológico!

                                 Seu Juarez, na sua banca de arroz ecológico na FAE

sábado, 26 de setembro de 2015

Fermento em pó caseiro - sem alumínio!


Pra quem ainda não sabe que o fermento em pó industrializado contém alumínio e amido de milho transgênico na sua composição, aí vai o aviso mais uma vez!
Fiquem ligados naquilo que colocam para dentro de si, nem tudo pode ser o ideal, mas quanto mais nos informamos, mais podemos melhorar a qualidade da nossa alimentação.

O fermento em pó feito em casa é facílimo de fazer e funciona muito bem, podem observar nas fotos que o bolo cresceu, ficou fofo e garanto que também delicioso.
Só precisamos de dois ingredientes: cremor tártaro (sal ácido obtido dos resíduos salinos liberados durante a fermentação do vinho) e bicarbonato de sódio.
Sendo que fermento em pó é uma ligação química entre uma BASE e um ÁCIDO, o bicarbonato de sódio é a base e o cremor, o ácido. Juntamos os dois, bem misturados e pronto.

Essa foi a nossa aula de Química, agora passemos para a de Matemática: agora você pode dizer que valeu a pena estudar ambas na escola... :)

A proporção é a seguinte: para cada meia colher de chá de CREMOR usamos 1/4 de colher de chá de BICARBONATO.
Para fazer maior quantidade, é só ir aumentando essa proporção: duas de cremor, uma de bicarbonato; 4 de cremor, duas de bicarbonato... Podemos deixar a mistura pronta em um pote de vidro bem fechado, guardado em lugar longe da luz. Na hora de usá-la, utilizamos a mesma quantidade que pede a receita para o fermento em pó industrializado.

Para testar a validade, caso o fermento fique guardado por um longo tempo, coloque 1/2 colher de chá dele em meia xícara de água fervente; se borbulhar bastante, o fermento está ok, caso contrário, descarte. 

Algumas receitas na internet adicionam amido de milho, mas é dispensável.

Bicarbonato de sódio é encontrado em supermercados facilmente e o cremor de tártaro em lojas que vendem artigos para confeitaria e padaria.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Por que as sementes possuem antinutrientes?


Há muito tempo aprendi que devemos deixar os grãos e sementes de molho antes de consumi-los, para eliminar os fitatos, enfim, os antinutrientes que são tóxicos para nós.
Isso já faziam minha avó e minha mãe ao colocar o feijão de molho na noite anterior ao preparo, reproduzi mesmo não sabendo a razão "científica", era um conhecimento tradicional, carregado através das gerações.
Depois, através de muitas leituras, soube do motivo, conforme dito na frase inicial.

Mas agora descobri algo que me encucava: por que as sementes carregam consigo os antinutrientes?
A resposta está aqui: "As plantas começam a acumular seus nutrientes muito antes das sementes se formarem.
E não existe lugar melhor para acumular e guardar esses nutrientes do que nas folhas.
É isso que coloca os verdes na categoria de comida mais nutritiva da Terra.
Então, seria normal perguntar: "Não são as sementes a parte mais nutritiva da planta?"
Não, porque embora elas sejam, de fato, ricas em nutrientes, as plantas não querem que "seus bebês" sejam comidos, por isso protegem as sementes com doses de inibidores, alcaloides e outros ingredientes venenosos.
A melhor época para colher uma planta acontece antes da formação de suas sementes, porque é durante esse período que as plantas contêm sua maior concentração de nutrientes.
Depois que brotam, os nutrientes começam a se acumular nas sementes. Quase não restam nutrientes nas folhas das plantas depois que soltam suas sementes". (Victoria Boutenko)

Maravilhosa explicação! As plantas produzem as sementes, cheias de nutrientes que as deixam fortes para sobreviver e serem disseminadas para garantir a continuação da espécie, e as protegem com tóxicos, buscando evitar que sejam consumidas até que possam cumprir o seu papel.
Porém, nós, humanos, encontramos uma maneira de eliminar essa toxicidade, através do simples ato de colocar as sementes de molho em água, de 8 a 12 horas, não mais do que esse tempo, pois se ultrapassado, os fitatos retornam para o interior delas.

Mesmo assim, não é recomendado um consumo excessivo de grãos e sementes.
A chave do equilíbrio alimentar está na variedade, o que é saudável pode causar prejuízo se ingerido em abundância e diariamente.
A Natureza nos oferece centenas de vegetais!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Frio, aconchego e sopas quentinhas

A sopa é um dos meus pratos prediletos, e no inverno, é essencial tê-la à mesa.
Vegetariana e sempre que possível, utilizando orgânicos.

   
Sopa de legumes, raízes, folhas e ervas, a Rainha das Sopas! Não cozinho as folhas e as ervas, só coloca-as na finalização, aproveitando o vapor da panela bem abafada pela tampa e um pano.


                     
                          O must foi adicionar brotos de alfafa crus sobre o calor da sopa já pronta.



Os temperos são os grandes colaboradores no sabor das sopas, aqui o molho de pimenta dedo-de-moça, artesanal e orgânico, só acrescentou!


                                      Inhame: delicioso e ainda desintoxica o organismo.


De ervilhas com abóbora e cebola: o "algo mais" fica por conta do gengibre cru, ralado bem fininho, sobre o prato de sopa bem quente. O gengibre cru e com casca ajuda a prevenir ou curar gripes e resfriados .


                                     Sopa de tortelli: mamma mia, mangia che te fa bene!


Essa, denominei "sopa baiana": moranga engrossada com farinha de arroz biodinâmico (pouca coisa, pra não virar pirão, tem que ser um caldo), e é nos temperos que revela-se a picância: pimenta-do-reino, coentro, cominho, orégano, cúrcuma, pimenta calabresa e dedo-de-moça (na medida certa pra não causar um incêndio no paladar).

terça-feira, 30 de junho de 2015

Festas juninas vegetarianas



Mês de junho despedindo-se, com frio e chuva, coisas típicas de inverno. Típicas também são as festas juninas, que lembram Santo Antônio, São João e São Pedro. Não sou católica, mas fui criada nessa religião, então tenho fortes lembranças destas festas na minha infância. Respeito quem "acredita" em santidade, para mim foram pessoas muito esforçadas que trabalharam para sua evolução e por isso destacaram-se.
Mas, enfim, quero mesmo é falar sobre os comes e bebes destas festas, que são deliciosos!
Não fui a nenhum evento, mas comemorei em casa, no aconchego do lar. 

O QUENTÃO - É o clássico - festa junina sem ele não existe!
Minha receita: 500 ml de suco de uva, 500 ml de água filtrada, 1 copo shot de boa cachaça (usei a Ypióca orgânica), fatias de gengibre, canela em pau, cravo-da-índia e açúcar mascavo.
Colocar tudo a ferver em fogo baixo, menos a pinga, que é adicionada na finalização.
Abafar e tomar quente, é claro!



O PINHÃO - Outro clássico do nosso inverno, basta cozinhar, salgar e aproveitar! Para quem desejar uma receita mais elaborada com ele, experimente a receita abaixo:
Lasanha de pinhões e abobrinha

OS COMES DIVERSOS: As imagens mostram as comidas que considero essenciais numa festa junina - só faltou o milho verde, infelizmente. Mas a ausência foi compensada pelo bolo de milho com leite de coco.

Pinhão, batata-doce, abóbora e aipim (mandioca, né, Dilma, essencial na mesa do brasileiro!)


Inhame, gostoso e depurativo, temperado apenas com sal, azeite de oliva e salsa.


Bolo de milho com leite de coco - Fácil de fazer: duas xícaras de farinha de milho fina orgânica, uma xícara de açúcar mascavo, uma xícara de leite de coco, uma CS de fermento, 2 ovos ou a sua substituição veg (usei duas CS de gel de linhaça), 4 CS bem cheias de óleo vegetal. Misturar nessa ordem: açúcar, gel, óleo, farinha, leite e fermento (depois que adiciona o fermento, não bate mais a massa, só mistura levemente). Forno preaquecido, médio (200°), 40 minutos.
E pra dar um up, coloquei geléia de goiaba por cima, mais o molho apimentado Chipotle e Goiaba (DE CABRÓN Chillis).
Picância junina!


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Bife no prato

Diálogo fofo sobre a origem do bife no prato da criança:
- Mamãe, o que é isso no meu prato?
- Um bife, filha.
- Mas o que é isso?
- Um pedaço de carne.
- Carne? O que é isso?
- Isso é uma coisa muito boa que precisas comer pra crescer e ficar forte.
- Tá, vou comer, parece gostoso.

Diálogo realista sobre a origem do bife no prato da criança:
- Mamãe, o que é isso no meu prato?
- Um bife, filha.
- Mas o que é isso?
- Um pedaço de carne.
- Carne? O que é isso?
- Isso é um pedaço da vaca arrancado do seu corpo, depois de a matarem com muita maldade num lugar cheio de sangue e tripas, mas aí eles lavam, embrulham num pacote bonitinho, colocam um pó pra ela ficar bem vermelhinha e brilhante. Aí a mamãe tem que temperar e salgar bastante porque a carne crua tem um gosto horrível e tu não irias gostar de comer.
- Mataram a vaquinha? Buááááááááááá´!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Cadê a criatividade?

Acabo de descobrir que uma pessoa criou um blog de receitas em 2014, com o mesmo enfoque e o mesmo nome do meu, o Cozinha Natureba, além de também criar uma página no facebook, igualmente denominada Cozinha Natureba.
Esse é um trabalho que venho fazendo desde 2008, quando criei o blog, para divulgar alimentação vegetariana e saudável, e pesquisei verificando que não existia algum site ou blog com o mesmo título.
Interessante é que ambas temos aprovação no Creative Commons desta denominação e produção. Isso é possível? Cadê a criatividade?
A imagem mostra a minha primeira postagem feita em 01/11/2008 - "A prática da cozinha natural" e o registro no Creative Commons do blog Cozinha Natureba.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Agrotóxicos nos alimentos - até quando??????



Por que ainda usamos agrotóxicos nos alimentos?

1. Obviamente, quem os produz quer continuar vendendo-os, caso contrário, teriam que fechar suas fábricas e falir - sem consumidor, não há lucro;

2. As sementes transgênicas necessitam ser plantadas juntamente com agrotóxicos, o que comprova uma das maiores mentiras sobre transgenia nos alimentos: que os agrotóxicos seriam dispensáveis;

3. Os interesses do agronegócio em manter a agricultura em larga escala, usando transgenia e "defensivos agrícolas", com a desculpa de que está matando a fome da população com baixa renda, enfim, "trabalhando pra acabar com a fome no mundo", mais uma grande mentira que larga uma nuvem de fumaça sobre a verdade: SÓ PENSAM NO LUCRO!

E você aí, almoçando e jantando venenos, nos vegetais, na carne, nos laticínios, nenhum tipo de dieta - vegetariana ou onívora - escapa, atualmente, de conter elementos tóxicos, causadores de uma epidemia que ninguém quer enxergar: ALERGIAS ALIMENTARES!
Sem citar as inúmeras doenças crônicas, como o câncer.

Procure ou crie alternativas, enquanto, você e sua família, ainda não adoeceram..

sábado, 13 de junho de 2015

Pra uma tarde fria de inverno



Tá a fim de tomar um café orgânico fresquinho acompanhado de um pastel assado com recheio vegetariano?
Sirva-se! :)