A cozinha é o lugar mais reconfortante da casa porque nele encontramos alimento para o corpo e para a alma. Deixe a Natureza entrar na sua e esqueça os produtos feitos pela indústria alimentícia em geral, que não coloca amor nesse ato nem está preocupada com a saúde do seu organismo e o de sua família!

Esse é um dos segredos de manter o bem-estar - não entregue essa função vital a terceiros - ponha a mão na massa, deixe a preguiça de lado e estabeleça como prioridade fazer a comida que vai mantê-lo longe das doenças!
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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Focaccia

Como falei no post anterior, participei de algumas oficinas de alimentação saudável e sustentável na 3ª BIONAT Expo e hoje vou publicar uma das receitas que aprendi com o chef Raffa Leal, pessoa muito simpática, criativa e competente. Foram ótimas aulas e a degustação ofereceu pratos deliciosos, que comi de olhos cerrados, flutuando numa nuvenzinha cor-de-rosa! rsss

Vejam aqui na foto como estávamos concentrados nas palavras do mestre:


Quem frequenta o blog já sabe que gosto de modificar receitas, fazer adaptações de ingredientes para o vegetarianismo ou simplesmente pelo prazer de inventar.
Então, seguindo essa lógica, mudei algumas coisas da receita original da focaccia que aprendemos na oficina Sabor e Saúde.
Em primeiro lugar, não usei ovos na massa (na verdade, o chef disse que eram opcionais). Também não coloquei sal grosso na finalização porque procuro usar o mínimo de sal nas minhas receitas.
Adicionei farinha de trigo integral em 50%, isto é, metade branca e metade integral.

O grande diferencial dessa receita de pão é que o chef Raffa adicionou a gordura à massa na fase final, depois dela já ter fermentado. Geralmente, o óleo é colocado no início. Estava doida para experimentar essa novidade e verificar se funcionava comigo e, realmente, a massa fica muito fofa no interior e crocante por fora.
Outra grande dica: quando for dividir a massa para colocar nas formas, não rasgar com as mãos, mas cortar com uma faca. Segundo o chef Raffa, todo o trabalho que temos para sovar e fazer a massa crescer é perdido quando rasgamos e/ou esticamos a massa. Esse procedimento também deve ser seguido quando a colocamos na forma, ela deve ser "achatada" com as mãos e não "rasgada, esticada" com elas.

Dito isso, vamos aos ingredientes e ao passo-a-passo!

Ingredientes


1 quilo de farinha de trigo (usei 50% branca, 50% integral)
20 g de sal marinho (uma colher de sopa)
60 g de fermento biológico fresco
10 ml de azeite de oliva extra virgem
muuuuuito azeite de oliva extravirgem para colocar sobre a massa na finalização (o mesmo que "regar generosamente")
300 ml de água morna (na temperatura ambiente)
Ingredientes para a cobertura: escolha entre tomates/cebola/manjericão/alecrim/manjerona/tomilho/sal grosso
Como a massa dá para fazer duas focaccias tamanho grande, usei tomates e cebola em ambas, mas as diferenciei pelas ervas: uma com manjerona e outra com alecrim.

Como fazer

Peneirar as farinhas, fazer uma cova no meio e nela colocar o fermento em pedaços. Adicionar 100 ml da água morna, misturar com um pouco da farinha em volta e cobrir com um pouco dessa farinha (Raffa descreveu essa etapa como "fazer um cobertorzinho para aquecer o fermento"). Deixar levedar por 15 minutos em lugar aquecido.



Dissolver o sal no restante da água morna e ir colocando o líquido aos poucos na cova, misturando no sentido circular para incorporar toda a farinha das laterais, até formar uma massa lisa que possa ser manipulada com as mãos. Acrescentar mais água, se necessário. Sovar bem até que a massa fique coesa e não esquecer: sem rasgar nem esticar!
Deixar levedar por 30 minutos em lugar aquecido.



Abrir a massa e então colocar os 10 ml de extra virgem, voltando a sovar até que ela incorpore o azeite. Dividir a massa em duas porções (ou porções menores, se desejar, mas não esquecer de usar a faca) e estendê-las com as mãos sobre uma assadeira untada com óleo. Colocar a cobertura escolhida e deixar dobrar de volume.

Colocar a massa em forno pré-aquecido de 180 a 200º C (médio) e assar por 30 minutos, até que fique dourada e crocante na superfície e fofa no interior.
E foi, realmente, como ficou a minha focaccia: mamma mia, que delícia!



quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Fermento natural 2


No post anterior, falamos sobre o fermento de passas.
Outras leveduras podem ser feitas seguindo o mesmo processo:

Figo - junte 5 figos secos e 300 ml de água filtrada a 300 g de farinha de trigo;

Caldo de cana - use 300 ml de caldo de cana e 300 g de farinha;

Natural - misture 500 g de farinha com 250 ml de água;

Centeio - misture 200 g de farinha de centeio com 100 g de farinha de trigo e 130 ml de água.

Quando parece que a massa não está crescendo: acrescente 3 g de fermento biológico seco para ajudá-la a crescer; mas com paciência, ela crescerá sem ele!

Detalhadamente, segue o processo de fermentação natural usando farinha de trigo, farinha de centeio e água:

1º Passo - Formação da Cultura

Dia 1 - Em um recipiente não metálico, misture 3 copos de farinha de trigo, uma colher de sopa de farinha de centeio e água não clorada em quantidade suficiente para dar à massa uma consistência firme.
Deixar essa cultura em local arejado, coberta com pano limpo, ao abrigo da luz do sol.

Dia 2 - Mexa vigorosamente a mistura 3 vezes durante o dia.

Dia 3 - Repetir o procedimento do segundo dia.

Dia 4 - Se obtivermos sucesso em capturar nossa bactéria (Saccharomyces cerevisae - ver na foto acima), a cultura apresentará um aspecto sadio e cheiro agradável, característicos do processo de fermentação e também aparecerão bolhas de ar, estando, portanto, nossa cultura apta a ser alimentada pela primeira vez da seguinte forma: divida a mistura em suas partes iguais - uma delas é descartada; na outra parte adicione 3 copos de farinha de trigo, uma colher de sopa de farinha de centeio e água não clorada em quantidade suficiente para dar à massa uma consistência firme.

Dia 5 - repita os procedimentos do dia 2, mexendo a mistura 3 vezes ao dia e assim sucessivamente no dia 6.

2º Passo - Fazendo o Pão

Dia 7 - É hora de botar a mão na massa!
Seis horas antes de iniciar a manufatura do pão, alimente a cultura com 4 copos de farinha de trigo, duas colheres de sopa de farinha de centeio e água não clorada morna (33 a 38 graus) em quantidade suficiente para dar à massa uma consistência firme.
Após mais ou menos 6 horas, nossa cultura estará em plena atividade de fermentação, querendo subir pelas paredes do recipiente, pronta para ser usada na receita.

Proceda da seguinte forma:

Divida a cultura em três partes iguais.
Duas serão usadas para fazer o pão, a restante é guardada sob refrigeração para uso futuro.
Sua validade é indeterminada, desde que seja "alimentada" uma vez por semana.
Decidindo fazer pão, seis horas antes alimente a cultura guardada no fundo do refrigerador. Na hora de fazer, divida a massa em três partes. Duas partes para a receita, a terceira guarde na geladeira. E assim por diante...

Atenção! Se no dia 4 a mistura apresentar mau cheiro e coloração amarelada ou dessoramento, reinicie o processo até conseguir sucesso.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Fermento natural


Começar o ano criando algo com suas próprias mãos é uma iniciativa enriquecedora.
Que tal fazer pães com fermentação natural?
Os pães feitos com fermento natural estão em alta (que legal, não?).
A chef Mari Hirata tem feito apresentações pelo Brasil divulgando esse tipo de panificação e são dela as receitas do fermento de passas e do pão natural, feito com ele, postadas logo abaixo.



Noções básicas:


Em primeiro lugar, é preciso ter a massa-mãe (se você não ganhar uma parte do fermento natural já ativado, terá que fazê-lo nascer).
A matéria-prima pode ser uma mistura de água e farinha de trigo ou figos, passas ou maçãs orgânicas, abacaxi, banana, suco de laranja e mel ou caldo de cana.
Essa mistura deve fermentar por até 8 dias.
Depois precisa ser alimentada frequentemente com uma mistura de farinha de trigo e água (mineral ou filtrada).
Deve-se alimentar e cuidar desse fermento como se fosse um bebê - depois de pronta, fazemos bolinhas com parte dessa massa para dar aos amigos assarem seus próprios pães.
Essa ideia de transmissão me parece muito bonita - presentear com uma possibilidade criativa!


FERMENTO DE PASSAS


Ingredientes

100 g de passas orgânicas
200 ml de água fria filtrada
250 g de farinha de trigo


Como fazer


1. Misture as passas com a água e deixe em lugar quente e abafado até que faça espuma e solte pequenas bolhas (o que pode demorar até 5 dias).
2. Coe o líquido sobre um pano e aperte bem para aproveitar todo o suco.
3. Descarte as passas.
4. Coloque a farinha neste suco e misture bem com uma colher.
5. Deixe em lugar quente, em recipiente plástico meio tampado (o fermento precisa de ar).
6. Espere fermentar até triplicar de volume (pode demorar até 3 dias).
7. Mexa com uma colher 1 vez por dia até ficar pronto.
8. O tempo vai depender da quantidade de fungos nas passas.
9. Ao fazer o pão, não se esqueça de reservar 1/5 da massa do fermento para o próximo preparo.
10. Junte a ela água e farinha de trigo até obter a mesma quantidade de fermento.
11. Deixe na geladeira, caso refaça o pão somente depois de 4 dias.
12. Ou deixe em temperatura ambiente até triplicar de volume, se for prepará-lo no dia seguinte.

DICA
Se depois de um tempo, o fermento não estiver funcionando bem e nem dobrando de volume, coloque uma pitada de fermento biológico seco.

PÃO NATURAL DE MARI HIRATA

Ingredientes

300 g do fermento de passas
15 g de sal marinho
100 g de farinha de centeio, milho ou trigo integral
700 g de farinha de trigo
10 g de extrato de malte ou melado
500 ml de água

Como fazer

1. Misture o fermento aos demais ingredientes, com exceção do sal.
2. Misture bem e deixe descansar por 15 minutos.
3. Junte o sal e misture até ficar bem lisa e elástica.
4. Transfira para uma vasilha untada com azeite e deixe por 8 horas, em lugar fresco ou na geladeira, no espaço reservado aos vegetais, coberto com plástico.
5. Retire o gás que se formou no interior da massa, amasse e molde.
6. Coloque para fermentar, em temperatura ambiente, na assadeira em que irá assá-la.
7. Cubra com um pano seco e plástico e deixe dobrar de volume, o que pode levar até 4horas.
8. Pré-aqueça o forno a 300 graus.
9. Antes de assá-la, faça cortes de 3 mm na superfície da massa e vaporize com água.
10. Asse os primeiros 10 minutos em forno quente (250 graus), vaporizando água na superfície do pão por 5 vezes, para formar uma crosta crocante.
11. Reduza a temperatura do forno para 210 graus por 30 minutos e, depois para 180 graus, por 30 minutos.
12. Deixe esfriar completamente sobre uma grelha.

No próximo post, outras opções de fermentos naturais e receitas de pães feitos com eles.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pão dos Essênios e o desidratador

Há um ano atrás, falei aqui sobre o Pão Essênio e de como ele aproveita a energia solar para a sua produção - como o verão se aproxima e dias de calor tórrido são esperados, estou me preparando para fazer o pão com a luz do Sol, já que só experimentei fazê-lo em forno a gás, com o calor mínimo emitido.

Para fazer um desidratador caseiro:

Essa dica de um desidratador caseiro (feito com caixa de papelão) é dada pela Marly Winckler, que preside a Sociedade Vegetariana Brasileira, em um artigo :

"Você deve forrar, utilizando cola ou fita adesiva, com papel alumínio ou laminado, o interior de uma caixa de papelão cuja medida seja no máximo 50cm. de largura por 20cm. de altura.
Após forrada você deve abrir uma janela em cada lado, cortando com um estilete, formando quatro janelas que devem medir no máximo 25cm. de largura por 7cm. de altura que serão cobertas com uma telinha para a circulação do ar. Não esqueça de utilizar bem a cola ou fita adesiva para que o papel laminado não solte, principalmente nas bordas.
Tudo ok, agora vamos construir a tampa apenas com um vidro cuja medida cubra a caixa. Caso você tenha um vidro menor, não há problema, cubra o excedente com a mesma tela que utilizou para as janelas laterais.
A tampa de seu forno deve ser presa com fita adesiva em apenas um lado para que abra e feche com facilidade.

Está pronto o seu desidratador caseiro.

Segundo dica da própria criadora do desidratador, para fazer o pão essênio basta deixá-lo exposto ao sol o dia inteiro dentro da caixa e pronto."

E aqui um video, explicando os passos da construção do desidratador:



Assim que as chuvas passarem (temos tido temporais diariamente aqui no Sul) e o tempo firmar, com o astro-Rei brilhando único e poderoso no céu, vou fazer meu primeiro pão essênio original, ou seja, como esse povo maravilhoso fazia!

Nota: Fiquei pensando sobre o papel alumínio, já que dizem que ele faz mal à saúde. Mas também li que deve-se usar esse papel com a parte sem luminosidade em contato com os alimentos, que aí não seria prejudicial. Pensando ainda a respeito...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Puttu - bolos de arroz no vapor



Ingredientes

meio quilo de farinha de arroz
1/2 xícara de coco ralado

Como fazer

Tostar a farinha no fogo rapidamente.

Juntar água salgada, aos poucos, até formar pequenos grumos. Deixar repousar um pouco.

Na Índia, usam uma vasilha especial para fazer puttu - a puttu kutti - uma panela longa cilíndrica, que pode ser seguramente substituída por uma cuscuzeira.

Nessa vasilha, vá colocando em camadas alternadas a farinha de arroz e o coco ralado, sendo esse o último ingrediente. Tampe e cozinhe em banho-maria.

Há uma receita macrobiótica de fazer pão de farinha de arroz muito parecida:

Colocar farinha de arroz tostada (ou crua) e um pouco de sal marinho numa forma untada;

cobrir com água (uns dois dedos acima da superfície da farinha);

deixar em repouso até a farinha absorver quase toda a água (cerca de meia hora);

tampar a forma e por para assar em banho-maria (no forno fica mais sequinho; na panela, mais molhadinho);

quando for comer, temperar com shoyu e cebolinha picada (se quiser um sabor salgado) e melado com castanhas trituradas dá um excelente prato doce.

Qualquer um dos dois processos leva a um gostoso resultado!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Chapati

CHAPATI DE FARINHA DE ARROZ

Ingredientes

500 g de farinha de arroz
1/2 litro de água
leite de coco espesso
sal marinho a gosto


Como fazer


Numa panela com tampa, ferva a água com o sal. Quando levantar fervura, coloque a farinha, mexendo e faça formar um buraco no centro, onde deve ser colocada uma longa colher de pau; tampe a panela e deixe cozinhar em fogo baixo por alguns minutos. Destampe e misture bem. Remova do fogo.

Esfrie e misture bem a farinha, sem adicionar nenhuma água. Faça com as mãos pequenas bolas.
Esparja farinha de arroz numa mesa e, sempre amassando, transforme as bolas em chapatis muito finas. Acerte as pontas para que se tornem redondas.

Esquente uma chapa e coloque nela as chapatis: asse de um lado e de outro, deixando inchar. Retire da assadeira e mergulhe no leite de coco antes de servir.

Uma leitora do blog chamou minha atenção sobre a colher de pau colocada na panela onde se faz o chapati acima, dizendo não ser possível, nesse caso, tampá-la; isso me levou a adicionar alguns comentários sobre a execução dessa receita:

1) em primeiro lugar, não assimilei o motivo de colocar a colher no centro da panela e fechá-la, mas como é uma receita tradicional indiana (do livro da Fernanda de Camargo-Moro, ao qual já fiz referência em outro tópico), suponho que deva ter algum efeito, apesar da autora não explicá-lo;

2) automáticamente, usei para fazer o chapati uma panela alta de inox, onde costumo cozinhar massas, que permitiu a permanência da colher no centro; o cozimento da massa é muito rápido, assim que colocamos a farinha na água, ela engrossa e após tampar a panela, mais alguns minutos são suficientes.
A massa fica bem maleável e não é necessário adicionar nem água nem óleo.

3) para que o chapati fique perfeito (como na foto), o cuidado principal é o de deixar a massa extremamente fina, para que logo que seja colocada na chapa quente, ela infle e fique bem cozida no interior.
Por experiência, o chapati não vai inflar quando a massa estiver muito grossa ou muito seca ou quando ficar muito tempo na frigideira.

CHAPATI DE FARINHA DE TRIGO

Ingredientes
2 xícaras de chá de farinha de trigo integral
2 cc de sal marinho
3/4 de xícara de chá de água morna
3 cc de ghee ou manteiga (receita da GHEE mais abaixo)

Como fazer

Numa tigela, misture a farinha e o sal. Adicione a água e trabalhe bem a massa até que não grude nas mãos. Se estiver muito seca, acrescente aos poucos, mais água morna para que a massa fique bem fofinha.

Polvilhe uma superfície lisa com farinha de trigo e trabalhe bem a massa até que fique elástica. Faça uma bola, coloque numa tigela ligeiramente untada com óleo e cubra com um pano úmido. Deixe descansar por 30 minutos.

Mais uma vez, polvilhe com farinha uma superfície lisa, trabalhe a massa mais uma vez e divida em 10 a 12 bolas. Abra as bolinhas em discos bem fininhos com um rolo de macarrão. Aqueça uma frigideira untada grande, coloque os discos, um por vez, e cozinhe dos dois lados cerca de 1 minuto cada lado.

Espalhe ghee num dos lados do pão, e coloque numa cestinha.

Cubra com um pano para mantê-lo aquecido até a hora de servir.

USLI GHEE (Manteiga Purificada)

Para purificar manteiga à moda tradicional indiana, leva-se de uma a cinco horas, dependendo da quantidade de ghee a ser clarificada. No microondas, despindo-se de qualquer tradição e optando pelo prático e rápido, leva-se sete minutos para cada 125gramas de manteiga (acho que além de despir-se de qualquer tradição, você paga um preço bem alto quanto à saúde ao usar microondas, mesmo que seja a longo prazo...).

A usli ghee se solidifica à temperatura ambiente e não requer refrigeração, porém tem de ser guardada em recipiente competamente seco.


Ingredientes

1 kg de manteiga sem sal (orgânica e proveniente de pequeno produtor, evitando toda a química que as vacas são obrigadas a assimilar em grandes fábricas leiteiras, além do sofrimento impingido aos indefesos bichos)
uma caçarola (imprescindível que tenha o FUNDO BEM GROSSO)

Como fazer

Coloque a manteiga na caçarola, em fogo baixo e vá retirando aos poucos com a escumadeira os pedacinhos de gordura sólida que ficam boiando na superfície.
Controle a temperatura para evitar que queime, tomando muito cuidado para que não escureça nem desprenda fumaça. Contineue a retirar os sólidos inoportunos até que ela se torne cor de âmbar dourado, porém límpida e transparente. Despeje numa vasilha de louça e deixe esfriar a descoberto. Depois de fria, guarde-a num recipiente HERMETICAMENTE FECHADO, em lugar fresco e seco. Como dura muito, dá para fazer 3 ou 4 vezes ao ano.

Um dos segredos do sucesso é que quando estamos elaborando o ghee e a manteiga se liquidifica, a caçarola tem que estar bem tampada, não podendo ser aberta em nenhuma hipótese nos 3 minutos que se seguem, pois os salpicos são muito fortes.

A usli ghee deve ser colocada nos alimentos sem grandes quantidades de cada vez.
E não é um ingrediente para ser consumido diariamente, mas para quando você quiser fazer um prato especial...

domingo, 16 de novembro de 2008

Pão com castanhas-de-caju e alfafa


Ingredientes
3 e 1/2 xícaras de farinha de trigo integral fina
2 colheres de chá de fermento em pó
1 xícara de castanhas-de-caju moídas
1 xícara de brotos de alfafa picados fino
50 g de açúcar mascavo
50 ml de mel
1 cc de sal marinho

Como fazer

Depois de misturar bem a farinha, os brotos e 1/2 xícara de castanhas, junte o fermento e o sal.

Torne a misturar e adicione o mel, o açúcar e a outra 1/2 xícara de castanhas.

Unte uma forma e leve ao forno aquecido a 180 graus. Retire após 40 minutos.

Pão assado com brotos na massa



Precisamos suprimir da receita que iremos fazer, 1/2 xícara de farinha e 1/2 xícara de líquido para cada uma xícara de brotos moídos que adicionarmos. Podemos também empregar aproximadamente um punhado sem triturar, sem fazer o ajuste sugerido acima. Contudo, depois de sovar e amoldar a massa para levar ao forno, é necessário retirar os brotos que ficam na superfície do pão, porque estes torrarão dando um sabor amargo ao produto final.
Um pão com brotos demora, em média, mais de 30 minutos para assar.

Pão de Trigo

Ingredientes
2 xícaras de farinha integral
3 e 1/2 xícaras de farinha de trigo branca
1 xícara de brotos inteiros
1 xícara de brotos moídos
2 CS de fermento biológico
1 CS de sal marinho
3 xícaras de água morna
1/4 xícara de mel
3 CS de óleo vegetal

Como fazer

Despeje uma xícara de água morna numa tigela grande e junte o fermento.

Misture bem e adicione as outras duas xícaras de água, o mel, o sal e o óleo.

Torne a misturar e despeje a farinha branca, mexendo.

Bata bem e cubra a tigela com um guardanapo, deixando a massa crescer em local morno, até atingir o dobro do volume.

Misture os brotos inteiros e os moídos, juntando-os a seguir à massa já crescida. Amasse um pouco e complete com as duas xícaras de farinha integral. Sovar ao máximo.

Unte uma tigela grande com manteiga, coloque nela a bola de massa, cubra com guardanapo e deixe em local morno até duplicar novamente o volume. Quando isto acontecer, torne a sovar, podendo juntar mais um pouco de farinha, se preciso.

Divida em duas porções e molde em forma de pão a seu gosto. Unte duas formas próprias, assando durante 60 a 75 minutos em forno aquecido a 180 graus.

sábado, 15 de novembro de 2008

Pão Colorido



Ingredientes

Para a massa de cenoura:
1 CS de sal marinho
1 CS de mascavo
1 CS de manteiga orgânica sem sal
1 CS de fermento biológico
1/2 xícara de água morna
1 cenoura grande
3 xícaras de farinha de trigo integral fina (se quiser, substitua por uma da branca)

Para a massa de beterraba:
todos os ingredientes iguais ao da massa acima (com exceção da cenoura)
1 beterraba média

Para a massa verde:

todos os ingredientes iguais ao da massa acima (com exceção da beterraba)
1/2 molho de espinafre, couve, acelga ou a hortaliça de sua preferência

Como fazer

Bata separadamente a cenoura, a beterraba e os verdes no liquidificador com um pouco de água.
Reserve.
Prepare as 3 massas separadamente, misturando os ingredientes de cada uma delas com o suco correspondente.
Amasse cada uma das massas até que estejam homogêneas.
Deixe descansar e crescer por cerca de uma hora.
Divida cada uma das massas em 3 partes iguais.

Montagem

1) Para o pão em forma de trança, faça um rolo com cada 1/3 da massa de cenoura.
Repita a operação com as massas de beterraba e de verdes.
Una as pontas de cada uma das massas e trance.
Coloque numa forma e deixe crescer por 30 minutos.

2) Para o pão em forma de espiral, abra 1/3 de cada uma das massas e coloque uma sobre a outra.
Enrole como rocambole.
Coloque em forma e deixe crescer por 30 minutos.

Utilize as massas restantes para fazer outro pão da forma desejada ou faça pãezinhos pequenos.

Leve as formas ao forno médio por 30 ou 40 minutos.

Pão de Cará (ou Inhame)




Ingredientes

600g de farinha de trigo (metade integral fina, metade branca)
1 pitada de sal marinho
1/2 xic de açúcar mascavo
10 g de fermento instantâneo para pães
2 ovos caipira grandes
2 CS de manteiga orgânica amolecida
uma xícara de pure de cará ou inhame
1/2 xic de "leite vegetal" (já testei com o de aveia e o de arroz)


Como fazer


Colocar numa vasilha grande, as farinhas peneiradas, o sal, o açúcar e o fermento instantâneo, misturar bem.

Adicionar os ovos, o cará/ou/inhame e a manteiga, bater e ir acrescentando o líquido.

Sovar a massa, fazer uma bola, cobrir com um pano e aguardar que dobre de volume (mais ou menos uma hora).
Quando isso acontecer, modele na forma desejada e deixe crescer mais uns 30 minutos.

Asse por 25 minutos em forno médio, pré-aquecido. Para verificar se está no ponto ideal de cozimento, bata no pão e tem que sair um som oco lá de dentro.

Dica: dá para substituir o cará (além do inhame), por aipim, batata-inglesa, batata-doce, abóbora... também pode-se adicionar algumas sementes trituradas, como coentro, pimenta (pouca), gergelim ou ervas, como orégano, manjerona, alecrim etc.

Pão dos Essênios



"Deixai que os anjos de Deus vos preparem o vosso pão.
Umedecei o vosso trigo, para que o anjo da água penetre nele.
Ponde-o então no ar, para que o anjo do ar o abrace.
E deixai-o da manha à noite debaixo do sol, para que o anjo da luz solar desça sobre ele.
E a benção dos três não tardará a fazer o germe da vida brotar no vosso trigo.
Em seguida moei o vosso grão e fazei obreiras finas, como faziam seus antepassados quando partiam do Egito à casa da servidão.
Tornai a pô-las debaixo do sol quando ele aparece e, quando ele subir ao ponto mais alto dos céus, virai-as do outro lado para que elas sejam abraçadas ali também pelo anjo da luz solar e deixai-as onde estão até que o sol se ponha.
Pois os anjos da água, do ar da luz solar alimentaram e amadureceram o vosso trigo do campo e, da mesma forma, precisam também preparar o vosso pão" (p.43,44 SZEKELY, 1981).


A receita básica tem mais de 2000 anos e consta do Evangelho de Paz dos Essênios.

1. Colocar uma xícara e meia de grãos orgânicos (trigo, centeio, milho, cevada, aveia) em três xícaras de água, durante uma noite. Escorrer a água e deixar germinar durante 36 horas, enxaguando e escorrendo os grão de duas a três vezes ao dia.

2. Moer os grãos germinados em um moedor, um liqüidificador ou um processador. Amassar até adquirir a consistência de uma massa de pão.

3. Podemos adicionar diversos temperos (timo ou cominho), alimentos (alho ou cebola picada) ou passas, tâmaras, sementes de girassol etc.

4. Untar uma assadeira ou frigideira e colocar a massa em rodelas achatadas.

5. Colocar no sol ou em um lugar quente (um forno morno).

6. O pão está pronto quando por fora formar-se uma crosta fina e dentro estiver úmido, mas não grudento.

Dica: é preferível desidratar o pão ao sol, pois a massa absorverá a energia do astro-rei, fonte da vida na Terra. Em caso de dia nublado, pode-se usar o forno, tomando cuidado para não aquecer demais.

Por enquanto, só usei o forno morno: não experimentei ainda deixar ao sol, não tive oportunidade, mas quando isso acontecer, volto aqui para relatar os resultados.

Comentário adicional:

Perguntaram qual a procedência do trecho reproduzido no início do tópico.

É do livro "O EVANGELHO ESSÊNIO DA PAZ" de Edmond Bordeaux Szekely.

Mais algumas linhas:

"E o mesmo sol que fez o trigo crescer e madurar com o fogo da vida, precisa cozer o pão com o mesmo fogo.
Pois o fogo do sol dá vida ao trigo, ao pão e ao corpo. Mas o fogo da morte mata o trigo, o pão e o corpo."

Aqui está clara a alusão a não cozinhar com o fogo dos fornos e atualmente, dos fogões - segundo os essênios (e os defensores da alimentação viva), ele mata o alimento.
Imaginem o que os essênios pensariam sobre cozinhar em MICROONDAS!