A cozinha é o lugar mais reconfortante da casa porque nele encontramos alimento para o corpo e para a alma. Deixe a Natureza entrar na sua e esqueça os produtos feitos pela indústria alimentícia em geral, que não coloca amor nesse ato nem está preocupada com a saúde do seu organismo e o de sua família!

Esse é um dos segredos de manter o bem-estar - não entregue essa função vital a terceiros - ponha a mão na massa, deixe a preguiça de lado e estabeleça como prioridade fazer a comida que vai mantê-lo longe das doenças!
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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sushi Vegetariano



Sushi com banana passa

Ingredientes

3 bananas passas picadas
1 xícara (chá) de arroz integral do tipo cateto
1 cenoura grande cortada em tiras compridas
2 pepinos cortados em cubinhos
2 folhas de algas para sushi
Sementes de gergelim
Sal marinho a gosto

Como fazer

Durante a noite, deixe o arroz de molho. No dia seguinte, enxague-o bem sob a torneira e retire a umidade.
Numa panela, cozinhe o arroz com 6 xícaras de água e sal a gosto. Quando começar a ferver diminua o fogo e deixe cozinhar até secar a água com a panela tampada. Deve ficar empapado.

Com o arroz morno, disponha uma porção sobre uma folha de alga cobrindo-a totalmente. Bem no centro distribua os pedaços de pepino, cenoura e banana passa e salpique as sementes de gergelim.

Coloque numa vasilha e tampe para o calor do próprio arroz aderir à alga. Quando estiverem quase frios, corte em rodelas de aproximadamente 2 cm de largura e sirva.

Para acompanhar: shoyu e fatias bem finas de gengibre (cuidado com a quantidade desse acompanhamento pois o sabor dos ingredientes é salgado - o primeiro - e picante - o segundo).

sábado, 29 de novembro de 2008

Mucilagem


Nas receitas em que utilizamos algas, sempre é indicado aproveitar a água onde elas ficaram de molho, já que lá permaneceram muitos elementos.

Então, há uma outra forma de consumir algas, fazendo a MUCILAGEM, que depois pode ser usada em receitas ou misturada a sucos crus, com frutas, folhas, brotos (como o Suco de Luz):

1) Coloque 50 gramas de algas agar-agar (em barra) de molho em água fria com o suco e casca de 1 limão. Deixe hidratar por cerca de 15 minutos.

2) Escorra a água do molho e lave em mais uma água para eliminar o cheiro característico.

3) Acrescente 2 litros de água potável e o suco de meio limão.

4) Ferva com a panela tampada (em fogo baixo) por cerca de 20 minutos, NUNCA em panela de alumínio.

5) Coe, coletando o filtrado num recipente que tenha tampa, preferencialmente de vidro. Elimine o resíduo que fica sobre a peneira.

6) Deixe esfriar naturalmente e coloque na geladeira.
Esta mucilagem - enquanto morna - tem consistência espessa, porém ao ser levada à geladeira transforma-se em um bloco de gelatina.

Como dito acima, o gel pode ser adicionado aos sucos e a receitas, como as que seguem:

Mousse de Manga

Ingredientes

1 xícara de gel de alga gelado
2 xícaras de manga picada (pode ser substituída por caqui ou morango)
suco de 1 limão
1 cenoura
folhas de hortelã a gosto
adoçante natural a gosto

Como fazer


Bata tudo no liquidificador. Importante: Não acrescente água. Como fica bem cremoso, ajudar com uma espátula. Coloque em taças, decore com sementes de gergelim e um ramo de hortelã e sirva imediatamente.

Mousse de Goiaba

Ingredientes
1 xícara de gel de alga gelado
2 goiabas grandes inteiras
suco de 1 limão
1 inhame pequeno cru
adoçante natural a gosto

Como fazer

Bata tudo no liquidificador. Não acrescente água e aja como na receita acima. Coe numa peneira para separar as sementes. Por em taças, decorar a gosto e servir imediatamente.

Mousse de Mamão

Ingredientes
1 xícara de gel de alga gelado
2 xícaras de mamão formosa picado miúdo
1 inhame cru + suco de 1 limão
1 CS de germe de trigo

Como fazer

Não usar água. Despejar em taças e servir imediatamente. Você poderá decorar com: a) granola, b) pedaços de fruta inteira, c) sementes germinadas de gergelim ou linhaça, d) uva passa ou ameixa seca picada.

Nota: não senti necessidade de adoçar nenhuma das 3 receitas, então, é uma questão bem individual de como seu paladar está habituado ou não ao sabor doce natural.

Torta de bananas

Ingredientes
1 xícara de farinha de trigo integral
2 xícaras de germe de trigo
2 xícaras de farinha de aveia
2 xícaras de farelo de trigo
1/2 xícara do melado ou mel
6 bananas caturra amassadas
2 xícaras de mucilagem de algas
20 bananas cortadas no sentido do comprimento
cravo e canela em pó

Como fazer

Misturar a mucilagem de algas com o mel (ou melado) e as 6 bananas amassadas, adicionar as farinhas até formar uma papa.

Adicionar os condimentos (cravo e canela).

Untar com mel um pirex grande e colocar as bananas cortadas. Cobrir com a papa e em seguida colocar outra camada de banana e outra da papa e terminar com uma camada de banana.

Levar ao forno por 30 minutos.

Enrolado (maki) de algas marinhas




















Ingredientes
Para o patê:
½ xícara de nozes
2 xícaras de sementes de girassol, colocadas de molho durante a noite
3 dentes de alho
1 xícara de aipo cortadinho
1 e ½ cc de sal marinho
1/3 de xícara de azeite (prensado a frio)
½ xícara de suco de limão
1 cc de pimenta-do-reino (ou outro tempero a gosto)

Para os enrolados:
Corte em pedaços compridos:
½ abacate
½ pimentão
2 cebolinhas
5 folhas de algas nori

Como fazer

Desmanchar todos os ingredientes do patê no liquidificador até ficar cremoso. Espalhar o patê sobre as folhas de algas, acrescentando os vegetais cortados e enrolando-os na folha.

Sugestão: Para fazer as folhas aderirem mais ao patê, deve-se umedecê-las com água, limão ou suco de laranja.

Esperar uns dez minutos e depois começar a cortar os enrolados em pedaços de 3 centímetros.

Rende, em média, de 10 a 15 unidades.

Espaguete com algas hiziki







Ingredientes

250 g de espaguete
4 cenouras
1 cabeça de alho
metade de um pé de couve
1 xícara de algas hiziki reidratadas
4 folhas de louro
1 CS de orégano
gengibre
azeitonas pretas
azeite de oliva







Como fazer

Por 2 litros de água a ferver com as folhas de louro. Quando ferver, colocar o espaguete e as algas e cozinhar em fogo forte até a massa estar al dente (cerca de 10 minutos).
Escorrer bem, passar por um pouco de água fria e reservar.

À parte, numa frigideira, por um pouco de azeite, água, gengibre ralado e os dentes de alho esmagados (reservar 4). Adicionar a cenoura, a couve em tiras e mais um pouco de água. Deixar cozinhar cerca de 10 minutos, mexendo de vez em quando. Tirar do fogo e juntar o orégano.

Em outra panela, aquecer uma colher de sopa de azeite, 4 dentes de alho picados e refogar por 2 minutos. Adicionar o espaguete e, sempre mexendo, deixar cozinhar um pouco. Apagar o fogo e juntar as verduras. Adicionar, por último, as azeitonas pretas.

Algas, o poder que vem do mar


As algas têm sido usadas como um alimento nutritivo por muitos séculos, mas foram até certo ponto esquecidas pelo mundo moderno.

São poucas as pessoas que decidem incluir algas em suas dietas e algumas precisam de encorajamento antes de fazer o mesmo.

É pena que a idéia de comer algas freqüentemente seja tão estranha à maioria das pessoas, talvez por falta de informação...


De uma forma ou de outra, temos usado algas na nossa alimentação, pois disfarçadas em nomenclaturas de laboratório, são ingrediente importante em produtos como sorvetes, queijos e carnes processadas, assim como também em remédios e cosméticos.
É claro que comer um ingrediente "escondido" não é o mesmo que experimentar um prato de hijki preta-azulada ou uma sopa de wakame com cebolas.

As algas estão entre as formas mais antigas na Terra e, provavelmente, foram a primeira forma celular de vida a existir. Os elementos nutritivos que elas possuem são retirados diretamente da água do mar e convertidos pela planta em compostos orgânicos.
Elas quase não mudaram durante os milhões de anos pelos quais já passaram.

Quem vive junto ao mar sabe dos efeitos moderadores que o oceano exerce na temperatura do ar. Isso ocorre porque a temperatura do oceano muda mais lentamente e varia muito menos. Ao contrário da terra firme e das plantas terrestres, o oceano e as plantas oceânicas não passaram e não passam por graus de mudança tão severos ou tão diretos.
Como o oceano, o nosso sangue consiste essencialmente de formas de vida simples (células sangüíneas), nadando num caldo de minerais dissolvidos. Esses, também encontrados em quantidades mínimas no mar, são vitais para a boa saúde.

Já que seria fatal beber água do mar para nos nutrirmos com esses minerais, eles devem ser incluídos na nossa dieta de outras maneiras.
A melhor é em forma de algas marinhas, que contêm e transmitem a nós as energias do mar. As pessoas que viveram (ou vivem) perto mar sempre se aproveitaram disso (por exemplo, os naturais da Irlanda, Escócia, Islândia, Inglaterra, dos litorais da Europa, da Rússia, das Américas e do Sul do Pacífico).
Os japoneses colhem algas há seculos e fizeram do seu cultivo, processamento e classificação, uma arte refinada.

As algas contêm boa quantidade assimilável de cálcio e fósforo e são excelentes fontes de magnésio, ferro, iodo e sódio. Também possuem vitaminas A, B, C e E, assim como proteínas e carboidratos facilmente assimiláveis (frutose).
Em alguns casos, seu teor de vitaminas é comparável aos das fontes vegetais terrestres mais ricas.


Devido aos minerais e ao efeito alcalinizante que elas causam ao sangue, as algas purificam-no, eliminando efeitos nocivos. Também ajudam a dissolver depósitos de gordura e de muco. O ácido algínico presente nas algas mais escuras como kombu, wakame, kelp e hijiki transforma os elementos metálicos estagnados nos intestinos em sais inócuos facilmente expelidos. Estudos já comprovaram que elas eliminam do organismo o estrôncio-90 (radioativo).
Elas não têm gosto muito salgado, tendo na realidade apenas 2 a 4% de sal. Também não têm gosto de peixe, que é o que muitos pensam. O ideal, para quem está começando a consumir algas, é iniciar com a kombu e outras de sabor mais suave e depois então passar para as de sabor mais forte, como a kelp, wakame e hijiki.

A maioria das algas é avaliada de acordo com a época em que é colhida, sendo esse o fator que determina suculência e preço. Quando secas, no entanto, sua aparência pode ser idêntica, independente de quando foi colhida. Portanto, é necessário escolher uma marca em possamos confiar.

Podem ser usadas em sopas, saladas, cozidas em separado ou com verduras e legumes e até mesmo em chás.
Sua versatilidade na cozinha é tão grande quanto o oceano.

Têm uma qualidade especial quando adicionada aos feijões: diminuem o tempo de cozimento e os fazem mais digeríveis, sendo muito útili para quem tem problemas com gases.

Segue uma relação das algas mais conhecidas e suas caractéristicas, usos e outras dicas:

KOMBU

É um termo que abrange várias algas marrons, vendidas com nomes como dashi-kombu, torro-kombu, nato-kombu, etc; podem ter a forma capilar, retalhada, polpa preta ou branca, mas as 3 mais comuns são a dashi (largas faixas achatadas, usadas principalmente como caldo de sopa), nato (a kombu cortada em tiras finas para ser cozida junto com a alga hijiki) e torro (a kombu em pó, pronta para ser adicionada à comida imediatamente antes de ser servida).
Uma tira de dashi-kombu colocada no fundo de uma panela de arroz ou de legumes faz com que eles não grudem no fundo, devido à sua característica gelatinosa. E se adicionada aos feijões, faz com que cozinhem mais depressa e sejam digeridos com mais facilidade, devido ao alto teor de minerais.

HIJIKI ou HIZIKI

É marrom e, geralmente, as pessoas a consideram como a alga mais difícl de digerir, mas vale a pena acostumar-se com ela, já que é a alga que mais contém cálcio (1.400 mg por cada 100 g de peso, quando secas).
No Oriente, a hijiki é considerada pela tradição popular como alimento excelente para manter o cabelo sadio (será por isso que os japoneses têm cabelos tão bonitos?).
É usada fresca ou após ter sido seca ao sol. Assim como todas as algas desidratadas, elas podem ser reidratadas sendo deixadas de molho (inclusive, usa-se esse molho na preparação de alimentos). No caso da hijiki, não se deixa muito tempo porque ela aumenta cerca de 5 vezes seu tamanho ao se reidratar.
Além do cálcio, ela tem grandes quantidades de proteína, vitaminas A, B1, ferro e menores quantidades de outros minerais.
A hiziki costuma ser confundida com a alga arame, pois são semelhantes no aspecto visual.

WAKAME

Como a kombu e a hijiki, é marrom; aliás, a maioria das algas comestíveis é de cor marrom.
A wakame seca é geralmente adicionada às sopas. Se for assada, pode ser usada como condimento (vira pó facilmente). Muito nutritiva, é ótima fonte de proteína, ferro, cálcio, sódio e magnésio, também contendo vitaminas A, B1, B2, C e outros minerais.



NORI

É uma alga vermelha, vendida seca e prensada em forma de folhas. Ao contrário das outras algas, que são colhidas no mar, a nori é cultivada. Podem ser cozidas até virar geléia, tostadas e e cortadas em tiras e enroladas em volta de bolinhas de arroz ou ainda usadas para fazer o sushi.Têm altíssimo teor de vitamina A e proteína, além de minerais e oligoelementos.






AGAR-AGAR ou KANTEN

Dessa alga vermelha, faz-se uma deliciosa gelatina de ótima qualidade. Depois de descorada ao sol, ela é fervida e filtrada, sendo colocada em moldes e mais tarde, após outros procedimentos, transforma-se em barras. Mas também existem os flocos de agar-agar, mais fáceis de serem processados do que as barras.
Os flocos produzem uma gelatina que é mais firme e estável do que a geletina feita com agar-agar em barras. Também é usada na indústria, pelo seu poder de gelatinização.

A receita mais conhecida feita com essa alga é o que os japoneses chamam de kanten: dissolve-se a agar-agar em suco de maçã, cozinhando-se e adicionando-se fatias ou pedacinhos de suas frutas preferidas. Pode-se também adicionar agar-agar a legumes, verduras e água para se fazer gelatina salgada.
É rica em iodo e oligoelementos.

É a melhor opção para os vegetarianos quanto ao consumo de "gelatinas", pois aquela colorida vendida em caixinhas com desenhos infantis, que as crianças gostam tanto porque é a única que conhecem, é feita com colágeno animal.


OUTRAS ALGAS


São muitas as outras algas comestíveis usadas no mundo inteiro: a alga kelp, por exemplo, usada na indústria como agente estabilizador e emulsificador; pode ser comida crua ou cozida ou usada em pó como tempero.

Outra é a alga arame, com forma semelhante à hijiki, mas mais fina e leve. Ou a alga dulse, a Carragheen etc.

Creio que há tantas variedades quanto o oceano é extenso e profundo, devem haver algumas que, provavelmente, nem conhecemos.

Dos meus "cadernos macrobióticos", década de 70.