A cozinha é o lugar mais reconfortante da casa porque nele encontramos alimento para o corpo e para a alma. Deixe a Natureza entrar na sua e esqueça os produtos feitos pela indústria alimentícia em geral, que não coloca amor nesse ato nem está preocupada com a saúde do seu organismo e o de sua família!
Esse é um dos segredos de manter o bem-estar - não entregue essa função vital a terceiros - ponha a mão na massa, deixe a preguiça de lado e estabeleça como prioridade fazer a comida que vai mantê-lo longe das doenças!
Esse é um dos segredos de manter o bem-estar - não entregue essa função vital a terceiros - ponha a mão na massa, deixe a preguiça de lado e estabeleça como prioridade fazer a comida que vai mantê-lo longe das doenças!
Mostrando postagens com marcador Comida crua. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comida crua. Mostrar todas as postagens
domingo, 25 de setembro de 2011
Dicas básicas sobre germinação de sementes
Excelentes dicas da Conceição Trucom (química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para a alimentação natural, o bem-estar e a qualidade de vida) sobre germinação de sementes!
Em princípio, TODAS as sementes que estão cruas e com suas cascas (ou peles) preservadas, podem germinar. Mesmo assim, a semente pode não germinar caso:
1) estejam velhas porque foram mal embaladas, armazenadas ou validade vencida. Neste caso antes de germinar entram em decomposição;
2) são sementes que sofreram irradiação (para aumentar o tempo e segurança de estocagem), portanto estão mortas;
3) foram deixadas por tempo demais dentro da água, neste caso irão fermentar;
4) ficaram pouco tempo dentro da água (menos que 4 horas).
Estando bem conservadas e cruas, vivas, todas as sementes germinam, porém nem todas apresentam raiz primária (narizinho) como é o normal. As castanhas e o arroz (todos), por exemplo, não apresentam esta característica.
Uma regra básica que funciona para quase todas as sementes é:
1) todas as sementes com casca no seu estado natural germinam.
2) sementes que não estão com sua casca ou pele poderão germinar parcialmente, dependendo da agressão do processo usado. Aveia em grão sem casca (nacional) germina 30% por exemplo.
3) as sementes que perderam sua pele por um processo mecânico como as nozes e o arroz, não irão germinar.
4) sementes que passaram por algum processo de aquecimento não irão germinar, somente acordar, como é o caso das castanhas de caju e do Pará.
Exemplos de sementes que geram broto:
Trigo, Lentilhas, Grão de bico, Amendoim, Milho, Milho de pipoca e Girassol com casca.
Exemplos de sementes que geram narizinho, mas que não se deve esperar aparecer pois ficam com gosto ruim: Linhaça, Alpiste e Painço.
Exemplos de sementes que não geram narizinho: Castanha-do-pará crua, Nozes, Amêndoa e Cevadinha sem casca.
Qual semente mesmo germinada não se deve consumir?
Feijão: ainda fica um residual de alcalóides que o tornam tóxico. É possível o consumo, mas não é recomendado fazer uso diário. Feijões mais recomendados para germinar e consumir ocasionalmente: azuki e moyashi.
Arroz integral sem casca (o polido e parbolizado não germinam): muito duro para ser consumido cru, porém pode-se fazer o leite.
Milho seco: muito duro para ser consumido cru, porém pode-se plantar e obter grama para o preparo de suco verde. Nota: Milho verde não precisa germinar. Muito saboroso para consumir cru, mas tem que estar bem tenro, quase branquinho.
Milho de pipoca: muito duro para ser consumido cru, use para fazer leite ou plantar gramas.
Estas são as sementes mais consumidas pela humanidade: geralmente, as sementes que mais contêm agrotóxicos e potencial de serem transgênicas, porque produzidas em grande escala.
O interessante da alimentação crua e viva é que você irá conhecer tantas outras sementes, muito mais nutritivas e não tanto exploradas que não irá sentir tanta falta delas.
Porém, ao consumir estas sementes cozidas, recomenda-se germiná-las antes para melhorar seu poder nutritivo e digestivo. O vitalizar fica meio de fora devido ao cozimento...
Cozimento mais rápido, portanto mais ecológico e econômico.
Alimento mais nutritivo, pois o processo de germinação potencializa alguns nutrientes.
Alimento mais seguro e digestivo, pois a germinação super reduz alguns antinutricionais como os fitatos, que são antioxidantes em baixa concentração, mas desmineralizantes nos cereais integrais crus.
Como posso germinar as sementes?
Para 80% das sementes, o simples processo de hidratá-las (acordá-las) já potencializa a nutrição, digestão e vitalização para usá-las como alimento.
Lavá-las em uma peneira.
Imergi-las por 8 horas em água filtrada.
Escorrer numa peneira.
Lavar, revolvendo as sementes por 5-10 segundos.
Voltar a imergir por mais 8 horas.
Lavar novamente e estará pronta para usar!
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
O consumo adequado da linhaça

Já postamos aqui a receita do "leite de linhaça".
Ensinamos a germinar as sementes para aumentar seu potencial, a triturá-las apenas na hora do consumo, a usar o gel para substituir ovos e a não consumi-las inteiras (quando não germinadas).
Aqui reforçamos essas informações com dicas úteis e importantes de Conceição Trucom, autora do único livro brasileiro sobre a linhaça - A importância da linhaça na saúde.
Consumo diário ideal:
Para adultos, o consumo máximo é de 2 colheres de sopa/dia.
Para crianças até 12 anos é de uma colher de sobremesa/dia.
Sementes são alimentos de energia concentrada, jamais devem ser consumidos em quantidade, pois não há absoluta necessidade.
Porque esse limite de consumo:
Todo vegetal, principalmente as sementes, contêm substâncias de defesa para preservarem a integridade da semente até sua germinação. Tais substâncias são chamadas de antinutricionais e são nocivas quando existir exagero no consumo. Trata-se do mágico da natureza, onde bom senso é bem-vindo.
Um recurso de minimizar a presença destas substâncias é o processo de germinação.
Por este motivo não se deve consumir qualquer semente em excesso, principalmente se não for previamente germinada, seja castanha-do-Pará, gergelim, amendoim ou linhaça.
A maneira mais saudável de consumir a linhaça:
Jamais compre ou consuma a linhaça pré-moída, também chamada de farinha de linhaça, pois certamente estará em algum grau oxidada. E, quanto mais oxidada maior a chance de forte flatulência, enxaqueca e diarréia. Esta farinha também pode ser uma fraude, sendo proveniente do subproduto da extração do óleo, ou seja, uma farinha desengordurada = sem ômega-3.
O certo é consumir a semente de linhaça crua, integral, previamente hidratada e triturada somente na hora do seu consumo.
A hidratação: meça 2 colheres (sopa) de semente e coloque em uma peneira para lavar possíveis impurezas. Passe para um recipiente de vidro e acrescente 10 colheres (sopa) de água filtrada ou de coco verde. A relação é sempre 1 parte de semente para 5 partes de água. Deixe de molho por um mínimo de 4 horas (ideal 8 horas) antes de seu preparo em sucos, leites ou barrinha de granola. A este processo dá-se o nome de pré-germinação da semente ou "acordar" a semente.
As mucilagens: após a hidratação da linhaça se obterá uma consistência de gel (tipo clara de ovo) que são as fibras hidrosolúveis desta semente tão especial. Diluído neste gel haverá traços de ácido fítico, que se for respeitado o consumo diário de 2 colheres (sopa)/dia, terá efeito antioxidante. Caso você decida ultrapassar esta dosagem diária, será recomendável colocar a semente hidratada numa peneira e realizar uma rápida lavagem para extrair parte deste ácido fítico.
É valioso consumir estas mucilagens pois é ideal para tratar/prevenir problemas de digestão, úlceras e constipação.
Não misture a linhaça crua e germinada com alimentos cozidos ou leite animal: Consuma a linhaça crua e germinada somente com alimentos crus. Se misturada com alimentos cozidos ou industrializados certamente desencadeará gases. Um bom exemplo são receitas divulgadas na net e revistas que misturam a linhaça com leite animal. Sabe o que vai acontecer? Você irá explodir de gases!
A diferença entre a linhaça marrom e a dourada:
Como todo vegetal, existem muitas variedades de uma mesma família. Entre a linhaça marrom e a dourada podem existir muitos tons, mas a diferença entre elas é muito pequena quando falamos de teor de ômega-3, que é o quesito onde elas foram mais analisadas e comparadas. As condições de cultivo e a variedade podem alterar a quantidade de pigmento da casca, porém internamente a semente costuma apresentar composições muito próximas. Quanto à enaltecida linhaça dourada (importada do Canadá e de pequena produção brasileira) trata-se de mais uma armadilha do capitalismo selvagem: a linhaça marrom (brasileira) é mais rica em ômega-3 e muito mais barata.
Receitas caseiras simples de preparar com a linhaça:
A primeira delas é deixar as sementes inteiras de molho por toda a noite: 1 colher (sopa) de semente em 1/2 copo de água filtrada. Pela manhã bater (juntamente com a água do molho), no preparo dos sucos desintoxicantes, com frutas, folhas, raízes e limão.
Uma receita do dr. Alberto Gonzales: Linhaça, principalmente a dourada, batida seca no liquidificador, misturada com água, sal e gergelim e seca ao sol - cream crackers sem farinha!
Essa até as crianças podem fazer!
segunda-feira, 1 de março de 2010
Um pouquinho disso, um pouquinho daquilo...

Em uma das minhas comunidades do orkut, a Alimentação Natural, um dos membros comentou que havia lido o livro do dr. Alberto Gonzales, Lugar de Médico é na Cozinha e gostaria de discutir as dificuldades que sentia em tornar-se crudívoro. Aproveitei o que respondi lá e trouxe os comentários para cá!
Ganhei esse livro há muito tempo e gostei do que aprendi com a leitura dele: novas receitas de sucos e outros pratos crudívoros, o pão essênio feito no forno solar ou diretamente sob o sol, muita teoria sobre o valor dos alimentos crus/vivos.
Já havia transformado bastante minha dieta, em função de ter conhecido a Ana Branco - 60% do que como, diariamente, é cru, entre saladas, frutas e sucos.
No verão, aumentei bastante essa percentagem, pois é bem mais fácil comer crus quando a temperatura está elevada.
Mas quando o friozinho bate à nossa porta, como abdicar das sopas, dos cozidos, do pão quentinho feito em casa, do arroz integral com gersal?
Não pretendo abandonar totalmente a alimentação cozida, seguindo as orientações da Medicina Tradicional Chinesa, que usa o yin e o yang, os opostos que se completam - eles dizem que uma alimentação totalmente crua é extremamente yin, o que acabaria tornando a pessoa exageradamente espiritualizada ou que seria mais propícia para quem busca esse objetivo - prefiro seguir o Caminho do Meio, fugindo dos extremos.
Além disso, já aprendi, em outras leituras que se comermos primeiro o alimento cru e depois o cozido, a leucocitose é anulada: "Com isto coincide, evidentemente, uma comprovação de Kuschakoff, que mostra que a ingestão de alimentos crus, sem cocção, de vegetais, não leva a um aumento dos glóbulos brancos no sangue, isto é, não se apresenta a reação inflamatória antigamente considerada normal. Esta reação não se produz, quando a comida cozida se segue à crua. Kuschakoff também comprovou que uns dez por cento, pelo menos, dos alimentos devem ser consumidos crus e antes dos cozidos, se se quiser evitar esta reação inflamatória." A informação faz parte do livro A cura e saúde pelos Alimentos, do Dr. Ernest Schneider, mas esse trecho em especial pode ser lido aqui:
http://www.jesusvoltara.com.br/saude2/01_substituicao_alimentos.htm
Então, dá para criarmos uma dieta bem variada sem radicalismos - comer um pouquinho disso, um pouquinho daquilo, de forma equilibrada, procurando evitar exageros e buscando a qualidade dos ingredientes.
sábado, 17 de outubro de 2009
Ordenhando a "vaca vegetal"
Um dos passos que mais me dá satisfação ao fazer os sucos verdes ou os "leites" vegetais, é quando, após liquidificar os ingredientes, coloco o produto final dentro de uma fraldinha e dou início à "ordenha", ou seja: apertar delicadamente o saquinho para extrair o líquido e reter as fibras.
Não lembra a forma da teta de uma vaquinha? rssss

É uma ordenha saudável, que não prejudica nem a nós nem aos animais.

Dependendo da composição, as fibras (resíduos) podem ser aproveitadas para fazer pastas, bolinhos, tortas ou o que a sua imaginação natureba inventar!
Não lembra a forma da teta de uma vaquinha? rssss

É uma ordenha saudável, que não prejudica nem a nós nem aos animais.

Dependendo da composição, as fibras (resíduos) podem ser aproveitadas para fazer pastas, bolinhos, tortas ou o que a sua imaginação natureba inventar!
terça-feira, 28 de abril de 2009
Fazendo a grama de trigo em casa

Atualmente, é fácil comprar a grama de trigo já pronta para o consumo.
Mas, igualmente fácil, é plantá-la em casa.
Selecione sementes de trigo de qualidade, novas e orgânicas.
Ponha para germinar, seguindo o processo: 8 horas de molho na água, 8 horas no ar - continue até completar 3 dias.
Prepare a bandeja com pequenos furos para drenar a água (uso as de plástico que vinham com a grama que comprava antigamente, são as que aparecem nas fotos), colocando dois dedos de terra misturada com humus.
Largue as sementes aí, colocando uma fina camada da mistura por cima, protegendo-as.
Coloque num local arejado e sem luz direta.
Umedeça levemente uma vez ao dia.
Aguarde a média de 7 dias para colher sua primeira safra.
Corte a grama na quantidade que necessitar para fazer o suco de clorofila: se usar a centrífuga, pode colocar apenas a grama, sem acrescentar outro líquido; no liquidificador, acrescente uma fruta, suco ou leite vegetal - ou coloque-a como ingrediente do Suco de Luz.
Se não desmanchar bem, coe, pois a grama inteira não é bem digerida.
Após usar toda a grama, retire a terra com as raízes que lá ficaram e misture na terra comum, como adubo. Você vai ver que as raízes criam um rede de filamentos interligados muito resistente, por isso o melhor é picar bem essa rede antes de misturar à terra.
O ideal é preparar várias bandejas para ir fazendo um rodízio na produção e ter sempre uma grama de trigo fresquinha para uso diário.
Depois que você habitua seu organismo, não vai querer ficar um só dia sem beber o suco de clorofila, principalmente, se for em jejum.
Crianças necessitam de uma pequena dose, pois é um alimento muito energético.


quarta-feira, 8 de abril de 2009
Creme de inhame

Um creme facílimo de fazer que inclui:
inhame cru
banana nanica madura
um pouquinho de água
sementes de trigo germinadas
coco ralado
Para 4 porções, coloque no liquidificador 6 inhames médios, duas bananas grandes, 3 colheres de sopa de sementes e a água (quantidade mínima, apenas para ajudar a desmanchar os sólidos).
Depois de pronto, coloque coco ralado por cima.
Nutrientes obtidos (além do delicioso sabor):
INHAME - sais minerais - cálcio, fósforo e ferro/vitaminas do Complexo B, principalmente B1 (Tiamina) e B5 (Niacina)
BANANA - sais minerais - ferro, magnésio, potássio e cálcio/vitaminas A, C, B1, B2 e B5
TRIGO GERMINADO - sais minerais - ferro/ vitaminas C, B1 e B2
COCO - vitaminas A, B1, B2, B5 e C
quarta-feira, 11 de março de 2009
É tão simples germinar sementes...
... uma brincadeira de criança e o resultado é alimento de qualidade superior!
Aprenda com a Ana Branco:
Aprenda com a Ana Branco:
sábado, 10 de janeiro de 2009
Aveia enriquecida

Ingredientes
1 CS de aveia posta de molho com antecedência
1 maçã ralada (ou outra fruta de sua preferência)
1 CS de suco de limão
1 cc de casca ralada de limão
1 castanha do Pará hidratada e ralada
1 CS de uva passa
Como fazer
Misture tudo e sirva imediatamente.
Nota: para saber como hidratar e os prazos de molho de cada semente ou castanha, procure na ferramenta de busca do blog.
Iogurte de nozes

Coloque 1 xícara de nozes de molho em água para hidratar, conforme indicações do blog (use a ferramenta de busca).
Após o tempo determinado, despreze a água do molho e desmanche as nozes no liquidificador, colocando água filtrada aos poucos, até formar um creme grosso.
Use um tecido tipo fralda de bebê para coar a parte líquida, espremendo bem e ponha a massa numa tigela coberta com um pano fino (pode ser novamente uma fraldinha...) para que o ar possa penetrar.
Coloque a tigela num lugar morno e deixe descansar por 6 a 12 horas ou até ficar com o gosto ácido. Quanto mais tempo o iogurte demorar no ambiente aquecido, melhor fica.
Este iogurte também pode ser feito com gergelim, sementes de girassol, castanhas, amêndoas ou combinações (por exemplo, gergelim, castanhas e amêndoas).
Acrescente mel, suco de limão, sal marinho, fava de baunilha ou outros temperos.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Homus de abobrinha crua

Ingredientes
300 g de abobrinha picada em cubos
2 dentes de alho
3 CS de tahine (1)
2 CS de azeite de oliva extravirgem
½ cc de pimenta síria (2)
2 cc de zatar (3)
suco de 1 limão
sal marinho
Como fazer
Bata tudo num processador até virar uma pasta homogênea. Deixe curtir uns minutos na geladeira. Decore com uma pitada de páprica e folhinhas de hortelã. Sirva com pão sírio fresco ou torrado.
Pra quem não sabe (ou pra quem quer saber mais):
(1) Tahine é uma pasta oleosa feita de gergelim torrado. A marca mais comum no Brasil é a Istambul.
(2) Pimenta síria é um combinado de especiarias, entre elas cravo, canela e pimenta-do-reino.
(3) Zatar é uma mistura de folhas de tomilho secas, sumagre (pó extraído das frutas dessa planta) e sementes de gergelim.
Todos esses temperos são encontrados em empórios de produtos árabes ou em grandes supermercados.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Raladinhas
domingo, 23 de novembro de 2008
Germinar sementes é observar o milagre da Vida
Uma semente germina quando ela coloca para fora um "narizinho", uma pontinha que crescerá e irá gerar as raízes e as folhas.Se tal não acontecer, NÃO ESTÁ GERMINADA; pode estar "velha", está ácida, não é mais um alimento vivo (alcalino).
Ou a semente escolheu ainda não germinar, temos que esperar o momento certo, quando seu valor nutricional aumenta 20.000 vezes e sua energia vital é potencializada, quando então ocorrem reações químicas internamente.
Sendo assim, abandonamos a posição de controle e aguardamos o desenrolar do processo de desabrocar individual de cada semente (momento de ser ativo e momento de ser passivo). Não há como determinar exatamente, podemos estabelecer um tempo que não será preciso - jogamos com probabilidades, apesar de termos tabelas criadas pela experiência, não podemos descartar as inúmeras variáveis: por exemplo, se estiver chovendo, tempo frio, a semente ficará mais preguiçosa; se estiver calor, ela pula mais rápido para fora. A claridade também influi, quando muita torna o crescimento mais lento.
Ao observarmos as sementes, elas vão nos despertando para a Vida, nos envolvemos com o milagre da criação. À medida que vamos aumentando nossa produção e experimentamos brotar diversas sementes, essa atividade nos enche de energia, tanto quanto o ato de ingeri-las como alimento.
Conviver com as sementes que nascem à sua volta é uma experiência enriquecedora, nos demonstra que essa energia latente existe também dentro de nós, pronta a desabrochar, se permitirmos.
Sinto isso diariamente.
Toda semente precisa de pelo menos 8 horas na água e depois, no mínimo 8 horas no ar, até aparecer a pontinha para fora.
Se isso não ocorrer, não está germinada; se depois de algum tempo, nada acontecer, não use.

Sempre é bom lembrar:
HIDRATAR é colocar dentro da água de um dia para o outro (em alguns casos mais tempo, outros menos).
GERMINAR é hidratar e depois cultivar os grãos, lavando-os 3 vezes ao dia.
Tabelas de hidratação e germinação de sementes

Vamos combinar que a hidratação é só o tempo para despertar a semente (germiná-la) - quando ela cria "um rabinho" ou quando usamos castanhas e frutas secas - e a germinação é o processo mais longo, até a semente atingir a fase de broto.
Hidratação/Germinação Troca de água Quantidade refeição/pessoa
Cereais
Arroz integral - 8 a 12 h/3 dias - 3 x dia - 1/2 xícara
Aveia em grão - 36 a 48 h - idem - idem
Cevada - 48 h - idem - idem
Trigo em grão - 8 a 12 h/3 dias - idem - idem
Trigo sarraceno - 8 a 12 h/2 dias - idem - idem
Sementes
Gergelim - 8 a 12 h/2 dias - 3 x ao dia - 1/4 xícara
Girassol - 8 a 12 h/3 dias - idem - 1/2 xícara
Linhaça - 8 a 12 h/2 dias - idem - 1 colher de sopa
Castanhas
Amêndoas - 8 a 12 h/2 dias - idem - 20 unidades
Castanha-do-Pará - 8 a 12 h - 6 unidades
Nozes - 8 a 12 h - 1/2 xícara
Frutas Secas
Ameixa - 2 a 6 h - 6 unidades
Banana - 2 a 6 h - 4 unidades
Damasco - 2 a 6 h - 6 unidades
Tâmara - 2 a 6 h - 4 unidades
Uva passa - 2 a 6 h - 1/2 xícara
Dica: colocar em ambiente arejado mas escuro, pois na claridade os brotos crescem mais devagar.
Como cultivar brotos?

Roteiro baseado na minha experiência com o cultivo de brotos
1. Escolha sementes, com preferência para as biologicamente cultivadas, isto é, que não tenham recebido agrotóxicos nem sejam transgênicas e lave-as.
Preencha com as sementes 1/8 do tamanho do vidro que você vai utilizar, não exagere na quantidade que a produção pode não vingar.
2. Deixe as sementes nesse vidro, de boca larga, com água de qualidade, durante a noite (8 horas de água).
3. No dia seguinte, pela manhã, escorra a água e lave bem as sementes - esse processo é importante porque vai eliminar substâncias que interferem na germinação e outras, como os fitatos, que bloqueiam a absorção de minerais.
Coloque o vidro inclinado em 45º, com uma tela feita com gaze na boca, deixando entrar o ar e escorrer a água (8 horas de ar).
Uma forma prática que encontrei para conseguir esse ângulo de inclinação, permitindo que a água escorra bem - outro fator importante para o sucesso da produção, porque se as sementes ficarem encharcadas, irão apodrecer, criando fungos - foi colocar o vidro num escorredor de louças, em forma de V (*imagem no final do texto).
Com essas 8 horas de água e com as 8 horas de ar, suas sementes já estarão, provavelmente, GERMINADAS. Esse é apenas o primeiro passo, pois na continuação elas irão BROTAR.
4. Lave com bastante água as sementes, no mínimo 3 vezes ao dia, até a fase do broto.
Dependendo da semente (da qualidade dela, também da temperatura ambiente), a germinação completa pode variar de quatro a sete dias.
5. Quando elas atingirem o ponto ideal (veja tabelas em outro post), estarão prontas para o consumo.
6. Para armazenar seus brotos, mantenha-os no refrigerador, em recipiente plástico forrado com papel absorvente (tipo "toalha"), para mantê-los secos e evitar a proliferação de fungos. Antes de guardá-los, também secar bem com esse papel.
Não os deixo na geladeira por mais de 3 dias, procuro manter uma produção constante para consumi-los o mais frescos possível.
Grama de trigo: ideal para ser usada no Suco de Luz

Depois de germinar o trigo por 3 dias, jogamos as sementes na terra, colocada em um vaso que pode ser feito com embalagens de plástico ou isopor, em formato de bandeja ou caixinhas.
Adicionamos uma camada fina de terra por cima e, geralmente, em 7 dias estará pronto para consumo; vamos aparando os "cabelinhos espetados" do trigo na quantidade que desejarmos (dura, mais ou menos, uma semana).
*Essa é a imagem do "escorredor de louças em forma de V":
terça-feira, 18 de novembro de 2008
A dieta da pré-história
FONTE: Revista Época/29/11/2004
Movimento afirma que a espécie humana não se adaptou à descoberta do fogo e prega consumo exclusivo de comida crua
O fogo, domesticado pelos primeiros humanos há cerca de 120 mil anos, foi um dos fatores determinantes para que a espécie sobrevivesse à era glacial.
Sem o fogo, estaríamos extintos. Mas isso não impede que ele caia em desuso.
O último modismo gastronômico americano, o crudivorismo, ou raw food, prega uma dieta baseada no consumo exclusivo de frutas, castanhas, folhas, algas, cogumelos, grãos germinados e, eventualmente, mel.
Tudo cru, e de preferência orgânico.
A premissa é que o corpo humano só estaria adaptado a consumir os alimentos como a natureza os fornece, da mesma maneira que o fazem os animais. A afirmação não tem base científica, mas os participantes do movimento não se abalam com isso - segundo David Wolfe, o papa dessa corrente, as universidades não apóiam sua teoria ''porque ela contraria os interesses das grandes corporações''.
O movimento, que surgiu no início da década de 90, já fez o prato de celebridades hollywoodianas como a atriz Alicia Silverstone e o ator Woody Harrelson. Demi Moore atribui sua forma física à dieta crua (mais duas horas de malhação por dia), mas há suspeitas de que ela não é totalmente fiel ao receituário. Independentemente da badalação dos famosos, a gastronomia sofisticada e instigante inspirada na dieta radical é a mais efetiva publicidade do movimento. O restaurante Deloonix, de São Paulo, com inauguração marcada para janeiro, dedicará 40% do cardápio à comida crua. Os pratos brincam com as formas da comida convencional. A novidade está nos ingredientes e nas maneiras de processá-los - nada ultrapassa a temperatura de um dia quente de verão. Resulta em sabores inusitados.
Mas este deve ser só o começo: existem mais de 60 restaurantes de comida crua nos Estados Unidos e pelo menos cinco no Canadá. A Costa Rica abriga inúmeras oficinas e spas crudívoros. E o movimento já foi exportado para países da Europa, como Inglaterra, Holanda e Alemanha.
O guru David Wolfe, de 34 anos, declara estar longe do cozido há uma década.
''Só porque conseguimos mastigar algo e viver o suficiente para contar a história, não significa que estejamos consumindo a melhor comida'', ironiza. Wolfe tem seis livros sobre o assunto e comanda o site Nature's First Law (www.rawfood.com), que comercializa mais de 500 itens relacionados à nova dieta. Os crudívoros americanos sustentam que o ser humano só deve comer frutas, castanhas e folhas verdes. Os brasileiros complementam com grãos germinados.
''Crudivorismo é simplesmente a dieta eterna de todas as criaturas da Terra'', prega Wolfe. Provavelmente ele não liga para as evidências antropológicas. A partir das arcadas dentárias de nossos ancestrais e de restos encontrados em sítios arqueológicos, elas apontam para uma dieta variada, até com carne putrefata. Além disso, estudos mostram que vários alimentos ''naturais'' e ''orgânicos'' são tão perigosos quanto qualquer outro quando consumidos em excesso - brotos de bambu podem conter cianeto e já mataram muita gente, excesso de grão-de-bico causa até lesões neurológicas e soja pode provocar desequilíbrio hormonal em mulheres. Wolfe, que prega contra as ''grandes corporações'', afirma não saber se é ou não um homem rico. Mas diz que reinveste 70% do que ganha e doa 20% para sua ONG, a Fruit Tree Planting Foundation (Fundação Plantadora de Árvores Frutíferas), cujo objetivo é cultivar 18 bilhões delas pelo mundo.
Embarcar na nova prática não é tão natural quanto se prega. Para superar as dificuldades, surgiu a figura do raw-coach, espécie de treinador aos aspirantes do crudivorismo. O terapeuta Fernando Travi, praticante da dieta há cinco anos, assessora a mudança gradual dos interessados. Ele se refere à prática como Biogenia, uma ciência que, ao pé da letra, significa geração de vida. ''A decadência do homem começou com o uso do fogo'', afirma Travi. O ex-psicólogo recomenda que os vegetais sejam consumidos inteiros e que as refeições incluam, no máximo, três alimentos distintos. ''Com uma maçã e um punhado de amêndoas já temos um almoço.'' Concorda com os preceitos alimentares de David Wolfe, mas aconselha também leite fresco de vaca aos pacientes. Planeja para breve realizar oficinas de crudivorismo em uma fazenda na região de São Francisco Xavier, no interior de São Paulo. Será o primeiro spa cru.
No Rio de Janeiro, há até um grupo de estudos. O Biochip foi fundado por Ana Branco, professora do Departamento de Artes da PUC, que vive de vegetais crus há dez anos. A dieta já virou princípio artístico. A partir de extratos das frutas, sementes e hortaliças, Ana cria pigmentos para compor o visual dos pratos.
Inspirada na experiência de mudança alimentar, a médica Maria Luiza Nogueira, irmã de Ana Branco, criou na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) o projeto Terrapia, um campo de experimentação para as descobertas do Biochip. ''O crudivorismo, ou alimentação viva, trabalha com o conceito de energia vital'', afirma a médica. ''A dieta se baseia na Biofísica, que estuda as questões dos elétrons, dos fótons, dos campos eletromagnéticos. Você alimenta esse campo, não necessariamente a matéria'', explica. O Terrapia, fundado há sete anos, tem uma horta orgânica e um centro comunitário, aberto ao público. De segunda a sexta-feira, os interessados podem aprender a fazer suco de clorofila e preparar comida crua. Antes de comer, entoam um cântico indígena cujo refrão, ''biu-porã'', significa ''comida boa''.

Almôndegas de Quinoa Germinada
Ingredientes
1 xícara de aipo
1 xícara de quinoa germinada
1 xícara de nozes
1 xícara de linhaça dourada em pó
1/2 xícara de azeite
1/2 cebola
1/2 xícara de passas
1 CS de sal marinho
1/2 xícara água mineral
Como fazer
Bater tudo no processador e adicionar a linhaça em pó no final.
Formar bolinhas e colocar para desidratar em uma grelha sobre uma panela de barro a 38 graus.
Molho de cenoura:
1 pedacinho de gengibre
1 cenoura grande
1/4 xícara de castanha-de-caju crua (oito horas de molho)
1 xícara de linhaça dourada em pó
Molho de tomate:
1 xícara de tomate seco (duas horas de molho)
6 tâmaras
2 xícaras de tomate
1 pitada de sal marinho
Salada de rúcula com linhaça germinada, tâmaras e peras:
Lavar e higienizar um punhado de rúcula. Fazer um molho com tâmaras, limão e azeite. Acrescentar linhaça germinada. Enfeitar com tiras de pêra.
Montagem
Colocar o molho de cenoura no prato, depois a almôndega em cima e em seguida o molho de tomate. Ao lado colocar a salada de rúcula com linhaça.
Movimento afirma que a espécie humana não se adaptou à descoberta do fogo e prega consumo exclusivo de comida crua
O fogo, domesticado pelos primeiros humanos há cerca de 120 mil anos, foi um dos fatores determinantes para que a espécie sobrevivesse à era glacial.
Sem o fogo, estaríamos extintos. Mas isso não impede que ele caia em desuso.
O último modismo gastronômico americano, o crudivorismo, ou raw food, prega uma dieta baseada no consumo exclusivo de frutas, castanhas, folhas, algas, cogumelos, grãos germinados e, eventualmente, mel.
Tudo cru, e de preferência orgânico.
A premissa é que o corpo humano só estaria adaptado a consumir os alimentos como a natureza os fornece, da mesma maneira que o fazem os animais. A afirmação não tem base científica, mas os participantes do movimento não se abalam com isso - segundo David Wolfe, o papa dessa corrente, as universidades não apóiam sua teoria ''porque ela contraria os interesses das grandes corporações''.
O movimento, que surgiu no início da década de 90, já fez o prato de celebridades hollywoodianas como a atriz Alicia Silverstone e o ator Woody Harrelson. Demi Moore atribui sua forma física à dieta crua (mais duas horas de malhação por dia), mas há suspeitas de que ela não é totalmente fiel ao receituário. Independentemente da badalação dos famosos, a gastronomia sofisticada e instigante inspirada na dieta radical é a mais efetiva publicidade do movimento. O restaurante Deloonix, de São Paulo, com inauguração marcada para janeiro, dedicará 40% do cardápio à comida crua. Os pratos brincam com as formas da comida convencional. A novidade está nos ingredientes e nas maneiras de processá-los - nada ultrapassa a temperatura de um dia quente de verão. Resulta em sabores inusitados.
Mas este deve ser só o começo: existem mais de 60 restaurantes de comida crua nos Estados Unidos e pelo menos cinco no Canadá. A Costa Rica abriga inúmeras oficinas e spas crudívoros. E o movimento já foi exportado para países da Europa, como Inglaterra, Holanda e Alemanha.
O guru David Wolfe, de 34 anos, declara estar longe do cozido há uma década.
''Só porque conseguimos mastigar algo e viver o suficiente para contar a história, não significa que estejamos consumindo a melhor comida'', ironiza. Wolfe tem seis livros sobre o assunto e comanda o site Nature's First Law (www.rawfood.com), que comercializa mais de 500 itens relacionados à nova dieta. Os crudívoros americanos sustentam que o ser humano só deve comer frutas, castanhas e folhas verdes. Os brasileiros complementam com grãos germinados.
''Crudivorismo é simplesmente a dieta eterna de todas as criaturas da Terra'', prega Wolfe. Provavelmente ele não liga para as evidências antropológicas. A partir das arcadas dentárias de nossos ancestrais e de restos encontrados em sítios arqueológicos, elas apontam para uma dieta variada, até com carne putrefata. Além disso, estudos mostram que vários alimentos ''naturais'' e ''orgânicos'' são tão perigosos quanto qualquer outro quando consumidos em excesso - brotos de bambu podem conter cianeto e já mataram muita gente, excesso de grão-de-bico causa até lesões neurológicas e soja pode provocar desequilíbrio hormonal em mulheres. Wolfe, que prega contra as ''grandes corporações'', afirma não saber se é ou não um homem rico. Mas diz que reinveste 70% do que ganha e doa 20% para sua ONG, a Fruit Tree Planting Foundation (Fundação Plantadora de Árvores Frutíferas), cujo objetivo é cultivar 18 bilhões delas pelo mundo.
Embarcar na nova prática não é tão natural quanto se prega. Para superar as dificuldades, surgiu a figura do raw-coach, espécie de treinador aos aspirantes do crudivorismo. O terapeuta Fernando Travi, praticante da dieta há cinco anos, assessora a mudança gradual dos interessados. Ele se refere à prática como Biogenia, uma ciência que, ao pé da letra, significa geração de vida. ''A decadência do homem começou com o uso do fogo'', afirma Travi. O ex-psicólogo recomenda que os vegetais sejam consumidos inteiros e que as refeições incluam, no máximo, três alimentos distintos. ''Com uma maçã e um punhado de amêndoas já temos um almoço.'' Concorda com os preceitos alimentares de David Wolfe, mas aconselha também leite fresco de vaca aos pacientes. Planeja para breve realizar oficinas de crudivorismo em uma fazenda na região de São Francisco Xavier, no interior de São Paulo. Será o primeiro spa cru.
No Rio de Janeiro, há até um grupo de estudos. O Biochip foi fundado por Ana Branco, professora do Departamento de Artes da PUC, que vive de vegetais crus há dez anos. A dieta já virou princípio artístico. A partir de extratos das frutas, sementes e hortaliças, Ana cria pigmentos para compor o visual dos pratos.
Inspirada na experiência de mudança alimentar, a médica Maria Luiza Nogueira, irmã de Ana Branco, criou na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) o projeto Terrapia, um campo de experimentação para as descobertas do Biochip. ''O crudivorismo, ou alimentação viva, trabalha com o conceito de energia vital'', afirma a médica. ''A dieta se baseia na Biofísica, que estuda as questões dos elétrons, dos fótons, dos campos eletromagnéticos. Você alimenta esse campo, não necessariamente a matéria'', explica. O Terrapia, fundado há sete anos, tem uma horta orgânica e um centro comunitário, aberto ao público. De segunda a sexta-feira, os interessados podem aprender a fazer suco de clorofila e preparar comida crua. Antes de comer, entoam um cântico indígena cujo refrão, ''biu-porã'', significa ''comida boa''.

Almôndegas de Quinoa Germinada
Ingredientes
1 xícara de aipo
1 xícara de quinoa germinada
1 xícara de nozes
1 xícara de linhaça dourada em pó
1/2 xícara de azeite
1/2 cebola
1/2 xícara de passas
1 CS de sal marinho
1/2 xícara água mineral
Como fazer
Bater tudo no processador e adicionar a linhaça em pó no final.
Formar bolinhas e colocar para desidratar em uma grelha sobre uma panela de barro a 38 graus.
Molho de cenoura:
1 pedacinho de gengibre
1 cenoura grande
1/4 xícara de castanha-de-caju crua (oito horas de molho)
1 xícara de linhaça dourada em pó
Molho de tomate:
1 xícara de tomate seco (duas horas de molho)
6 tâmaras
2 xícaras de tomate
1 pitada de sal marinho
Salada de rúcula com linhaça germinada, tâmaras e peras:
Lavar e higienizar um punhado de rúcula. Fazer um molho com tâmaras, limão e azeite. Acrescentar linhaça germinada. Enfeitar com tiras de pêra.
Montagem
Colocar o molho de cenoura no prato, depois a almôndega em cima e em seguida o molho de tomate. Ao lado colocar a salada de rúcula com linhaça.
"Agora comida tem vida própria"

FONTE: Revista Época/5/11/2007
O life food prega que os alimentos crus e, principalmente, os brotos têm mais energia vital. E são capazes de transmiti-la a quem os come.
A comida natural vem ganhando tantos adeptos que já não é possível falar de um movimento único.
A mais nova tendência a chegar ao Brasil é a comida viva.
Não, não se trata de comer ostras à beira da praia. Isso já faz sucesso no país há alguns anos, mas não atende aos requisitos de comida vegetariana.
A comida viva naturalista é uma variação do vegetarianismo. Usa principalmente os brotos e as sementes germinadas. Inclui frutas, verduras e legumes orgânicos e extremamente frescos. Parece o ápice da simplicidade. Mas, no mundo moderno, aderir a essa culinária não é nada simples. Para comer cru, ninguém pode ser apressado. Alguns pratos levam mais de 30 horas para ser preparados. Nada pode ser cozido. Alguns alimentos podem e devem ser aquecidos ou desidratados, mas nunca acima de 40 graus Celsius. Esses são os processos que mais demoram.
A comida viva, ou life food, como é chamada em Nova York, praticamente não difere da dieta crudivorista, ou raw food, como ficou famosa na Califórnia. Talvez a life food dê um pouquinho mais de ênfase às sementes germinadas. Hoje, nos Estados Unidos, existem vários restaurantes que levam um desses dois rótulos. No Brasil, o primeiro a se intitular de “comida viva” foi o Universo Orgânico. De um ano para cá, ele virou mania entre famosos e descolados do Rio de Janeiro.
A chef do restaurante, Tiana Rodrigues, que tem a melhor empadinha viva da cidade, começou a se envolver com a comida viva, ou crudivorismo, com o grupo da professora Ana Branco, que se reúne na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro para trocar informações e divulgar a idéia. Ela é uma das seguidoras de David Jubb, o pai da life food. A dieta adotada pelos adeptos da comida viva se baseia nas teorias do neurofisiologista australiano, dono do Jubb’s Longevity, um instituto/restaurante/mercadinho em Nova York.
Segundo Jubb, comer comida crua é mais saudável porque, quando o alimento é cozido acima de 40 graus, ele perde suas enzimas. Isso faria com que nosso corpo fosse obrigado a gastar nosso precioso estoque de enzimas, essenciais para nos manter vivos. Mais que isso, a germinação liberaria uma série de enzimas que tornariam a digestão ainda mais fácil. O médico diz também ter constatado que os alimentos industrializados são responsáveis por uma maior acidez do sangue e afirma que, quanto mais alcalino, mais saudável será nosso organismo.
Quando arrancado do solo, separado de sua raiz, um vegetal morre. Mas suas sementes guardam vida em estado latente. Ela se manifesta quando há a germinação. “O broto ainda está vivo quando a gente o come”, diz Tiana. “Por isso, tem tanta energia vital. Mas os vegetais recém-colhidos também têm bastante energia.”
Saúde à parte, o restaurante de Tiana tem feito sucesso pelo paladar de seus pratos. Ricos em ingredientes e sabores, eles quase sempre levam algum tipo de broto. Além dos pratos, o Universo Orgânico é uma espécie de empório. Lá, Tiana não dá conta de vender biscoitos crus, sucos com germens e clorofila, pão essênio e as famosas empadinhas vivas, feitas de uma massa de macadâmia crua e desidratada.
Um dos empecilhos para as pessoas se decidirem a fazer uma refeição inteira de comida crua é a idéia de que ela será obrigatoriamente fria. “Há uma série de pratos quentes”, diz Tiana. “Sirvo-os a uns 38 graus.” Muitos vegetais precisam ser desidratados para tornar-se comestíveis, como é o caso da berinjela e dos brócolis. Outros, como o tomate, ficam gostosos quando secos. Mas não é tão fácil fazer vegetais desidratados. Em seu restaurante, Tiana tem um desidratador trazido dos Estados Unidos. Uma peça que não se encontra por aqui.
Para quem não tem o desidratador, ela sugere que se use uma grelha sobre uma panela de barro vazia aquecida em uma espiriteira elétrica (daquelas de camping). “É preciso também ter um termômetro”, diz. “Quando a temperatura da panela atingir os 38 graus, você desliga a boca. O barro conserva o calor por muito tempo. Quem mora no Nordeste pode desidratar os alimentos ao sol.”
Esta última seria a opção mais condizente com a filosofia da comida viva.
O processo de desidratação pode levar horas ou mesmo dias. Os desidratadores elétricos consomem muita energia. O que não bate com a imagem pregada por Jubb de uma alimentação boa para a pessoa e para o planeta. Em tese, quando consumimos vegetais crus, todas as sobras podem ser aproveitadas para virar adubo. Não há lixo. “Os desidratadores são uma contradição mesmo”, diz Tiana. “No restaurante, tento evitar desperdício racionalizando o uso. Procuro reunir alimentos que tenham o mesmo tempo de desidratação e só ligar o aparelho quando estiver com a capacidade máxima de acomodar alimentos preenchida. Mas os grupos mais puristas de comida viva nunca usam o aparelho elétrico.”
Além dos desidratadores, podem-se improvisar germinadores domésticos. Cênia Salles, dona do restaurante e mercearia Empório Siriuba, em São Paulo, conta que no fim dos anos 70 viajou à Califórnia e, lá, já ouviu falar da importância das sementes germinadas. Trouxe até algumas na bagagem para servir em seu restaurante, na época o Cheiro Verde. Mas logo elas acabaram e Cênia teve de germinar as próprias sementes. “Criei uma caixa de madeira com uma tela de metal que me permitia deixar de molho e depois escorrer.” Hoje, seu restaurante tem alguns sucos, pães e saladas com grãos germinados.
De 2004 a 2006, funcionou em São Paulo o restaurante Deloonix, que servia raw food, além de peixes e pratos vegetarianos. Mas os paulistanos não aderiram à novidade como os cariocas. “Era um restaurante gourmet, caro”, diz Rafael Rosa, que estudou raw food na Califórnia e elaborou o primeiro cardápio do Deloonix. “Ele vinha na linha de restaurantes americanos, como o Charlie Trotter ou o Roxanne, que apostavam na curiosidade gastronômica do público para experimentar a novidade.”
Rosa não desistiu da linha. Ainda pratica a dieta crudivorista em casa. E pretende vender alguns doces, biscoitos e tortas crus na padaria Pão, que deve inaugurar no dia 8 de agosto, em São Paulo. De acordo com ele, mesmo nos Estados Unidos a aposta puramente na moda não deu muito certo. “O Charlie Trotter faz outras coisas além de raw food, e o Roxanne fechou. O que pegou mesmo foram as centenas de pequenos cafés que atendem um público interessado em levar uma vida mais simples.”
Empada de Macadâmia
Ingredientes
2 xícaras de nozes macadâmia (8 horas de molho)
1 CS de suco de limão
1 CS de levedo
pitada de sal marinho
2 CS de água
Como fazer
Bater no liquidificador e abrir como uma massa de pizza, colocando no desidratador por 7 horas.
Depois colocar nas forminhas próprias para empadas e voltar para o desidratador por mais 8 horas.
Recheio
legumes picados com tomate cereja e cogumelo shitake
Pavê de Legumes (Ana Branco)

Ingredientes
Grão de bico germinado
Nabo germinado
Berinjela
Cenoura
Repolho Roxo
Pimentão amarelo e vermelho
Passas
Para o tempero
Azeite de oliva extra-virgem
Missô claro
Manjericão
Canela
Limão
Curry
Alho
Como fazer
Para fazer o creme, moa o grão de bico descascado com alho, missô e azeite. Reserve.
Corte a berinjela descascada em fatias finas e largas. Mergulhe-as na água com limão e escorra.
Rale a cenoura e junte o curry. Rale também o repolho roxo e acrescente as passas e canela. Pique em pedaços bem pequenos os pimentões.
Disponha as fatias de berinjela, com o creme por cima e o resto dos ingredientes.
Decore com o nabo germinado de quatro ou cinco dias sem casca e temperado com manjericão.
Sopa de ervilha germinada
Ingredientes
200 g de ervilha germinada (8h na água e 8h no ar)
500 g de inhame
1 dente de alho
500 ml de água de coco
Sal, shoyu, curry e azeite de oliva a gosto
Como fazer
Descasque a ervilha e liquidifique junto com o inhame, o alho e a água de coco.
Coloque em um recipiente e adicione os temperos a gosto.
domingo, 16 de novembro de 2008
O Chef que evita o Fogão

Por Tânia Nogueira/entrevista publicada na revista Época
Charlie Trotter, um dos maiores cozinheiros dos Estados Unidos, diz que dieta de pratos crus é mais saudável e saborosa.
Charlie Trotter é considerado o chef mais criativo dos Estados Unidos.
O restaurante que leva seu nome, em Chicago, é freqüentado por atores de Hollywood, empresários, gente da moda.
Também está entre os mais caros do país. Lá se gasta cerca de US$ 275 por um menu-degustação com dez pratos e vinho. Trotter, no entanto, se diz um homem simples, que gosta de servir. Sua boa vontade para mudar o menu - porque o cliente quer tomar determinado vinho ou tem horror a tal ingrediente - endossa essa declaração.
Sua história, por outro lado, mostra um homem sofisticado, nascido em família rica.
Quando fundou seu restaurante, há 17 anos, ousou ter um menu-degustação vegetariano. Hoje roda o mundo, influenciando outros chefs. Em agosto, esteve em São Paulo para dar uma aula no Centro de Gastronomia Anhembi Morumbi e fazer um jantar no hotel Grand Hyatt. Em entrevista a ÉPOCA, defende a ingestão de comidas ao natural.
ÉPOCA - Comida crua é chique?
Charlie Trotter - O crudicismo é só uma extensão natural de servir vegetais. Há uns quatro anos, faço experiências com ingredientes crus. Nos Estados Unidos, o crudicismo existe há um tempo, mas ficava relegado aos restaurantes vegetarianos, coisa de hippie. Hoje, gente muito sofisticada ligada a comida apóia a idéia. Ganhou status de gastronomia.
ÉPOCA - Por que o senhor aderiu?
Trotter - Para mim é um experimento. Não fui propriamente convertido. Sou um chef interessado em idéias modernas. O que me atrai são as possibilidades. Os sabores dos alimentos crus são muito limpos, puros e diretos. Ingredientes como gorduras animais, manteiga ou creme de leite, apesar de gostosos, podem bloquear os sabores. Tendo a evitá-los, mesmo quando cozinho a comida. Aposto que, se eu servir a uma pessoa o menu inteiro só de crus e não disser nada, ela nunca vai adivinhar. E a pessoa se sentirá ótima, mais leve e lúcida. Precisará de menos sono, sua pele ficará mais elástica.
ÉPOCA - Por que a comida crua é mais saudável?
Trotter - Quando a comida atinge uma temperatura acima de 75 graus Celsius, as enzimas são destruídas. Nos anos 80, o médico americano Nicholas Gonzalez, do Memorial Sloan Kattering Cancer Center, em Nova York, pesquisou um colega que tentava curar pacientes de câncer com dieta de comida crua. A idéia de Gonzalez era desmascarar o charlatão. Mas chegou à conclusão oposta. Pessoas que recebiam prognóstico de apenas dois anos de sobrevida continuavam vivas dez anos depois. Muitos atores de Hollywood estão fazendo dieta crudicista. A estilista Donna Karan perdeu 20 quilos com ela.

"Se eu servir a uma pessoa o menu inteiro só de comida crua e não disser nada, ela nunca vai adivinhar. E se sentirá ótima, mais leve e lúcida."
Charlie Trotter
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Comida viva - life food

Os brotos (de feijão, alfafa, trigo, girassol, gergelim, trevo, rabanete etc) estão à frente de uma nova tendência alimentar, a life food, ou comida viva (nova para alguns, porque essa prática é milenar - germinar e/ou brotar sementes - que o digam os orientais).
As principais vantagens:
Clorofila - além de carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais, os brotos concentram clorofila – que representa 70% da parte sólida da planta (para fazê-la crescer forte e saudável). Daí a energia vital que o broto assim contém.
A clorofila melhora a circulação sanguínea e o funcionamento do intestino e dos pulmões; além disso, desintoxica o organismo e participa da renovação das células e dos tecidos.
Enzimas - adormecidas nas sementes, as enzimas são liberadas durante a germinação e atingem o ponto máximo em uma semana, quando geralmente os brotos estão prontos para serem consumidos. Elas diminuem os fatores antinutricionais (tanino e ácido fítico) da planta, que dificultam a absorção dos nutrientes. Além disso, as enzimas favorecem a multiplicação das vitaminas e dos minerais.
Um estudo do Departamento de Agricultura da Universidade de Alberta, em Edmonton, Canadá, observou que os brotos têm a vitamina C aumentada em 600%, e a vitamina E e o betacaroteno, triplicados. Por serem antioxidantes, essas três substâncias fortalecem o sistema imunológico.
Proteína de alta qualidade - mais que quantidade, a proteína dos brotos tem qualidade, além de ser facilmente digerida e assimilada. Uma dica correta para quem não come carne é caprichar no seu consumo.
Assinar:
Postagens (Atom)




