A cozinha é o lugar mais reconfortante da casa porque nele encontramos alimento para o corpo e para a alma. Deixe a Natureza entrar na sua e esqueça os produtos feitos pela indústria alimentícia em geral, que não coloca amor nesse ato nem está preocupada com a saúde do seu organismo e o de sua família!

Esse é um dos segredos de manter o bem-estar - não entregue essa função vital a terceiros - ponha a mão na massa, deixe a preguiça de lado e estabeleça como prioridade fazer a comida que vai mantê-lo longe das doenças!
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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Arroz de verdade e sem venenos


O seu Juarez tem a banca de arrozes na FAE - Feira dos Agricultores Ecologistas (Porto Alegre/RS) - há muitos anos.
Uma grande variedade, a média de preço é 6 reais o quilo e vale cada grão adquirido.
O aromático desmancha na boca e pode (até deve) ser comido puro: um pitéu!
Comparo com a ambrosia, que era a comida dos deuses que habitavam o Olimpo.
Depois que come-se essa delícia, nenhum outro arroz nos satisfaz.
Comê-lo dando graças à Mãe Natureza e à dedicação e sabedoria de um agricultor ecológico!

                                 Seu Juarez, na sua banca de arroz ecológico na FAE

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mandiokejo - queijo vegetal divino!

ATENÇÃO: MANDIOKEJO não é mais produzido, a empresa foi desativada, podem utilizar os queijos veganos da SUPERBOM ou fazer o seu queijo vegano em casa, há muitas receitas com castanhas, amêndoas, etc.


Finalmente chegou minha encomenda muito esperada: o Mandiokejo!
Ficou curioso?
É um pó vegetal, talvez tão fantástico quanto o de pirlimpimpim, que misturado a óleo e água vira, num passe de mágica - criada pela Ellen do Quebra Cabeça - um delicioso queijo, que lembra muito a muçarela, não contendo glúten, lactose, soja, corantes ou aromatizantes. Os ingredientes são mandioquinha desidratada, fécula de mandioca, feijão branco em pó, sal marinho e ácido cítrico.

Ficou mais curioso?

Eu não aguentava mais de curiosidade para experimentar e fazer uma pizza com ele!

Então, segue o passo a passo da minha aventura na cozinha com o Mandiokejo, cujo sucesso foi tão grande que fez esgotarem as vendas no site; os donos da empresa, que situava-se em Florianópolis/SC e está de mudança para Bombinhas, no mesmo Estado, prometem que tudo volta ao normal a partir do próximo dia 19!

Pizza de cogumelos, milho e molho de tomates acebolado com Mandiokejo

A massa


3 xícaras (usei uma das grandes) de farinha de trigo - metade integral e metade da branca
uma generosa pitada de sal marinho
3 CS de óleo de arroz
uma xícara de água
um pacotinho de fermento em pó

Misturar numa vasilha grande os ingredientes secos.
Adicionar o óleo e incorporá-lo bem.
Por último, juntar a água.
Dar uma sovada na massa, até que ela fique bem lisinha. Não "rasgue" a massa quando estiver sovando - é um dos segredos que aprendi num curso de panificação (altera o crescimento) - e quando for dividi-la em partes, use uma faca.
Essa quantidade de ingredientes que usei deu para fazer duas pizzas médias, com a espessura de um dedo médio (não gosto da massa de pizza muito fininha), então é possível fazer uma gigante com a espessura menor.
Esticar a massa em duas formas médias untadas com óleo, fazer muitos furinhos nela com um garfo e levar ao forno médio, por 30 minutos (mais 15 depois que adicionar o molho e o queijo).


Enquanto a massa está assando, fazemos o molho e o queijo!



O molho

óleo para refogar
uma cebola média roxa (acho linda essa cor, principalmente quando mistura com o alaranjado da cúrcuma)
3 tomates grandes orgânicos
uma espiga grande de milho debulhada
100 gramas de cogumelos (use o que mais gostar)
sal a gosto, uma colherinha de cúrcuma, outra de molho de pimenta, uma CS de cebolinha desidratada e outra de orégano

Refogar a cebola roxa, cortada em fatias grandes com a cúrcuma - fica linda a combinação de cores!


Cortar os tomates em pedaços grandes e juntar ao refogado. Colocar um pouco de água, os temperos, o milho e deixar cozinhar em fogo baixo.


Quando estiver encorpado, colocar os cogumelos e deixar cozinhar mais um pouquinho.


O Mandiokejo

Na embalagem dele, vem uma detalhada explicação de como fazer, com 3 opções, o firme (para pizzas), o cremoso (para lasanhas) e o que vai ao fogo (para recheios). O que muda, na verdade, é a quantidade de óleo e água. O fabricante disponibiliza os modos de preparo em 3 sistemas de medidas diferentes (xícaras/colheres, gramas e ml). Recomendam utilizar uma balança culinária para que o preparo saia perfeito: essa pessoa aqui não tem uma balança culinária AINDA, logo usei os outros sistemas. Quem tiver dúvidas quanto ao preparo, encontra na embalagem um link para um vídeo com o passo a passo.

Então, fiz o Mandiokejo firme, seguindo as recomendações do rótulo do produto. Foi muito fácil, brincadeira de criança!


Nossa, os 30 minutos já passaram, hora de retirar a massa do forno (evitar ventanias na cozinha nesse momento), colocar o molho e, por cima, ele, o Mandiokejo! :)



Mais 15 minutos (abaixar um pouquinho a temperatura no forno) e pronto!
Regar a pizza com azeite de oliva e atacar!

É incrível, parecia que estava comendo muçarela, lembrança dos meus "tempos de lactoveg"... E a diferença é que a muçarela feita com leite é pesada, indigesta e esse queijo vegetal é bem leve, comi a pizza e me senti muito bem. Impressionante como a textura, o sabor e até o aroma lembram a muçarela - recomendo com cinco estrelinhas!
Parabéns ao Quebra Cabeças: experimentem também os hamburgers (amei o italiano) e o bife que eles produzem, com o mesmo sistema, um pó ao qual se adiciona líquido.


domingo, 2 de outubro de 2011

Pra lavar a louça, sabão legal!

Sabe-se que o óleo depois de utilizado uma vez em frituras, deve ser descartado, mas não na pia, por favor! Existem postos que recebem esse óleo que será transformado em sabão, resolvendo o problema do descarte, evitando a poluição e ainda gerando empregos. É o que acontece no Óleo Legal - Projeto de Reutilização do Óleo Vegetal:


"O óleo de cozinha saturado, quando não tem um destino adequado, se torna um resíduo altamente poluidor. Quando descartado na pia, entope ralos e caixas de gordura, causando problemas de higiene e mau cheiro, além de aumentar os custos de tratamento do esgoto.
Um litro de óleo de cozinha pode poluir milhares de litros de água, pois os dois não se misturam. Por ser mais leve do que a água, o óleo forma uma barreira na superfície, dificultando a entrada de luz e a oxigenação, comprometendo, assim, a base da cadeia alimentar aquática. Desta forma, acaba por prejudicar todos os demais seres vivos que ali vivem.
Quando depositado no solo, o óleo causa a impermeabilização, aumentando o risco de enchentes, principalmente nas áreas urbanas.
Ao mesmo tempo em que pode ser um contaminante ambiental, quando bem manejado, o óleo de cozinha saturado pode ser matéria prima para outros produtos, gerando fonte de renda e oportunidade de trabalho!"



Comprei o sabão feito pelo pessoal do Óleo Legal: uma barra do comum (2,00) e uma barra do sabão glicerinado (2,50). Achei ambos excelentes, fazem bastante espuma e eliminam rapidamente a sujeira. Recomendo!

Informe-se, na sua região, sobre os locais que recebem o óleo saturado. Aqui em Porto Alegre, estes são os endereços: Pontos de coleta de óleo de cozinha na Grande Porto Alegre.

domingo, 25 de setembro de 2011

Fava de baunilha orgânica

Fiquei devendo essa informação para uma leitora: "Olá, Vera. Adorei o teu blog! Sou do RS, quando for a Porto Alegre vou procurar a fava de baunilha no Mercado Público. Mas em qual banca tu compras? Miriam" (enviado em 02/05/11).

Miriam, demorei pra responder... rs... mas espero que a informação ainda seja útil para ti ou para outros leitores do blog!

A banca do Mercado Público na qual compro a fava de baunilha orgânica é a Loja da Reforma Agrária; eles também comercializam o açúcar orgânico com baunilha e o extrato de baunilha orgânico. A banca pode ser acessada facilmente por uma das laterais externas do prédio, mais precisamente a direita, tomando como ponto de referência a entrada principal (em frente ao Chalé da Praça XV):


Estive lá há duas semanas e comprei uma fava, custou 9 reais.
Pode parecer caro, mas ela dura bastante tempo. Além de colocar um pedaço dentro do vidro do açúcar mascavo, uso-a em muitas receitas ou simplesmente para saborizar um leite vegetal, enquanto estou cozinhando-o ou apenas aquecendo.


A embalagem traz as seguintes indicações:

A nossa baunilha orgânica bourbon é cultivada de forma ecológica e sustentável sob a biodiversa Mata Atlântica Brasileira, desta forma conseguimos obter um excelente teor de vanilina, brindando você com excepcional aroma e fino sabor.

Como usar? Abrir a fava ao meio e picá-la. Para melhor aproveitamento pode ser adicionada a algum líquido ingrediente da sua receita e aquecê-lo para obter o aroma e sabor. (Ex: leite). Coe o líquido baunilhado para retirar as micro fibras da baunilha. Pode-se usar a fava por partes e devolvê-la ao tubo, guardando-o na geladeira, sem perder a sua capacidade de aromatização.


sexta-feira, 25 de março de 2011

Gatolândia

Gosto de gatos, são espertos, independentes, fofos, manhosos - eles acabam entrando na minha vida de um jeito ou outro!
Estou sempre pesquisando novas marcas de rações, comidinhas diferentes, novidades para bichanos, mas não havia aqui na cidade, nenhuma loja especializada em artigos pra esse pet.
Até que a Denise e a Taís resolveram inaugurar a Gatolândia, o paraíso dos miaus.
Fui até lá conhecer o espaço, que é pequeno mas muito bem dividido e aproveitado, cada cantinho é dedicado a uma especialidade. Elas não esqueceram o cantinho reservado ao "dono do gato", aquele fanático que gosta de tudo que tem relação com felinos! Vi camisetas, bolsas, louça e umas sacolas lindas, que são dadas ao consumidor a cada 300 reais em compras (que podem ser cumulativas).
Adorei o bebedouro que é uma fonte, já que os gatos adoram beber água corrente - essa aquisição já está na minha lista!
E como a  Denise é veterinária, ali também foi criado um consultório para atender seus cats, além de uma farmacinha.
Elas me informaram que se você descobrir algum produto novo ou difícil de encontrar e tiver interesse em adquiri-lo, basta entrar em contato que tentarão consegui-lo. Perguntei sobre rações vegetarianas, que ainda não encontrei no mercado e fiquei sabendo que logo elas chegarão à Gatolândia.

A Gatolândia fica na Av. Venâncio Aires, 500, em Porto Alegre/RS.
Mais informações e algumas fotos estão no blog da Denise, que foi a semente geradora da loja:
http://vivendonagatolandia.blogspot.com/2011/03/gatolandia-abre-suas-portas.html

Sucesso pra vocês, gurias!

Denise e Taís, proprietárias da Gatolândia

domingo, 19 de dezembro de 2010

Mais um mito que cai...


Já comentamos as propriedades benéficas da pimenta aqui e agora apresentamos uma prova indiscutível de que essa vermelhinha é gostosa e saudável!

Apreciem o Zezé, um garotinho lindo e esperto de 2 anos e 9 meses comendo pimenta biquinho no palito (variedade sem ardor e que pode ser saboreada até como aperitivo).
Diz seu papai que ele come a biquinho desde que tinha apenas um ano de vida...

Fui testemunha do prazer com que o Zezé comeu uma boa porção dessa pimenta!

A foto foi tirada em uma das bancas da Feira Ecológica da José Bonifácio (em frente à Redenção), Porto Alegre, que acontece todos os sábados pela manhã (veja mais aqui).
É a banca da Casa do Manjericão, especializada em temperos prontos, produzidos com ervas aromáticas selecionadas, especiarias e sal marinho e cuja estrela é a pimenta - pimentas em conserva, molho de pimenta, pimentas desidratadas e moídas, geléias e pastas de pimenta - tudo orgânico e delicioso!

Já experimentei e aprovei!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Especiarias com moedor


Essa dica peguei no Sem Pressa, da Juliana (aliás, aproveitem que ela está promovendo um sorteio lá no blog, com validade até 30 de julho): 5 Bayas, um mix de pimentas que vem com uma embalagem encantadora, com um moedor embutido no frasco, bastante prático.

Contém pimenta calabresa, pimenta do reino preta, pimenta do reino branca, pimenta jamaica e pimenta rosa - um mix delicioso!

O produto é da marca Chelli (eles comercializam outras especiarias em embalagens com moedor, como cravo, cominho e pimenta branca), paguei 8,90 num supermercado aqui em Porto Alegre.

domingo, 28 de março de 2010

Biscoitos e outras gostosuras orgânicas



Essa dica é só para quem mora no Rio ou em São Paulo, pois os produtos da empresa carioca Cultivar Brasil só podem ser encontrados por lá (pelos menos, por enquanto).
Ganhei alguns pacotes dos biscoitos que eles produzem e me apaixonei, principalmente, pelo de aipim - é uma delícia! São feitos sem gluten, sem leite, sem aditivos, conservantes, corantes e com todos os ingredientes orgânicos.
Igualmente deliciosos são os outros - de cacau, limão, milho com melado (doces), feijão azuki e lentilha (salgados, como o de aipim).

Além das informações que encontrei nos rótulos dos pacotes, dei uma pesquisada no google sobre a empresa, que ainda não conhecia:

A empresa carioca Cultivar Brasil foi criada por um casal, que abriu mãos dos seus empregos, desejando mudar o rumo de suas vidas. Jucenei Batista, que trabalha em sociedade com o marido, Euler Dantas, apostou no mercado orgânico por convicção. A empresa abriu em 1991, fazendo granola, mas hoje vende, além dela, biscoitos, brownies, paçocas (a de castanha de caju), muslis, pão de mel de arroz...

"Os alimentos precisam manter sua integridade natural para resguardar seus nutrientes. Os produtos industriais têm três ingredientes comuns que são farinha branca, açúcar e gordura vegetal e a textura, cor, sabor e odor diferenciados vêm de aditivos químicos. Pesquisas comprovam que crianças podem contrair doenças como diabete pelo consumo de substâncias inadequadas. O que procuramos com nossos produtos é atender às necessidades contemporâneas, cada vez mais voltadas para a alimentação natural e saudável", ela explica.


Então, privilegiados que moram na região onde são vendidos os produtos da Cultivar Brasil, aproveitem! Eu, cá estou, aproveitando os que ganhei, mas já fiz encomenda de mais alguns...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Olivero


Encontrei outra saborosa combinação de óleos: extra virgin olive oil and sunflower oil, ou seja, azeite de oliva extra virgem e óleo de girassol, num mesmo frasco.

Contém 25% de azeite de oliva e 75% de óleo de girassol; o sabor das oliveiras é bem forte e característico - ACIDEZ: abaixo de 1%.

Produzido por Costa d'Ouro S/A, empresa italiana e importado pela Cia. Zaffari Comércio e Indústria.

Usei cru, sobre a salada e também sobre o feijão preto - ambos os pratos ficaram
deliciosos.

A combinação dos óleos é perfeita!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Vida Orgânica


Ecologia e orgânicos
são palavras que estão muito na moda, isto é, são repetidas indefinidamente na mídia, por profissionais, pela boca do povo.
Quando isso acontece com as palavras, elas podem ter seu sentido verdadeiro distorcido, perder a sua origem e, pior ainda, ser utilizadas apenas para obter lucro.

Muitos aproveitam para produzir qualquer porcaria, colocando depois um rótulo dizendo NATURAL, ECOLÓGICO OU ORGÂNICO.
Então, muito cuidado quando ficar frente a frente com um produto com esses dizeres, seja um alimento, um restaurante, uma roupa, uma ferramenta, sementes e até um programa de televisão.

Honestamente ecológico, o programa Vida Orgânica, transmitido pela ULBRA TV (canal 48 UHF e canal 21 pela NET), todas as manhãs de domingo às 11 horas, em algumas apresentações já demonstrou qualidade, variedade e a desenvoltura de uma pequena semente que está crescendo com vigor e brilho.
Justamente por preencher esses requisitos, principalmente a abordagem verdadeiramente ecológica, aceitei o convite da produção para participar de um dos quadros do programa que vai ao ar no próximo domingo, dia 27 de setembro.
Caso não consigam ver nessa data, poderão entrar mais tarde no site para assisti-lo - lá também há um arquivo com os videos de todos os programas já apresentados, as receitas, alguns textos.

O endereço do site Programa Vida Orgânica:

http://www.programavidaorganica.com.br/

Parabéns à equipe de profisionais que coloca o Vida Orgânica no ar e espero que continuem mantendo o excelente nível que mostraram até agora!

domingo, 12 de julho de 2009

Óleo na cozinha


Com o avanço dos alimentos transgênicos, que, infelizmente, parece que vieram para ficar, mesmo não havendo estudos suficientes e conclusivos sobre eles e havendo muitos estudos comprovando sua interferência negativa sobre a Natureza, várias das opções que utilizava tiveram que ser reavaliadas e mudadas.

Uma delas é o óleo de cozinha.

O de soja, mesmo antes dela ter se tornado quase 100% transgênica em nosso país (alguns agricultores solitários ainda batalham pela soja convencional), já não usava, porque como informei em outro post, a soja não é aquela maravilha que querem nos empurrar goela abaixo - leiam em: http://cozinhanatureba.blogspot.com/2008/11/soja-um-mito-vegetariano.html.
Como estão plantando milho e algodão transgênicos, ambos os óleos também estão entrando nessa dança.
A canola não é uma criação da Natureza - se a energia divina nos entregou tantos alimentos (a diversidade biológica) - não sei porque iria me alimentar de uma planta frankenstein. Um pequeno texto sobre ela, retirado do site do Greenpeace:

A canola, ou "colza" em francês, também chamada "rapeseed" na Europa, foi deselvolvida em um dos programas de melhoramento genético do governo canadense nos anos 60, como alternativa para a produção de óleo vegetal.

Há duas 'subespécies' de canola, a argentina e a polonesa, também modificadas por melhoramento para seus ambientes de plantio.

No Canadá, a canola foi uma das primeiras culturas geneticamente modificadas (em 1998), basicamente para resistir a herbicidas (Roundup, Liberty Link e Clearfield), e aumentar a produção.

Por conta da facilidade de reprodução, com milhares de sementes produzidas por planta de canola, seu controle é muito difícil. Soma-se a isso o fato de ser resistente a herbicidas, o resultado foi que a maior parte da canola canadense hoje é transgênica. Além disso, a canola transgênica se tornou, ela mesma, uma "erva daninha" para produtores de outras culturas, pois se reproduz rapidamente e resiste a herbicidas.


O arroz está a um passo de cair na transgenia - em recente audiência pública, a maioria posicionou-se contra a entrada do arroz LL62 no nosso solo (mas acompanhando a trajetória dos alimentos transgênicos no Brasil, observamos que havia uma ferrenha oposição, principalmente do governo do estado do Rio Grande do Sul, mas foi só uma questão de tempo para que as multinacionais vencessem no cansaço e através do poder econômico - não esquecendo que uma das promessas de campanha de Lula era "Brasil Livre de Transgênicos"...). Ambientalistas, produtores e cientistas deixaram claro nessa reunião que a variedade geneticamente modificada não trará benefícios. Como disse, isso já ocorreu anteriormente, mas a Monsanto, a Bayer e outras empresas continuaram avançando incansavelmente. Creio que deveria haver maior manifestação do consumidor para que a oposição funcionasse, já que sem demanda não há produção - logo, se ninguém quisesse consumir trangênicos...

Se a rotulagem dos transgênicos, que já foi aprovada por lei, estivesse sendo posta em ação, poderíamos saber de quais marcas deveríamos fugir - mas como isso ainda não está acontecendo (as leis são criadas mas não cumpridas), na dúvida, melhor não consumir nenhum desses óleos.

Então, restou (por enquanto) o óleo de girassol.
E descobri uma combinação excelente: girassol + oliva = Olivíssimo.
Não é muito barato, mas compensa pela mistura saudável e pelo sabor agradável.
Esse óleo uso para cozinhar (é aquecido) - o azeite de oliva, o óleo de linhaça, de coco, de semente de uva, de gergelim - crus, para não desperdiçar nadinha do seu potencial.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Pizza vegetariana/vegana em restaurante indiano

Esse post abre uma série de indicações que pretendo reunir no rótulo Recomendo: qualquer item dentro da linha natureba que tenha me agradado, dentro das exigências que considero indispensáveis para que um serviço, produto, idéia ou ação seja por mim consumido.

As recomendação são baseadas em uma avaliação que envolve os seguintes aspectos (ou pelo menos, a maioria deles): ser saudável, comprometido com o bem-estar coletivo, ético, transparente e ecológico (talvez politicamente correto, mas esta expressão já está desgastada e perdendo seu verdadeiro sentido...)
Sou considerada "chata e seletiva" com aquilo que consumo - é através dessas qualidades (ou defeitos) que farei as recomendações.

E a primeira delas relaciona-se com um restaurante indiano que já servia refeições e agora inaugura sua pizzaria - o GOVINDA, localizado na Av. José Bonifácio, 605, bairro Bonfim em Porto Alegre/RS.
Naturalmente, os porto-alegrenses e moradores de cidades vizinhas serão os mais beneficiados com esse serviço, mas a dica também serve para viajantes vegetarianos/veganos que visitem a nossa cidade.

A pizzaria abre às quintas, sextas e sábados a partir das 19 horas - escolhi essa quinta-feira para conhecer o local e alguns minutos depois das 19 horas, chegamos, minha filha e eu, famintas e curiosas para conhecer a culinária da casa.
Já na entrada o ambiente me conquistou: bonita decoração, luzes na medida ideal (não tão escuro que você não consiga ler a conta nem tão claro que precise colocar os óculos escuros), música indiana ao fundo, num volume também ideal e como era cedo, haviam muitos lugares disponíveis.

Na parede, uma bela pintura:



A escada que leva ao primeiro andar:



Vista do arranjo das mesas:



Fomos atendidas pelo Marcus, simpático e solícito, que nos trouxe o cardápio com várias opções lactovegetarianas e veganas e inúmeros recheios salgados e doces.
Foi difícil a escolha mas decidimos pelas pizzas veganas, já que é tão difícil encontrá-las; optamos pela tamanho família (a fome era grande) que vem com 8 pedaços (grandes como a nossa fome): 3 de brócolis com tofupiry, 3 de rúcula com tomate seco, um de morango e chocolate e um de abacaxi.
Para beber, o cardápio oferece suco, lassi, refrigerante e cerveja - pedimos um suco de uva.

A pizza não demorou muito para ser servida e chegou assim à nossa mesa:



Linda, não? E deliciosa também!
A massa no ponto, integral e macia, com espessura média; os recheios maravilhosos, com os legumes um tanto crocantes, tudo bem temperado, na medida exata! Excelente e talentosa, a cozinheira - mil vivas para ela!

Para adicionar à pizza, maionese vegana, mostarda e pimenta divinas (não que o tempero já não estivesse perfeito, mas é aquela vontade que sentimos de adicionar nosso toque individual ao prato...):



Um ângulo generoso da pizza de brócolis com tofupiry, que quase me fez levitar com seu sabor:



E as doces, que reservamos para fechar a refeição; particularmente, não aprecio doce-de-leite (aqui, o de soja, que é a base das pizzas doces), mas esse é um gosto pessoal - a qualidade estava ótima, as frutas com bom aspecto e minha filha adorou:



Vamos retornar, certamente!
Telefone para maiores informações: (51) 3332-1704

Quero deixar bem claro que essas recomendações não envolvem troca de favores nem remuneração de espécie alguma - são unicamente expressas pela minha vontade de divulgar boas opções!