A cozinha é o lugar mais reconfortante da casa porque nele encontramos alimento para o corpo e para a alma. Deixe a Natureza entrar na sua e esqueça os produtos feitos pela indústria alimentícia em geral, que não coloca amor nesse ato nem está preocupada com a saúde do seu organismo e o de sua família!

Esse é um dos segredos de manter o bem-estar - não entregue essa função vital a terceiros - ponha a mão na massa, deixe a preguiça de lado e estabeleça como prioridade fazer a comida que vai mantê-lo longe das doenças!
Mostrando postagens com marcador Gurizada vegetariana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gurizada vegetariana. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Da horta para a mesa

Crianças consumindo "comida de verdade"  - e melhor, sem que nela entrem ingredientes de origem animal - é garantia de saúde!


Vejam o Arthur (7, quase 8) e a Yoná (4), filhos da minha amiga Rubia Wehr Baldez, e a maravilhosa chicória colhida da horta feita pela família. 

Eles moram em Gramado/RS (serra gaúcha), onde no inverno, geralmente, a neve aparece para a alegria dos moradores e dos turistas.

A Rubia conta: "O Arthur é vegetariano desde uns 3 anos de idade por escolha dele mesmo (eu já ia por estes caminhos mas ainda fazia coisas com carne e tentava enganá-lo pra comer - ele sentia o gosto e cuspia tudo fora). Daí um dia ele veio me perguntar de onde vinha a carne, expliquei que eram os bichos que morriam e que se tirava a carne para comer, daí ele encheu os olhinhos de lágrimas e me disse: a gente não pode comer carne, vão acabar os animais assim...já pensou se resolvem comer as nossas cachorras???
Então, também me conscientizei de vez e parei de comer carne e de preparar carne, não preparo mais.
A Yoná ainda não entende muito bem essa história de matar os bichos pra comer, e ela gosta de carne, daí quando alguém oferece ela come, mas gosta muito de frutas e saladas.
Acredito que quando ela for maiorzinha e entender melhor isso, também não vai querer comer carne, afinal ela ama muito os animais."

O grande diferencial é que a família come o que produz na sua horta e são muitas as opções:






Colheita do dia: tomate, quiabo, maxixe, pepino, repolho, couve e pimentões chapéu de bispo.








Outra colheita: pimentões, alface, cenouras, xuxus, tomates, pepinos e rúculas.












"Sempre tivemos um pedacinho de horta.Essa maiorzinha, agora, faz uns 4 anos mais ou menos. Ela estava em hibernação junto com o inverno, de um mês pra cá começamos a limpá-la, preparar a terra de novo e plantamos algumas coisa; outras nasceram por conta (devido a termos plantado em outros anos - como mostarda roxa e verde, camomila).









Que linda a horta, 
e o Arthur horticultor!

A Yoná curtiu os mini-pepinos. 

"A gente tenta variar o máximo possível, esse ano plantamos pipoca (ano passado plantamos 4 pés e colhemos um vidro daqueles grandes de conserva cheio de espigas), alface (de 3 tipos), couve rábano (roxa e verde), morangos, cenoura, repolho (de 3 tipos), couve manteiga, mais um outro tipo de couve, aspargos, temperos diversos, phisalys e sempre temos uma composteira bem grande para colocar os orgânicos dentro (estamos no 3º buraco já, desde que começamos com isso - faz uns 2 anos).
Ah, tem feijão de vagem e ervilhas plantadas também!"


"Ganhei as sementes destas pipocas quando fui na Expointer, na agricultura familiar. Engraçado é que eram brancas, mas quando fui colher, estavam pretas", diz a Rubia. 



Quis saber se eles eram vegetarianos ou veganos:
"Quando eu preparo a alimentação, normalmente é vegana, mas como nem sempre sou eu quem cozinho, às vezes minha sogra coloca ovos nas receitas, mas é só o que permito que ela use, pois eu e as crianças temos intolerância à lactose também.
Meu marido come carne, mas é bem de vez em quando, se está a fim ele mesmo compra só o pedaço que quer comer e prepara (às vezes vai pra rua fazer pra não deixar a casa com cheiro, porque ele sabe que hoje eu fico enjoada com cheiro de carnes).
Mas aceita super bem a nossa alimentação, mesmo porque a saúde dele também melhora sem carne nem laticínios. E os ovos, quando a gente usa, a maior parte das vezes pegamos de uma senhorinha que nos vende, que tem suas galinhas soltas e trata com milho."

 
Arroz em camadas com beterraba, espinafre e cenoura, um dos pratos que a Rubia serve para a família.

E quando as crianças querem guloseimas, também são veganas, como esses docinhos feitos com leite condensado de coco. Olha a cara do Arthur - ele tem jeito de ser bem danadinho... :)

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Quem disse que criança não gosta de quiabo?

A maioria das pessoas não gosta de comer quiabo ou jiló ou chuchu!
Preconceito, falta de informação ou tiveram uma primeira experiência traumatizante com o inocente vegetal... Para incentivar vocês, que não suportam um quiabinho muito menos a baba dele, segue o vídeo com a Malu (3 anos) comendo, com entusiasmo, um quiabo e cru!



Observem a ansiedade dela enquanto o adulto demora pra tirar o dito da embalagem - é comovente (rs).
A mãe da criança é minha amiga virtual e se embananou no áudio, chamando o quiabo de jiló, mas tudo bem, né, Mariana Passaglia? Parabéns pelo vegetarianismo apaixonado da tua filha. Tenho que citar também a corujice da tia Chris Brito, que foi quem postou o vídeo lá no Facebook e me encantou.

O quiabo é o fruto da Abelmoschus esculentus, uma planta da família da malva (Malvaceae). É uma hortaliça de clima quente e originária da África, tendo sido trazida para o Brasil pelos escravos.
Na verdade, é uma cápsula fibrosa cheia de sementes que é colhida antes de chegar à fase de maturação. Geralmente, a hortaliça é verde, seca e apresenta um líquido viscoso em seu interior.

O fruto possui uma quantidade significativa de vitamina C, entretanto, a mesma se perde durante o cozimento (viu, Malu, tu estás certa em comer o quiabo cru, cheio de vitamina C!)
Mesmo assim, o quiabo é altamente nutritivo, rico em vitamina A, importante para o bom estado da visão; vitaminas do complexo B, fundamentais para o processo de crescimento, além de cálcio, ferro, fósforo e cobre, importantes para a formação dos ossos, dentes e sangue.

Na hora da compra, é aconselhável optar por frutos firmes, sem manchas e com comprimento menor que 12 cm. Além disso, deve-se consumir o fruto rapidamente, pois o mesmo pode ficar murcho e escurecer em seguida. Uma solução para evitar a goma viscosa do quiabo, pouco apreciada, é pingar algumas gotas de limão enquanto o estiver cozinhando.



domingo, 22 de abril de 2012

Comida vegetariana = comida com soja?


Espero que a "merenda escolar vegetariana" não seja mais uma forma de escoar a imensa produção de soja nesse país! Comida vegetariana não é "substituir a carne pela soja", ou seja, macarrão com molho “bolonhesa” de proteína de soja e escondidinho, também com proteína de soja são opções que continuam mantendo o mito de que vegetariano coloca a soja como principal item da sua alimentação. Sejam mais criativos, por favor!

"Alimentos com proteína de soja no lugar da carne, desconhecidos de boa parte dos paulistanos, passarão a compor o cardápio da merenda nas escolas municipais. Através de um programa da Secretaria de Educação, periodicamente os alunos dessas unidades de ensino terão refeições vegetarianas. O escondidinho e o macarrão à bolonhesa em versões em que a soja substitui a carne já foram testados em algumas escolas da Prefeitura e tiveram boa aceitação, como anunciou Daniel Buth, da Secretaria de Educação, em um seminário sobre merenda vegetariana realizado nesta segunda-feira na Câmara Municipal." SP: Merenda vegetariana na rede pública começa a se tornar realidade

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Pudim de chocolate sem leite

Tenho me dedicado a criar e testar receitas saudáveis dirigidas a crianças, isto é, as que têm a capacidade de seduzi-las mais, seja pelo sabor, pela textura ou pela aparência. Os adultos já estão com o paladar bastante comprometido, é bem mais difícil que efetuem mudanças alimentares (mas não, impossível!). As crianças estão iniciando sua jornada pelo mundo dos alimentos e dependem muito de quem vai conduzi-las nessa aventura. Infelizmente, hoje a maioria dos pais não tem tempo para elaborar comidinhas nutritivas e saborosas em casa, ou não sabem cozinhar ou preferem buscar a comida nas prateleiras dos supermercados...

O paladar é educado, por isso não acredito quando os adultos dizem que a criança não gosta de vegetais ou que adora comer carne ou salgadinhos ou doces (em 99% dos casos, isso tem mais a ver com a maneira como o alimento é introduzido no cardápio e também de que forma acontece essa introdução). Naturalmente, a criança fará algumas escolhas pessoais, mas a tendência é de que aprecie praticamente tudo que se oferece, quando bem produzido.

Essa receita de Pudim de Chocolate é bem simples de fazer, não leva nenhum tipo de leite (nem vegetal) nem ovos ou manteiga ou qualquer outro ingrediente de origem animal.


Ingredientes

10 inhames médios
uma xícara de água
uma xícara de açúcar mascavo
3 CS de cacau em pó (ou alfarroba em pó) bem cheias
uma CS rasa de agar-agar em pó

Como fazer

Cozinhar previamente o inhame e retirar a casca.

Depois de frio, bater no liquidificador com a água, até ficar bem cremoso.

Numa panela, coloque o creme de inhame e, peneirados, o cacau, o açúcar e a agar-agar. A cada ingrediente adicionado, misture bem para que a massa fique bem lisa.

Leve ao fogo baixo e mexa até que atinja o ponto de fervura. Deixe mais 5 minutos no fogo (não pare de mexer) e desligue.

Espere esfriar um pouco e coloque em forminhas individuais ou numa forma grande (rende 6 porções). Leve à geladeira, em mais ou menos duas horas, já estará no ponto e pronto para ser consumido.

Calda de chocolate com frutas

Faça uma calda básica com cacau, mascavo e água ou derreta em banho-maria uma barrinha de alfarroba.

Escolha as frutas de sua preferência, usei banana na primeira vez e morango, em outra. Ambas combinaram muito bem com o sabor do pudim.

Pique as frutas em pedacinhos, coloque sobre e ao redor do pudim, já desenformado e no prato, derramando a calda quente sobre ele.

Além de ser ótima opção para lanches, também é perfeita para a mesa das festas infantis!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Achocolatado feito em casa


O famoso achocolatado Toddynho, um dos prediletos da gurizada, causou problemas aos seus consumidores:

"O tradicional achocolatado Toddynho, fabricado pela Pepsico, foi retirado das prateleiras dos supermercados em algumas cidades do Rio Grande do Sul por conta de um suposto problema na bebida que estaria causando queimadura nos consumidores. Pelo menos quatro pessoas da Região Metropolitana - moradores de Canoas, São Leopoldo e Porto Alegre - se queixaram de ardência na boca e na garganta.

Conforme o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), os lotes com problema são os de número 43206:08 e 43206:09, data de validade 19/02/2012. Amostras estão sendo analisadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).

Os primeiros resultados da análise já indicam um PH de 13,3, alcalino, considerado um índice muito alto para um alimento. Com isso, o CEVS emitiu um alerta às autoridades sanitárias regionais e municipais de todo o Estado solicitando a interdição cautelar de todos os lotes do produto.

A Anvisa também foi comunicada e um alerta epidemiológico encaminhado para todas as Coordenadorias Regionais de Saúde e ao Centro de Informações Toxicológicas. Em caso de suspeita de outras ocorrências, o disque-vigilância 150 está disponível para a população.

Após contato do Jornal do Comércio, a Pepsico encaminhou uma nota sobre o assunto. O texto diz o seguinte: “A Pepsico esclarece que tomou conhecimento de alteração na qualidade de cerca de 80 unidades de 200ml de Toddynho Original, comercializadas na Região Metropolitana de Porto Alegre. A empresa imediatamente tomou as ações cabíveis para retirar estas unidades de circulação e conta com uma equipe de profissionais mobilizada para dar informações aos consumidores, pelo telefone 0800 703 2222”.


Fonte (30/09/11): Toddynho é recolhido dos supermercados gaúchos

Mais um motivo para desprezar os alimentos industrializados... para fazer um achocolatado caseiro é muito simples: escolha um dos leites vegetais (o de aveia é delicioso e facílimo de fazer), junte uma colher de cacau em pó (ou alfarroba em pó) e adicione melado ou açúcar mascavo. Misture bem e pronto! Se quiser, pode bater a mistura no liquidificador, pra ficar com cara de milkshake!

Quanto à conservação, caso seu filho queira levar o achocolatado para a escola, basta colocá-lo numa garrafinha térmica ou por a vasilha com ele numa lancheira térmica - esse leite tem uma duração bem maior do que o leite animal.

Além da possibilidade de intoxicação, vejam também pelo lado nutricional o prejuízo que causam esses produtos industrializados comumente oferecidos às crianças: "Bolinhos e achocolatados industrializados são ricos em gorduras, sódio e açúcar, além de muito pouco (ou quase nada) acrescentarem de nutrientes importantes"

A perua escolar está buzinando na porta de sua casa. Para variar, as crianças acordaram atrasadas e você precisa correr para preparar o café-da-manhã e a lancheira. Dá um achocolatado pronto para cada filho tomar pelo caminho e coloca um bolinho de chocolate dentro das malas, junto com outro achocolatado, para comerem na hora do recreio.

Com a enxurrada de produtos industrializados comuns na alimentação de muitos brasileirinhos, não espanta a epidemia de obesidade que atinge o país desde os anos 80, trazendo consigo outras doenças crônicas. Entre 1982 e 1993, o número de crianças acima do peso teve um aumento de 40% no município de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Atualmente, a estimativa é de que mais de 16% dos jovens estejam acima de seu peso ideal no Brasil. Nos Estados Unidos, esse número chega a 25% das crianças entre 6 e 17 anos.

Sem que os pais se dêem conta, um lanche escolar com achocolatado pronto e um bolinho corresponde a um terço da energia que os filhos (entre 4 e 6 anos) podem consumir diariamente. Se tiverem menos de 3 anos, essa quantidade de comida chega a quase metade de tudo o que precisam para brincar durante um dia inteiro. E o pior: sem acrescentar nutrientes essenciais para manter sua saúde.

É claro que se os pais tivessem mais tempo para preparar refeições e as crianças não fossem submetidas a tantos apelos consumistas, a alimentação poderia ser melhor. Mesmo assim, é possível ir em busca de informações e tornar a dieta dos pequenos mais equilibrada. Isso requer trabalho e paciência, já que os rótulos nutricionais nem sempre trazem dados claros e deixam o consumidor confuso sobre qual produto é melhor para a saúde do seu filho.

Informações confusas
O Idec analisou o rótulo de 18 bolinhos e 24 achocolatados prontos, entre os mais consumidos no país. A pesquisa foi feita em parceria com a nutricionista Renata Maria Padovani, do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Universidade Estadual de Campinas (Nepa/Unicamp). Um dos dados mais chocantes é a desinformação prestada pelos fabricantes nas embalagens dos produtos.

Crianças com até 3 anos de idade têm necessidade diária de 1.050 kcal; entre 4 e 6 anos, de 1.450 kcal; e entre 7 e 10 anos, de 1.750 kcal. Confira aqui a tabela com a quantidade de todos os nutrientes recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Como os produtos pesquisados são especialmente consumidos por crianças, deveriam trazer dados relativos ao consumo determinado para a sua idade. No entanto, grande parte apresenta a recomendação para adultos, que é de 2.000 kcal diárias.

Dentre os bolinhos analisados, apenas três têm rótulo para crianças: os Gulosos (sabores brigadeiro e baunilha com chocolate), da Bauducco, usam como referência uma dieta de 1.750 kcal, e o Toddynho brigadeiro, da Pepsico, utiliza o valor de 1.450 kcal diárias.

Em relação aos achocolatados, a situação não é melhor: apenas os diferentes sabores de Toddynho se baseiam em dieta de 1.450 kcal; e o Kapo de chocolate, da Coca-Cola, e o Longuinho de chocolate, da Long, se baseiam em dieta de 1.750 kcal. Nas embalagens dos produtos da Vigor (Vig Nutri e Choco Leco), a informação nutricional é baseada em uma dieta de 2.000 kcal, porém a empresa enviou ao Idec novas embalagens, que devem chegar ao mercado nos próximos meses, em que considera 1.750 kcal como a ingestão diária recomendada.

Mas muitos produtos continuarão usando 2.000 kcal como referência, e isso confunde o consumidor. Ninguém é obrigado a decorar qual a recomendação diária de nutrientes apropriada para a idade de cada um de seus filhos. Só que é preciso ficar atento na hora da escolha, para não achar que as quantidades recomendadas aos adultos se equivalem às infantis.

Há ainda casos em que a informação nutricional traz dados falsos e ainda mais confusos. Os achocolatados Nestlé são os que pior informam sobre a quantidade de nutrientes para crianças. O Nesquik (de todos os sabores) possui duas tabelas de valor nutricional e indica que a primeira é para crianças de 4 a 6 anos, e que a segunda é para as que estão na faixa dos 7 aos 10 anos. No entanto, usa valores de referência de 2.000 kcal para as duas, que são indicados para adultos.

A confusão não pára aí. Se fizermos as contas da quantidade indicada de carboidratos no rótulo (31 gramas = 10% do valor diário), a porcentagem anunciada está errada, pois se aproxima mais do valor recomendado para uma dieta adulta (300 gramas). Já no caso das proteínas, os valores de referência são os indicados para crianças com idade entre 4 e 6 anos (1.450 kcal) e entre 7 e 10 anos (1.750 kcal), respectivamente. Tudo em uma mesma tabela de informação nutricional. Como uma mãe pode calcular os nutrientes ingeridos por seu filho se no rótulo, única fonte em que poderia se basear, há informações tão deficientes?

O caso do Danete chocolate, da Danone, é ainda pior, pois o achocolatado não declara a quantidade de gordura trans do produto. Essa informação é obrigatória desde agosto de 2006, de acordo com a resolução 360/03 da Anvisa. Já no Chocky, da marca Nilza, o rótulo traz a informação de 15 gramas de gordura trans. O correto, porém, seria 1,5 grama (uma enormidade). A empresa afirmou que já está corrigindo a rotulagem.

A culpa de tanta confusão, no entanto, não é apenas das empresas. A Anvisa, que deveria organizar a situação, não possui regulamentação que obrigue os fabricantes a utilizarem os valores recomendados para crianças em seus rótulos. Ainda por cima, a tabela recomendada pela agência emprega valores diários de sódio que foram determinados em 1989, bastante ultrapassados atualmente, segundo os nutricionistas contatados pela Revista do Idec.

Portanto, o consumidor não pode se sentir seguro com as informações fornecidas nas embalagens por nenhum dos lados. O melhor, sempre, é preferir produtos que apresentem dados mais abrangentes e claros. Assim, o consumidor incentiva, de alguma forma, os fabricantes de outras marcas a respeitarem o direito das pessoas à informação clara e precisa, como assegura o artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor (CDC).


Leia o restante dessa matéria aqui: A hora do lanche

Atualizando: Toddynho sabor detergente... num supermercado perto de você!

Toddynho saiu de fábrica na Grande São Paulo com detergente

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Motivando a ingestão dos verdes pela gurizada!

Preocupada com o conteúdo do post anterior, onde constatamos que a mesa do brasileiro sofre com a falta de frutas, verduras e legumes, criei essa postagem com abundância de ilustrações, mostrando como a criatividade pode ajudar a motivar as crianças a gostarem da alimentação vegetariana (e, igualmente, para que as onívoros consumam mais vegetais). E acredito que muitos adultos igualmente apreciem, pois também necessitam de motivação...

Inspirem-se nas criações alheias, copiem ou inventem as suas - mas não deixem de fazer!

As fotos a seguir são do blog da kasumin.
As mães japonesas têm o costume de fazer marmitas com comidinhas coloridas e atraentes para seus filhos!

Imagens dos experimentos com alimentação viva de Ana Branco, usando vegetais crus, brotos e germinados - as mandalas de vegetais são lindas, de colorido vibrante! Veja mais e aprenda a fazer aqui.













Experimentem fazer formas engraçadas com a gelatina de algas (agar-agar/kanten)!




Fotos de pratos lindos do livro VEGAN LUNCH BOX, de Jennifer Mc Cann - tem muito mais aqui!







terça-feira, 12 de abril de 2011

Sorvete com leite materno


Achou a ideia estranha ou meio nojenta? Ou talvez, absurda?

Pois muita gente comeu com gosto essa novidade, em sorveteria londrina... apesar disso, as autoridades sanitárias suspenderam a venda "até que sejam concluídos testes para determinar a adequação do alimento ao consumo humano." Engraçado que para tomar leite de um animal não há problemas, mas para tomar o leite da própria espécie...
"Se não for feita de maneira controlada, a venda de alimentos produzidos com os fluidos corporais de outra pessoa pode levar à transmissão de vírus e, nesse caso, hepatite", dizem os ingleses.

Na verdade, o leite materno usado na produção desse sorvete era pasteurizado, processo que já altera o original.
Então, mamães que amamentam, podem experimentar seu leite (não pasteurizado) para fazer um sorvete ou musse deliciosos - sigam as receitas de sorvetes naturais aqui do blog, substituindo os leites vegetais! Para o sorvete, menos leite - para a musse, maior quantidade de LM.

Encontre aqui as receitas de sorvete natureba!

E aqui a matéria sobre o sorvete polêmico!

Mamães que ousarem, por gentileza, partilhem a experiência conosco!

domingo, 3 de abril de 2011

Alimentação equilibrada para as crianças


Logo depois de comentar o artigo da mãe que criticou a opção da sua filha vegetariana, li sobre a decisão judicial de um caso que criou polêmica em 2008: um bebê de 11 meses, filho de pais vegetarianos, que morreu de desnutrição porque era alimentado somente com leite materno.

Prato cheio para os detratores do vegetarianismo!

Mas é preciso ficar bem atento sobre a causa da morte: o óbito não foi devido à dieta vegetariana mas à falta de alimentação, já que nessa idade a criança precisa consumir outros alimentos além do LM (sejam vegetais ou carne, só o leite não faz a criança ganhar peso e desenvolver-se).
Enfatizamos novamente a necessidade dos pais estarem bem informados sobre como alimentar seus filhos para que sejam saudáveis e se não tiverem habilidade para tal, que contratem um profissional. Não tendo possibilidade de fazê-lo, pesquisem e estudem, existe um farto material para aprendizado: livros, revistas, videos, sites e blogs especializados.

Além se serem vegetarianos, os pais dessa criança também usavam métodos alternativos de cura - querem mais algum motivo para o sistema colocá-los (e seus métodos, principalmente) na fogueira? Penso que eram cheios de boas intenções, mas despreparados para colocá-las em prática.
Não se brinca com algo tão importante como a vida de uma criança!

Para saber mais sobre o caso.

Muito importante esse trecho da matéria:

"Não estamos aqui para fazer um julgamento sobre um modo de vida diferente, mas para decidir se este homem e esta mulher cometeram uma falha nos cuidados que causaram a morte de sua filha", declarou a representante Anne-Laure Sandretto. "Estamos aqui para dizer que no século XXI, uma criança não pode morrer de fome sem que seus pais reajam em momento algum", acrescentou.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Seu filho quer ser vegetariano... e agora?


A Época publicou uma coluna denominada "Agora sou vegetariana", onde a autora discorre sobre sua postura quando sua filha "perto dos 11 anos, com um pé na infância e outro na pré-adolescência, resolveu radicalizar: “Mãe, agora sou vegetariana”.

Leia na íntegra.

Segue minha opinião sobre o artigo, obviamente como vegetariana informada e objetiva:

Vegetariano não come nenhum tipo de carne - fora isso, não use o rótulo, por favor!
Como a professora de Ciências da minha filha, que disse que falta proteína na alimentação dos vegetarianos e que devem comer carne branca...
Como uma "vegetariana" gaúcha que disse comer carne só aos fins-de-semana, porque "churrasco não é carne, é uma tradição"!
Como os pseudo-vegetarianos que dizem comer só peixe (peixe dá em árvore?).

Minha filha tem quase 12 anos, não come carne, não toma leite e é muito saudável, obrigada! O que costuma acontecer é que os pais são desinformados e não sabem criar uma dieta vegetariana equilibrada e que contenha todos os nutrientes: caem na cilada da soja e dos carboidratos! Se não tiverem competência, consultem uma nutricionista vegetariana, que certamente vai ajudá-los a manter seus filhos devidamente nutridos, sem abusar dos animais.

Esse tipo de texto, na minha visão, é um deboche e não respeita opções racionais de outras pessoas, trata-as como incompetentes e/ou desinformadas - nega a diversidade.
Sua filha já assistiu aos inúmeros vídeos que existem por aí mostrando matadouros, aviários, testes para produtos e outras atrocidades cometidas pelos humanos aos animais? Uma coisa é ver a carne temperada e cheirosa no prato e outra é conhecer de onde ela vem! Aliás, o cheiro e o sabor dos temperos encobrem o verdadeiro odor da carne crua...

Se você não quer desistir da carne, quer continuar sendo onívora, ok, é a sua escolha, vou respeitá-la e aceitar!
Mas não use argumentos baixos os falsos para tentar provar que o vegetarianismo é uma opção errada, que vai fazer mal ao organismo e impedir o crescimento de bebês e crianças - seja justo e aceite também a diferença!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

"Leites vegetais" para bebês e crianças pequenas


De início, encontramos um obstáculo para a denominação "leites vegetais", já que a maioria dos defensores do consumo de leite animal e fórmulas infantis feitas com ele, não consideram tal alimento, pois afirmam que não existe extração de "leite" de grãos, sementes ou castanhas.
Baseada nisso, cheguei a criar a sigla PVL - Proteína Vegetal Líquida - para nomear os "leites vegetais", mas na verdade, pouco importa como os chamemos, o que é verdade é que eles funcionam como fonte de proteína e cálcio para quem não quer consumir produtos animais.

Então, os opositores vão ter que engolir a funcionalidade dos leites vegetais (a partir de agora, vou tirar as aspas do termo no texto, aceitando plenamente a validade deles como leite!).

No tópico O que é "leite vegetal" ou PVL?, apresento a noção e composição desses leites e como podemos introduzi-los na alimentação dos pequenos.

A principal diferença entre o uso dos leites para adultos e pequenos é a dosagem: usamos menos quantidade dos ingredientes e oferecemos menos vezes ao dia, além de buscar variedade, à medida que testamos cada novo alimento. Temos que ter cuidado com a ingestão diária de fibras, pois além das existentes nos leites, temos as das verduras, frutas, legumes e cereais constantes nas papinhas, que logo começarão a ser também ingeridas. Excesso de fibras altera a excreção, podendo causar diarréia e também elimina nutrientes.
Se possível, a mamãe deve continuar também oferecendo seu leite até a criança completar dois anos de idade, muitas receitas podem contar com o LM entre seus ingredientes (nas papinhas, nos mingaus, nos cremes e outras preparações).

Conforme descrito no tópico citado, dei à minha filha, incialmente o leite de grãos cozidos, como prega a macrobiótica, utilizando os resíduos para fazer as primeiras papinhas: uma colherada dos resíduos, adicionada a um legume de cada vez, como a cenoura, chuchu, abobrinha, abóbora okaido, batata...
Aqui entra outra grande polêmica: crus ou cozidos? Como há pouca literatura sobre leites vegetais crus para bebês e, consequentemente, pouca informação sobre como eles reagem aos leites crus em tenra idade, preferi iniciar com o cozido e depois, fui experimentando os crus, com cautela, principalmente no uso das castanhas e amêndoas, que podem causar alergias (usamos aqui uma quantidade mínima, meia castanha ao dia, para começar).
Dentro dessa polêmica, sigo a regra de oferecer alimentos crus e depois os cozidos, para evitar a leucocitose.

Os leites devem ser oferecidos um de cada vez, dando um tempo para verificar possíveis reações (4 dias, no mínimo) e não introduzindo nenhuma outra novidade nesse momento, pois como saberemos se foi x ou y que causaram aquele problema intestinal ou as bolinhas que apareceram na pele do filhote?
Então, em todas as receitas de leites vegetais apresentadas aqui no blog (com exceção do leite de grãos, que já está balanceada para os pequenos), use sempre a metade dos ingredientes sugeridos e comece com os leites de aveia e de arroz, indo aos poucos, usando os demais, quando a criança já estiver perto de completar um ano (o ideal é que bebês menores de 2 anos consumam duas colheres de sopa de aveia diariamente). As sementes de linhaça e gergelim germinadas, por exemplo, usamos apenas uma colherzinha de chá delas ao dia. Se algum deles não for bem aceito, suspenda e experimente, de novo, quando ela já for maiorzinho.
Mais tarde, podemos fazer combinações, leite de aveia com gergelim, por exemplo, que como tem um gosto meio exótico e amarguinho, não é muito bem aceito pela gurizada; mas basta incrementá-lo que torna-se gostoso e é uma grande fonte de proteína e cálcio. Outra opção é colocar no leite de arroz um pedacinho de castanha ou amêndoa hidratada. Também podemos ir acrescentando frutas e fazendo vitaminas no liquidificador.

Um detalhe importante: nunca usei mamadeira, dei às colheradas, usando uma colherzinha pequena e depois já iniciei o uso do copinho, principalmente porque minha caçula só parou de mamar ao peito com quase dois anos.

É isso, gurias!

sábado, 3 de julho de 2010

Propaganda atrai crianças para alimentos nocivos


É mais difícil mantermos uma boa alimentação dentro de casa quando as crianças são seduzidas, diariamente, pela propaganda veiculada na televisão, mostrando refrigerantes, bolachinhas, doces e outros produtos que usam o recurso de personagens e musiquinhas infantis, fazendo parecer que aquelas "delícias" são melhores do que a comida que a mamãe põe na mesa.
Mas, felizmente, parece que estão abrindo os olhos sobre essa questão, talvez porque o número de crianças doentes e/ou obesas está crescendo assustadoramente (o consumo precoce de alimentos pouco nutritivos pode comprometer o crescimento e desenvolvimento infantil, além de ser um motivador para o surgimento de diabetes, hipertensões, artroses, aumento do colesterol, problemas pulmonares e outros tipos de males).
Uma dica: podemos também reduzir esse problema ao controlar e diminuir as horas da gurizada em frente à televisão!




"A publicidade brasileira, já a partir do próximo semestre, poderá contar com um regulamento mais completo a respeito da propaganda de alimentos ricos em gordura trans, açúcar, sódio e outros componentes muito atrativos para a grande maioria dos consumidores - e, sobretudo, para as crianças.

A informação partiu da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio de sua Unidade de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda e Publicidade. De acordo com o órgão, deverá ocorrer uma audiência pública após a metade do ano na qual deverá ser acertada a regulamentação, que será colocada em prática na sequência.

A Anvisa submeteu a norma à consulta pública por um período de 140 dias e recebeu mais de 250 sugestões, que já estão sendo analisadas por sua unidade de monitoramento. Após a audiência, as sugestões aprovadas serão encaminhadas à diretoria da Agência.

Dentre as principais sugestões de alteração das regras para a publicidade infantil, a Anvisa destaca as medidas de proibição de propaganda em escolas e em materiais escolares e o uso de tradicionais personagens infantis no universo publicitário. Também está em vigor a sugestão da obrigatoriedade de veiculação de frases de alerta e advertência dos riscos inerentes aos produtos comercializados.

O assunto vem ganhando bastante força nos últimos meses, quando algumas entidades (como o Conar e a Alana) começaram a cuidar, com maior vigor, da publicidade destinada às crianças, com o argumento de que a propaganda teria um grande papel na difusão de hábitos alimentares inadequados, o que, a longo prazo, contribuiria para a construção de uma sociedade obesa e com problemas de saúde."

Fonte: Meio e Mensagem

Atualizando:

A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) informou, em nota oficial, que irá recorrer à Justiça contra a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que obriga as empresas do setor a colocar alertas nas propagandas sobre os riscos à saúde do consumo excessivo de alimentos com alta quantidade de açúcar, gordura e sódio.

A associação argumenta que a medida da Anvisa apresenta “impropriedades constitucionais e técnicas”. Uma delas, segundo a Abia, é de que alimentos e bebidas não alcoólicas não integram a lista de produtos que devem ter advertência definida pela Constituição Federal – que inclui, tabaco, remédios e agrotóxicos.

De acordo com a associação, a agência extrapolou suas competências ao editar a resolução, pois a publicidade deve ser regulamentada por força de lei federal. A associação considera as novas regras ineficazes, pois não irão inibir o consumo excessivo de alimentos que tragam riscos à saúde, já “que é muito mais reflexo dos hábitos alimentares da população do que da composição dos produtos industrializados”.

“Com esse ato inócuo e unilateral, a Anvisa compromete, em certa medida, o diálogo estabelecido entre o setor de alimentos e o governo para a busca de ações conjuntas em prol do consumidor e da sociedade”, afirma a Abia, que representa mais de 70% do setor.

A nova resolução da Anvisa, publicada no dia 29/6, prevê que as empresas de alimentos e bebidas, agências de publicidade e veículos de comunicação deverão apresentar alertas nas propagandas sobre os riscos à saúde do consumo excessivo de produtos com grande quantidade de açúcar, gordura saturada ou trans e sódio.

Os fabricantes têm seis meses para se adequar às novas regras. Quem descumprir as exigências sofrerá sanções – desde notificação, interdição a pagamento de multa, que poderá variar de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.

Publicado pelo EcoDebate, em 01/07/2010

terça-feira, 22 de junho de 2010

Gurizada vegetariana


Para quem não conhece o termo "gurizada", que é muito usado aqui no sul do país, é o mesmo que "criançada", ok?

Muitas famílias estão optando pelo vegetarianismo e percebo que o maior problema em manter essa dieta (e estilo de vida) é criar cardápios interessantes e que tenham todos os nutrientes necessários. Os maiores "problemas" são com a proteína, o cálcio, o ferro e a malfadada B12, que virou uma pedra no sapato de quem não quer alimentar-se de animais.

Como informa o título, essa etiqueta será reservada à alimentação das crianças, com receitas e dicas relacionadas à elas.



Até os 6 meses de idade, bebês devem alimentar-se única e exclusivamente de leite materno. Essa é uma prescrição atualíssima, já que antigamente era estimulado o aleitamento artificial e ofereciam suquinhos e frutas aos 4 meses de idade!
Para as mães que realmente não conseguem amamentar (tais casos deveriam ser raros, o que existe por aí é falta de informação, de persistência, paciência e de apoio e excesso de medo e vaidade - as reais causas que levam mães a não conseguirem amamentar seus filhotes), apresenta-se a alternativa dos "leites vegetais", semelhantes aos consumidos pelos adultos, mas com diferentes dosagens e composição.
Excluo desta lista o "leite de soja", tanto o feito em casa quanto o industrializado e quem quiser saber, detalhadamente, as razões, poderá ler alguns artigos (entre inúmeros publicados com esse enfoque):

O leite de soja é saudável para o bebê?
http://www.taps.org.br/Paginas/violartigo04.html

Alerta sobre a soja:
http://www.taps.org.br/Paginas/alimartipri07.html

O leite é prejudicial?
http://www.taps.org.br/Paginas/alimartioa02.html

O leite de soja, o leite desastroso:
http://www.umaoutravisao.com.br/artigos/soja/leitedesoja.htm

Sobre fórmulas infantis:

“As fórmulas infantis comerciais são misturas industriais compostas com leite ou farinha de soja produzidas em processos que utilizam altas temperaturas. Tal procedimento desnatura as proteínas e adiciona muitos carcinógenos. As fórmulas lácteas causam freqüentemente alergias enquanto as fórmulas baseadas em soja contêm ácido fítico, um bloqueador mineral, além de inibidores de crescimento e formas vegetais de combinações de estrogênios (fitoestrógenos) que podem ter efeitos adversos no desenvolvimento hormonal na criança. Fórmulas baseadas em soja também são destituídas de colesterol, altamente necessário para o desenvolvimento do cérebro e sistema nervoso.” (Alimentando os bebês/Mary Enig & Sally Fallon)




Ao completar 6 meses, iniciamos a introdução dos legumes, verduras, cereais, leguminosas, frutas, sementes e castanhas, que deve ser gradativa e cuidadosa.
Duas questões básicas: cada novo alimento deve ser oferecido individualmente e esperamos alguns dias para observar a reação da criança a ele. Depois que forem devidamente testados, podem ser preparados juntos, na forma das clássicas "papinhas", já que o bebê ainda não tem dentinhos para triturar os alimentos. Assim que ela já puder mastigar, não deixe o alimento tão cremoso, devem ficar alguns pedacinhos de vegetais para que ele comece a exercer a mastigação. Se você permanecer oferecendo a comida desmanchada e peneirada, ele só vai aceitá-la dessa forma, vai reclamar dos "pedacinhos" e é um dos motivos do início daquela tortura chamada "meu filho não quer comer nadaaaaa!".

Como os alimentos integrais e os vegetais em geral contém muitas fibras, devemos ter cuidado com elas na alimentação infantil, para que o excesso não cause transtornos no aparelho digestório. Por exemplo, o arroz integral é um alimento maravilhoso, mas deve ser dado em pequenas porções à criança, assim como a aveia. O excesso de fibras também prejudica a absorção de nutrientes.

O cálcio e o ferro podem ser absorvidos plenamente na dieta vegetariana e há dois posts para consultar sobre as melhores fontes, as doses diárias e dicas sobre combinações de nutrientes:

Fontes de ferro na alimentação:
http://cozinhanatureba.blogspot.com/2009/02/fontes-de-ferro-na-alimentacao.html

Fontes de cálcio na alimentação:
http://cozinhanatureba.blogspot.com/2009/02/fontes-de-calcio-na-alimentacao.html

O mais importante na montagem de um cardápio vegetariano saudável é a presença de todos os nutrientes necessários e a variedade de alimentos: ser vegetariano não significa que sua alimentação vá ser um tédio, como muitos onívoros pensam: “ah, vocês só comem salada...” E para a criança, em especial, é importante que ela aprecie o que come, pois é um mundo desconhecido que se abre para ela, antes acostumada só com o seio a mamãe.
Não esquecer que a criança necessita de menores quantidades, assim, os ingredientes que entram numa receita sempre serão em menor quantidade daqueles que são utilizados para o consumo adulto. Observar também combinações alimentares, já que muitas vezes a união de dois alimentos pode ser desastrosa, causando cólicas, gases, diarréia ou prisão de ventre.

Depois desses comentários gerais e levando em conta a entrada da criança na fase do desmame (o leite materno é indicado até os dois anos de idade, mas já não será o principal alimento), vamos às receitas, que serão colocadas observando as faixas etárias, conforme nossa gurizada cresce e aparece!



Aqui, algumas considerações sobre alimentação infantil, baseadas na minha experiência no contato com muitas crianças.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Maus hábitos de berço


Esse é o título de uma matéria publicada na Folha de SP de 18/02/10, no Caderno Equilíbrio.

Informação que assusta: estudo brasileiro aponta que bebês de quatro meses comem lasanha congelada, salgadinhos e bolacha recheda - dá para acreditar?

Estudo inédito da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), tal documento será publicado no "Jornal de Pediatria" - ele mostra que a família brasileira está oferecendo alimentos cheios de gordura, açúcar, sal, corante e outros aditivos alimentares para bebês com quatro meses de idade.

Participaram do estudo 179 crianças, entre quatro e 12 meses, de famílias das classes A, B e C de São Paulo, Curitiba e Recife.
O objetivo era saber o que elas comiam durante sete dias. As mães foram orientadas a anotar tudo numa planilha.
No meio da papelada, apareceram lasanha pré-pronta congelada, macarrão instantâneo, refrigerante, salgadinho tipo batata chips, chocolate, suco artificial e muita bolacha recheada. Os bebês também bebem muito leite de vaca.

Como esperar que as crianças não estejam sempre doentes ou, provavelmente, obesas?

Nenhum dos alimentos citados acima deve entrar na alimentação dos bebês de até um ano de idade, por terem baixo valor nutricional (engordam, mas não nutrem), serem ricos em gordura (inclusive trans), açúcar e sal. No caso do leite de vaca, por ser inadequado.

Penso que tais alimentos não deveriam fazer parte da dieta de crianças ou de adultos.

Outra constatação do estudo: os maus hábitos alimentares são generalizados.
"Bebês dos três extratos socioeconômicos das cidades pesquisadas comem muito mal", diz Roseli Sarni, presidente do Departamento Científico de Nutrologia da SBP e uma das autoras.
"A alimentação da criança é reflexo da alimentação da família. Se a família tem hábitos não saudáveis, como o alto consumo de sódio (do macarrão instantâneo), de carboidratos simples (balas e doces) e de gorduras, a criança também terá".
"A falta de educação alimentar e nutricional aliada às práticas de marketing faz com que os pais se percam na hora da escolha alimentar". A pediatra defende a adoção de políticas de educação nutricional e uma rigorosa legislação sobre a produção de alimentos para a mudança do panorama.
Além da falta de educação alimentar, de ler e não entender os rótulos, Sarni suspeita que outro fator contribui para a má qualidade da comida infantil: os pais não sabem cozinhar.

Incluiria que, além de não saber, também muitos não têm interesse em aprender; é muito mais fácil comprar comida pronta, atirar no microondas ou já trazer tudo pronto dentro de saquinhos, caixinhas e latas - parece que tempo dispendido na cozinha, é tempo perdido!

O estudo em números

Consumo dos bebês de 4 a 6 meses

38,5% comem bolacha, principalmente as com recheio
20% comem alimentos semiprontos, como as lasanhas congeladas
12,3% comem macarrão instantâneo
1,5% comem doces, como balas e chocolate
1,5% bebe suco artificial

Consumo alimentar dos bebês com mais de 6 meses

29,7% comem alimentos semiprontos, como as lasanhas congeladas
26% comem doces, balas e chocolate
16,2% comem macarrão instatâneo pelo menos duas vezes na semana
9% bebem refrigerantes
5,4% comem embutidos (linguiça, salsicha)

Especialistas esclarecem as 20 principais dúvidas sobre o cardápio infantil



Não vou colocar aqui todas elas, sendo que algumas envolvem o consumo de carne e o blog é vegetariano (assim como a comunidade Mães Natureza, que criei e modero no orkut) - não pretendo estimular o consumo de produtos animais.

Eis algumas bem úteis, principalmente para os pais de primeira viagem:


P - Posso usar sal?
R - Nunca. Os alimentos já contém sódio que supre as necessidades diárias do bebê até um ano de idade. "Pode colocar esta resposta em letras bem grandes no jornal, porque é muito difícil convencer mães, cozinheiras, babás e avós a evitar o sal na papinha, pois os brasileiros gostam de comida salgada", diz Mauro Toporovski, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.

Bravo! A Macrobiótica diz que não se usa sal na comida das crianças no primeiro ano de vida, já que ele "contrai", isto é, evita a expansão e é nesse período, justamente, que a criança obtém seu maior desenvolvimento.

P - Quais temperos podem ser incluídos?
R - Salsa e cebolinha, cebola e um fiapo de alho.

P - Posso colocar óleo?
R - Sim. Um fio de óleo vegetal, que não contém colesterol, quando a papa está pronta.
"Em geral, quando se faz um refogado, a queima do óleo produz uma substância que é irritante para a mucosa gástrica (a parte interna do estômago) para os adultos e, em particular, para os bebês", explica a nutricionista Tânia Rodrigues, diretora da RG Nutri, de São Paulo.

Bravo, novamente!

P - O que é proibido?
R - Temperos prontos, em tabletes ou pó. Atenção com espinafre, beterraba, rabanete e erva-doce. "Quando esses alimentos são reaquecidos, os nitartos presentes neles são convertidos em nitritos e nitrosaminas, substãncias carcinogênicas", diz Roseli Sarni.

Ponto para comida crua e fresca! Reaquecer alimentos?


P - Quais são as sobremesas mais indicadas para os bebês?

R - Os purês de frutas cozidas sem açúcar, como de maçã. Também pode-se oferecer salada ou sorvete de frutas sem açúcar e feitos em casa. "Se quiser variar a sobremesa, mude a forma de preparo ou a apresentação da fruta", diz Roseli Sarni.

Maravilha! Apenas não concordo com a ingestão de frutas e doces depois da refeição - elas deveriam ser oferecidas em lanches, nos intervalos das refeições.

P - Por que dar apenas frutas de sobremesa?
R - Porque é a sobremesa ideal para atingir as porções necessárias para serem ingeridas num dia. Melhor ainda que sejam frutas ricas em vitamina C, como a laranja, para ajudar na absorção de ferro. Além disso, elas estimulam a mastigação e o bom funcionamento intestinal. Roseli Sarni explica que nesse período o paladar infantil está sendo moldado e, se a criança comer mais alimentos doces do que os de qualquer outro sabor, pode criar um padrão e aceitar apenas comidas doces. Ou seja, quando a criança tiver de comer "os verdes" será um problema, porque o paladar dela prefere bolo, bala e bolacha recheada.

Concordo inteiramente que o paladar é educado! Mas ainda penso que as frutas devem ser oferecidas longe das refeições. A sugestão de ingerir uma fonte de vitamina C para ajudar na absorção de ferro é especialmente dirigida aos vegetarianos, que consomem o ferro não-heme (proveniente de vegetais). Para quem come carne, a indicação não é imprescindível.

P - Não posso dar bolacha recheada?
R - Nunca antes de a criança completar dois anos. Segundo Tânia Rodrigues, dar alimentos saudáveis favorece o bom funcionamento do sistema gastrointestinal, a aceitação de sabores salgados, amrgos e azedos. E esse tipo de bolacha costuma ser "recheado" de açúcar e gordura.

Podem me chamar de radical, mas bolachinhas recheadas feitas pela "mamãe indústria alimentícia" poderiam ser extintas da face da Terra...

P - Bebês podem comer gelatina artificial?
R - Não, porque são alimentos extremamente ricos em açúcar refinado, corantes ou conservantes e edulcorantes. "Gelatinas não são recomendadas em uma alimentação saudável", afirma Roseli Sarni.

Vivaaaa! Até que enfim "a palavra oficial" está informando a verdade - quem não deve estar gostando nada disso, são os fabricantes de todo esses "alimentos" contestados!

P - Pode-se oferecer água ou suco para o bebê após a papinha?

R - "Nas fases iniciais de introdução da alimentação complementar, antes da plena aceitação, recomenda-se leite materno", explica Roseli Sarni. Quando o aleitamento materno exclusivo termina, o bebê que já se acostumou com a papa, pode beber água nos intervalos das refeições e nos dias quentes.

P - Por que manter a oferta de leite materno após a papinha?
R - Segundo Sarni, além de ser um alimento completo, há estudos mostrando que o leite materno protege o bebê de reações alérgicas à comida nesse período de transição. "Mas isso é controverso, pois há documentos indicando que o leite materno não teria esse efeito protetor". A oferta do leite materno após a papa ocorrerá por um curto período de tempo, até o bebê se acostumar à refeição.

Já que é controverso - nada ficou provado em contrário ou a favor - fico com o consumo do leite materno sempre! Minha filha caçula mamou até os dois anos de idade e adorava o leite, mesmo gostando de todos os outros alimentos oferecidos.

Fico satisfeita quando tanta informação de qualidade é assim veiculada - tomara aconteçam muitas mudanças e que, enfim, os pais despertem para a importância da alimentação para os pequenos seres humanos - nossos bebês! Acredito que a indústria alimentícia esteja desgostosa com as declarações, pois seus produtos foram desqualificados - qual será a reação? Estou curiosa... será que farão como no caso dos refrigerantes, onde decidiram adicionar vitaminas e minerais para torná-los mais "saudáveis"?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O valor dos alimentos crus na alimentação infantil

Hoje à tarde, entrei na Livaria Paulinas e saí de lá com mais um livro sobre alimentação - gosto muito das publicações comercializadas por ela, que além de didáticas, têm um preço bastante acessível, o que torna o acesso à informação bem mais próximo do bolso do consumidor.
O livro chama-se Cuidando da Vida de Crianças - usando recursos e terapias naturais - é um título que relaciona-se totalmente com minha maneira de pensar a respeito de "cuidar de crianças"! Escrito por 4 autores (Pe. Paulo Wendling - dele já li o excelente Fica livre da tua doença - Maria Alice Tafuri Fachini, Altemir Berti e Rosaura Grizotti Berti, a publicação é da Editora Berthier, RS, 2008. Custa apenas 10 reais (o preço de uma revista).
O capítulo que mais me chamou a atenção é o que transcreverei abaixo, principalmente porque é uma questão pouco divulgada ou publicada: O Valor dos Alimentos Crus na Alimentação Infantil. Aproveitem e, se puderem, adquiram o livro, pois vale a pena absorver todo o seu conteúdo.

"Um crescente aumento de pesquisas nos últimos anos mostra que cuidar da saúde baseando-se na alimentação, o mais natural possível, é o melhor caminho para a vida com qualidade e longevidade.
E é na infância o tempo mais propício e determinante para uma vida presente e futura cheia de saúde.
Para isso, a alimentação deve ser composta, predominantemente, por alimentos vivos, mantenedores, equilibradores e geradores de vida.


É nos alimentos crus que encontramos as vitaminas, as enzimas e a energia vital necessárias para a manutenção e renovação da vida celular equilibrada em cada ser vivo.

Porém, é preciso prestar bem atenção: "Quando a importância das vitaminas foi descoberta no início do século 20, houve grande alarde no mundo científico. Em pouco tempo ficou conhecido que a saúde era prejudicada pela falta de vitaminas em alimentos cozidos e refinados. Porque essa propaganda? Porque era possível industrializar estas vitaminas e fazer um grande negócio!
Em 1940, o pesquisador norte-americano Edward Howell, analisando as enzimas, fez uma descoberta ainda maior: mostrou que as enzimas asseguram a vida em qualquer ser vivo. São as fontes de vida na alimentação. Entretanto, o mundo científico não fez alarde dessa descoberta extraordinária e não promoveu as enzimas como havia feito com as vitaminas.
Por quê? A explicação é simples: as enzimas só são encontradas em alimentos vivos, não cozidos. Não podem ser industrializadas.
Ora, se os doentes podem ser curados gratuitamente pela alimentação crua, quem teria interesse em divulgar isto?"
(RICHTER, Hildegard Bromberg. Um assassinato perfeitamente legal: nossa alimentação. Paulus. p.46)
As indústrias química, farmacêutica ou alimentícia, certamente não.
Alimentação crua como terapia não lhes seria nada lucrativo!

As enzimas são fermentos especiais que contêm a energia vital que dá origem à vida nas células. Elas dão a cada ser vivo, a cada espécie de planta e animal, sua característica própria, sua individualidade; constroem os órgãos e mantêm seu funcionamento. Não há divisão celular, crescimento e reprodução sem enzimas específicas.
Nosso organismo, porém, não consegue produzir sozinho todas as enzimas.
Como as vitaminas, diversas enzimas precisam ser obtidas através da alimentação viva.

E quanto mais enzimas (alimentos crus) a nossa alimentação contém, mais vida nova, mais células novas o corpo pode gerar. Isto significa energia, vitalidade, mais resistência, maior defesa contra doenças e bom funcionamento geral do organismo. Enzimas são uma das melhores descobertas para manter a saúde, proteger-se contra as doenças e até mesmo curar-se delas.

"A falta de alimentos crus e a consequente carência de enzimas prejudica a divisão celular. Nascem células defeituosas que acabam crescendo de maneira desordenada, produzindo úlceras, cânceres, tumores e miomas". (RICHTER, Hildegard Bromberg. Um assassinato perfeitamente legal: nossa alimentação. Paulus. p.49)
As doenças infecciosas, tão frequentes entre as crianças, só aparecem quando o sistema imunológico está enfraquecido por falta de substâncias vitais, ou seja, alimentação errada. Nós, pais, podemos poupar nossos filhos de muito sofrimento, de doenças infecciosas e de vacinas frequentemente prejudiciais, oferecendo-lhes alimentos vivos. As crianças gostam de alimentos crus. Na maioria das vezes, somos nós, os pais, que precisamos conhecer, mudar nossos hábitos alimentares e oferecer alimentos corretos para que nossos filhos e nós vivamos com mais saúde.

E não adianta nada prejudicar e enfraquecer a saúde das crianças com alimentos cozidos e industrializados e depois dar suplementos de vitaminas e minerais produzidos em laboratório. Pois esses não são bem aproveitados e ainda continua faltando em seu organismo a energia vital com as enzimas e todo o seu valor vitalizador, regenerador e equilibrador.

Outra orientação importante é iniciar cada refeição com uma boa quantidade de alimentos crus. Só assim evitamos a LEUCOCITOSE, que é o aumento transitório dos leucócitos no sangue, como se fosse o "exército de defesa". Este aumento de glóbulos brancos, que são nossas células de defesa, ocorre toda vez que a criança (e também adultos) ingerir alimentos cozidos ou industrializados sem precedê-los pelos crus.



O livro também enfatiza a riqueza dos sucos, usando plantas, hortaliças, germinados e frutas - feitos no liquidifcador, com pouca água, coados, sem uso de açúcar. Devem ser feitos e consumidos na hora, caso contrário perderão os nutrientes e oxidarão - por isso, nada de guardar na geladeira para beber mais tarde...

Algumas combinações sugeridas:

Cenoura, semente de girassol germinada e maçã
Castanha-do-pará com maçã
Broto de alfafa, maçã e salsa
Salsão e maçã
Mamão e ameixa seca
Beterraba com gengibre
Brócolis, couve, picão e gotas de limão
Inhame, pepino, folhas verdes e funcho
Abacaxi com menta (hortelã)
Folhas verdes, germinados, maçã e gotas de limão

Nota: Hildegard Bromberg Richter, citada no texto, é uma das fundadoras da TAPS (dirigida e mantida por ela até 2006). Para quem ainda não conhece, "a TAPS (Temas Atuais na Promoção da Saúde) foi fundada em 1982 por um grupo de profissionais de várias áreas, com o fim de promover a saúde integral
e a saúde da comunidade.
Através do website e das publicações, a Taps espera incentivar as pessoas a se libertarem da dependência exclusiva da medicina convencional e seus medicamentos - indispensáveis em situações de emergência, mas que nada faz para fortalecer o sistema imunológico.
É nosso desejo que a informação contida neste material incentive a todos por uma vida mais consciente, saudável, livre e mais harmônica.
As informações são fornecidas de maneira isenta,
sem preconceito e independente de influência política, religiosa ou do interesse de grupos."

Aqui o link da TAPS sobre alimentação:
http://www.taps.org.br/Paginas/Alimentacao.html
Sobre comer cru:
http://www.taps.org.br/Paginas/Comercru.html
E sobre vegetarianismo:
http://www.taps.org.br/Paginas/Vegetariano.html

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Comidas coloridas: o olhar atraindo o paladar



"Não quero comer"!


Qual a mãe que ainda não ouviu essa frase, provocativa e ditada pela teimosia infantil?
Uma idéia que pode ajudar a manter o interesse das crianças na comida de todo o dia, é inovar na apresentação, fazendo os alimentos terem formas divertidas, com cores vibrantes que só as produções da Natureza apresentam de forma tão espontânea.

Os japoneses têm o hábito de preparar marmitas para levar ao trabalho ou no lanche da escola. A “cultura da marmita”, tão enraizada no Japão, mostra agora uma nova tendência: marmitas decoradas, chamadas de kyaraben.
A palavra kyara vem do inglês character (personagem) e ben, vem do japonês e significa bentoo, que, em português, pode ser traduzido por marmita, lanche ou merenda.

Uma dona-de-casa japonesa, Mari Miyazawa, usa seu talento para preparar suas marmitas e tornou conhecido seu trabalho, após publicar várias fotos em seu blog. Outra japonesa, cujo pseudônimo é Kasumin, também investiu sua criatividade nas marmitas, publicando igualmente o resultado de sua produção num blog.

Segundo elas:

O que pensar na hora de preparar a comida?

1. Visual colorido
2. Praticidade na hora de comer3. Alimentos que não estragam facilmente4. Alimentos que as crianças gostam
5. Alimentos de rápido preparo

Kasumin e Mari estão mesmo famosas. Têm blog, ministram cursos, lançaram livros, dão entrevistas e estão sendo copiadas pela indústria da comida artística.
Aproveite o visual das comidinhas coloridas que elas criaram e inspire-se para criar o seu ou reproduzir, usando as cinco regrinhas acima.
Divirtam-se (as crianças podem ajudar a fazer as figuras, a escolher os ingredientes que mais gostam, enfim, opinar e participar)!