A cozinha é o lugar mais reconfortante da casa porque nele encontramos alimento para o corpo e para a alma. Deixe a Natureza entrar na sua e esqueça os produtos feitos pela indústria alimentícia em geral, que não coloca amor nesse ato nem está preocupada com a saúde do seu organismo e o de sua família!

Esse é um dos segredos de manter o bem-estar - não entregue essa função vital a terceiros - ponha a mão na massa, deixe a preguiça de lado e estabeleça como prioridade fazer a comida que vai mantê-lo longe das doenças!

domingo, 12 de julho de 2009

Óleo na cozinha


Com o avanço dos alimentos transgênicos, que, infelizmente, parece que vieram para ficar, mesmo não havendo estudos suficientes e conclusivos sobre eles e havendo muitos estudos comprovando sua interferência negativa sobre a Natureza, várias das opções que utilizava tiveram que ser reavaliadas e mudadas.

Uma delas é o óleo de cozinha.

O de soja, mesmo antes dela ter se tornado quase 100% transgênica em nosso país (alguns agricultores solitários ainda batalham pela soja convencional), já não usava, porque como informei em outro post, a soja não é aquela maravilha que querem nos empurrar goela abaixo - leiam em: http://cozinhanatureba.blogspot.com/2008/11/soja-um-mito-vegetariano.html.
Como estão plantando milho e algodão transgênicos, ambos os óleos também estão entrando nessa dança.
A canola não é uma criação da Natureza - se a energia divina nos entregou tantos alimentos (a diversidade biológica) - não sei porque iria me alimentar de uma planta frankenstein. Um pequeno texto sobre ela, retirado do site do Greenpeace:

A canola, ou "colza" em francês, também chamada "rapeseed" na Europa, foi deselvolvida em um dos programas de melhoramento genético do governo canadense nos anos 60, como alternativa para a produção de óleo vegetal.

Há duas 'subespécies' de canola, a argentina e a polonesa, também modificadas por melhoramento para seus ambientes de plantio.

No Canadá, a canola foi uma das primeiras culturas geneticamente modificadas (em 1998), basicamente para resistir a herbicidas (Roundup, Liberty Link e Clearfield), e aumentar a produção.

Por conta da facilidade de reprodução, com milhares de sementes produzidas por planta de canola, seu controle é muito difícil. Soma-se a isso o fato de ser resistente a herbicidas, o resultado foi que a maior parte da canola canadense hoje é transgênica. Além disso, a canola transgênica se tornou, ela mesma, uma "erva daninha" para produtores de outras culturas, pois se reproduz rapidamente e resiste a herbicidas.


O arroz está a um passo de cair na transgenia - em recente audiência pública, a maioria posicionou-se contra a entrada do arroz LL62 no nosso solo (mas acompanhando a trajetória dos alimentos transgênicos no Brasil, observamos que havia uma ferrenha oposição, principalmente do governo do estado do Rio Grande do Sul, mas foi só uma questão de tempo para que as multinacionais vencessem no cansaço e através do poder econômico - não esquecendo que uma das promessas de campanha de Lula era "Brasil Livre de Transgênicos"...). Ambientalistas, produtores e cientistas deixaram claro nessa reunião que a variedade geneticamente modificada não trará benefícios. Como disse, isso já ocorreu anteriormente, mas a Monsanto, a Bayer e outras empresas continuaram avançando incansavelmente. Creio que deveria haver maior manifestação do consumidor para que a oposição funcionasse, já que sem demanda não há produção - logo, se ninguém quisesse consumir trangênicos...

Se a rotulagem dos transgênicos, que já foi aprovada por lei, estivesse sendo posta em ação, poderíamos saber de quais marcas deveríamos fugir - mas como isso ainda não está acontecendo (as leis são criadas mas não cumpridas), na dúvida, melhor não consumir nenhum desses óleos.

Então, restou (por enquanto) o óleo de girassol.
E descobri uma combinação excelente: girassol + oliva = Olivíssimo.
Não é muito barato, mas compensa pela mistura saudável e pelo sabor agradável.
Esse óleo uso para cozinhar (é aquecido) - o azeite de oliva, o óleo de linhaça, de coco, de semente de uva, de gergelim - crus, para não desperdiçar nadinha do seu potencial.

12 comentários:

AgriCabaz disse...

não conhecia essa combinação óleo de girassol + azeite = Olivíssimo

Não percebi se é voce que a faz em casa? em que quantidades?

Obrigado

Simone disse...

obrigada pela dica, Vera. Eu vivo tentando alternativas para fugir dos transgênicos mas parece que eles estão em todos os lugares. Não sabia isso da canola. Que medo! bjs

Vera Falcão disse...

Agri, até dá para fazer em casa, com 85% de óleo de girassol e 15% de azeite de oliva; mas esse a que me referi é uma marca de óleo composto de girassol e oliva, da Vale Fértil, empresa do Paraná (um dos poucos estados que ainda luta contra a transgenia) - é o que está na foto. Se vc quiser mais informações: www.valefertil.com.br

Vera Falcão disse...

Simone, infelizmente eles estão espalhando-se, até pelas próprias ações da Natureza, como o vento, os pássaros e as abelhas que fazem o transporte de sementes e pólen.
Mas ainda temos opções...

Camila disse...

Oi Vera :)
Entao voce usa o oleo de coco para cozinhar? Valeu pela dica com relacao ao de canola. Nao compro mais.
Take care and keep warm...

Vera Falcão disse...

Não, Camila, o de coco só uso cru; para cozinhar, ultimamente, tenho usado essa combinação de girassol e oliva, comercializada com a denominação de Olivíssimo - ou então, apenas o óleo de girassol.

bjs

Welsey disse...

Mas apenas para o conhecimento, se um produto tiver até 1% de tragenico não é um quantidade expressiva e a empresa não fica obrigada a colocar a informação no rotulo. então fique atento.

Vera Falcão disse...

Na verdade, qualquer percentual deveria ser considerado expressivo... geralmente, as listas do Greenpeace estão atualizadas - mas, acompanhando as notícias na mídia, vemos que a cada dia, um novo alimento entra para a transgenia: o milho, o algodão, o arroz (a um passo de)...

Raniera disse...

Oi Vera!Estou conhecendo o teu blog.
Sobre os óleos posso comentar que nem o girassol se escapa da trangenia, visto que a maioria dos cultivos é na Argentina e lá tudo é transgênico. Até onde se sabe, o arroz transgênico ainda não é produzido, em larga escala, pelo menos... Eu uso o óleo de arroz (marca Carreteiro, o único que se encontra) e óleo de oliva extra virgem, sempre tem algum em oferta nos mercados.
abração,
Raniera

Vera Falcão disse...

Oi, Raniera, obrigada pela visita! O óleo de girassol da Cocamar (Suavit) é produzido no Paraná. O azeite de oliva é imprescindível na alimentação, principalmente cru e gosto também do óleo de coco (bem caro, aliás).
Quanto à transgenia, vai chegar a um ponto que que ela vai tomar conta de qualquer plantação, já que é impossível controlar a disseminação das sementes pelos pássaros, abelhas ou o vento. Basta uma semente transgênica cair numa plantação convencional, para haver a contaminação. É uma questão de tempo, apenas... abraço!

Milhares de Cores disse...

Oi Vera! Bem legal teu blog! Eu procuro usar o mínimo de óleo possível na cozinha, por exemplo não uso óleo no preparo do arroz nem massas e outros. Só mesmo quando faço vegburguers fritos! Sei que o óleo de soja da marca Líder é de soja tradicional. Valeu a dica do óleo da Vale Fértil! bj! Bia Martins

Vera Falcão disse...

Bia, é possível cozinhar com o mínimo de óleo; é mais uma questão de mudar hábitos, pois, tradicionalmente, as pessoas usam muita gordura e muito sal nas preparações culinárias.

Bjo e volte!