A cozinha é o lugar mais reconfortante da casa porque nele encontramos alimento para o corpo e para a alma. Deixe a Natureza entrar na sua e esqueça os produtos feitos pela indústria alimentícia em geral, que não coloca amor nesse ato nem está preocupada com a saúde do seu organismo e o de sua família!

Esse é um dos segredos de manter o bem-estar - não entregue essa função vital a terceiros - ponha a mão na massa, deixe a preguiça de lado e estabeleça como prioridade fazer a comida que vai mantê-lo longe das doenças!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Sexta-feira da Paixão


Amigo (a)  vegetariano (a), hoje é dia, no mundo cristão, de comer peixe, segundo a tradição religiosa!
Se você está sentindo-se "como um peixe fora d'água", vendo todos à sua volta degustando frutos do mar, não desanime, respire fundo, arregace as mangas e vá para a cozinha preparar essa deliciosa Bacalhoada Vegetariana!

Ah! Pode acompanhar a bacalhoada com um cálice de vinho tinto... mas um só, porque a tradição reza que hoje é dia de penitência... aliás, esse é o motivo pelo qual não seria recomendado comer carne vermelha nessa data, porque a refeição deve ser simples e frugal.
Nossa receita atende, perfeitamente, aos requisitos e evita a crueldade com os animais - já assistiram ao sofrimento pelo qual passa um peixe desde sua retirada da água até o momento da morte?

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Leonardo da Vinci - um vegetariano genial


"Criado pelos avós paternos, o menino viveu na propriedade do seu avô, Antonio, que levava uma vida confortável, mas estava longe de ser um senhor de terras poderoso. A pequena propriedade da família era ocupada, em sua maior parte, pelo cultivo de trigo e azeitonas. Mas, provavelmente, havia espaço também para uma horta e para a criação de animais de pequeno porte. À mesa, o que mais diferenciava os Vinci dos camponeses mais humildes não era o tipo de alimento, mas sua quantidade, qualidade e variedade, pois a dieta de todos se baseava essencialmente em produtos da região. O pão, as sopas e a polenta formavam a base da alimentação. A eles se juntavam outros ingredientes, principalmente as carnes. A dieta era complementada por legumes e outros vegetais plantados nas hortas (sobre as quais os senhores da terra não costumavam cobrar taxas, tendo, por isso, enorme importância na cozinha dos camponeses). Comia-se muita fava, mas também feijões, grão-de-bico e ervilha. Com  o pão, bastante alho, cebolas, alho-poró e nabos. Da natureza, extraía-se, também, produtos importantes para a complementação das refeições, com maior destaque para a castanha.
As carnes, nessa época, começavam a se tornar raras, sendo substituídas gradativamente, a partir do início do segundo milênio, pelo pão de trigo. Eram cada vez mais escassas as terras comuns onde se pudesse obter caça e criar animais em semi-liberdade. Com certeza seu consumo, apesar de ainda ser importante, foi muito reduzido ao longo da Idade Média. Mas nas pequenas propriedades rurais criavam-se cabritos, cordeiros, aves, bois e porcos e, eventualmente, ainda havia alguma caça para complementar as refeições. Comia-se também, peixe (com mais frequência  durante períodos de penitência, como a Quaresma) e, ainda, algumas frutas. Não se pode esquecer do queijo de cabra ou de ovelha, principal laticínio de conservação do leite.
E, evidentemente, ainda mais se tratando da Itália, do vinho, normalmente bebido misturado com água. É bom notar que os produtos de melhor qualidade, nessa época, já não chegavam às mesas mais pobres, ficando reservados para a comercialização. Essa dieta básica mudava em dias especiais, devido aos jejuns religiosos e à fartura dos banquetes e festins em comemoração a algum evento especial. 
Leonardo passou toda a sua infância nesse ambiente, onde tomou gosto por sabores e ingredientes normalmente ausentes das mesas nobres. Um gosto peculiar que, provavelmente, fez com que ele se tornasse um dos primeiros vegetarianos da história, em uma sociedade que tinha na carne um símbolo de status. (...) Evidentemente, Leonardo, um adolescente, não desfrutava dos luxos da mesa dos grandes senhores. A comida era um símbolo de posição social e se sua mesa não era simples como a dos cidadãos menos favorecidos, tampouco exibia o fausto dos grandes banquetes. Quanto mais baixa a posição social, mais o pão representava parte importante do regime alimentar. Outra coisa que diferenciava a mesa dos pobres e dos ricos era a qualidade, ficando sempre os melhores produtos para os mais afortunados.
A comida era uma forte expressão de hierarquia. Em uma refeição, era normal que se servissem pratos diferentes, reservando os melhores e mais variados aos comensais de mais alta posição social. A localização à mesa também era importante. Quanto mais perto do Senhor, mais status. Cada classe  social tinha alimentos apropriados a ela, e se a avareza na mesa era malvista, a ostentação excessiva de riqueza era igualmente condenável. Uma classe não devia comer alimentos apropriados à outra, com risco da própria saúde.
Havia verdadeiro código que definia a natureza dos alimentos, se nobres ou vulgares. Essa regra seguia uma analogia de mundo da época, uma analogia natural ao universo criado por Deus. Nessa cadeia, tudo estava ligado a um plano mais grandioso que impunha uma ordem particular à natureza. Essa grande cadeia do ser baseava-se nos 4 elementos: fogo, ar, água e terra. Os primeiros, mais próximcos de Deus e, por isso, mais nobres. Na categoraia fogo estavam salamandras e a fênix. No ar, águias, pássaros canoros, galos e frangos, patos, gansos e aves aquáticas, vitelo, carneiro e porco. Na água, golfinhos, baleias, peixes, crustáceos, moluscos e esponjas. Na terra, árvores, arbustos, ervas, raízes e bulbos. Cada alimento mais nobre do que o diretamente inferior a ele. Isso explica a preferência dos senhores pelas carnes e o correspondente desprezo aos vegetais, que tanto incomodava Leonardo.
(...) Na oficina de Verocchio, Leonardo, provavelmente, ajudava na cozinha, onde desenvolveu habilidades que o levaram a trabalhar no fogão de algumas tabernas. Chegou mesmo a abrir um estabelecimento com o amigo Sandro Botticelli. Um fracasso comercial. Com o alto prestígio da carne nas cidades, as refeições com muitos vegetais feitas por da Vinci, nas quais algumas folhinhas eram dispostas com cuidado sobre um prato, não fizeram muito sucesso entre carnívoros contumazes. (...) Leonardo, que em Florença teve seus primeiros contatos com o fausto das mesas nobres, foi viver em Milão, no final do sécuilo XV, na corte de Ludovico Sforza, governante da poderosa cidade italiana e seu protetor. Trabalhou como músico, inventor de armas e artista, mas seus conhecimentos culinários e sua habilidade em criar mecanismos para o entretenimento das pessoas da corte lhe proporcionaram uma posição especial: mestre de banquetes. Leonardo não apenas inventava utensílios para as cozinhas de Ludovico, mas coordenava os eventos pantagruélicos, símbolo do poder dos Sforza. Na verdade, não tinha muita influência sobre os pratos servidos, pois, apesar de suas preferências vegetarianas, era preciso servir carne, muita carne, nesses banquetes. Aves de vários tipos, carnes, peixes e tudo o mais que se pudesse encontrar nos mercados da época. Com certeza, muitas especiarias preciosas estavam na mesa de Ludovico. Um item caro não usado, como se pensa, para esconder o sabor de carnes em decomposição. Afinal, só as melhores carnes chegavam às mesas nobres.
Na época de Leonardo, considerava-se a digestão como um processo de cozimento provocado pelo calor do corpo, que cozinhava o alimento no estômago. Pimentas e outras especiarias, ao aumentarem o calor corporal, auxiliariam esse processo. Na mesa de Ludovico Sforza havia  variedade, quantidade e qualidade. Algo que não agradava muito Leonardo que, em sua casa, preferia vegetais e legumes preparados por Battista, sua cozinheira. Claro que nem sempre era dia de banquete. E a cozinha do dia-a-dia da nobreza baseava-se em ingredientes de qualidade em pratos aos quais a burguesia também tinha acesso.
(...) A bebida, evidentemente, era o vinho, apreciado em todas a s classes sociais. Os mais ricos bebiam um produto de melhor qualidade e de graduação alcoólica mais forte. Por isso, misturavam com água. Os mais pobres ficavam com um vinho mais leve, jovem, e também o misturavam à água. Mas por outros motivos. Como a água da época era altamente contaminada, seu consumo era frequente fonte de doenças. Misturá-la ao vinho era uma boa maneira de purificá-la.
Nesse cenário viveu, comeu e bebeu Leonardo. Um homem que também na mesa estava anos à frente de seu tempo. Vegetariano cinco séculos antes disso tornar-se moda; precursor de uma culinária moderna, onde o aspecto e o sabor dos alimentos devem ser preservados e valorizados; inventor de objetos que hoje são absolutamente corriqueiros, como guardanapos e tampas de panela; mestre de banquetes; cozinheiro; dono de restaurante... Um gênio que, além disso tudo, via na comida um papel fundamental, não apenas por seu sabor, mas como fonte de saúde. Um conceito que, hoje em dia, ganha cada vez mais força. E que ele, como em muitas outras áreas, antecipou há centenas e centenas de anos."

Trechos pinçados do livro Os cadernos de cozinha de Leonardo da Vinci (Codex Romanoff) - Rio de Janeiro: Record, 2002 - "Desde que foi trazido à luz, o Codex Romanoff, com anotações culinárias de Leonardo da Vinci sempre teve sua autenticidade contestada. O Museu Hermitage, onde estariam guardados esses originais do mestre italizano, nega a existência do documento, do qual existe apenas uma cópia. (...) É fato que da Vinci deixou milhares de páginas com anotações do próprio punho espalhadas pelo mundo após sua morte. É fato, também, que ele trabalhou tanto em cozinhas de tabernas quanto como mestre de banquetes em Milão, e criou algumas máquinas culinárias. E tinha, com certeza, os conhecimentos para escrever essas observações, permeadas de fatos e personagens históricos com os quais ele comprovadamente conviveu. Os muitos indícios apontam para a autenticidade dessas notas. Mais que um original do mestre renascentista, uma boa amostra do que se comia nas mesas italianas no final do século XV."

Fascinante leitura, tanto para vegetarianos como para onívoros: a maioria das receitas contém carnes como ingrediente, já que, conforme escrito acima, os banquetes da nobreza a colocavam em posição importante... mas há muita informação curiosa e interessante sobre os hábitos da época e alguns pratos executados exclusivamente com vegetais - saboreie dois pequenos textos da obra:

Sobre as exigências de uma cozinha: Em primeiro lugar, é necessária uma fonte de calor constante, e, depois, um abastecimento permanente de água fervente. Um chão sempre limpo. Ferramentas para cortar, descascar, fatiar e moer. Também um artefato que afaste os cheiros e fedores de sua cozinha para obter um ambiente agradável e livre de fumaças. E, depois, música, já que os homens ficam mais felizes e trabalham melhor com música. Finalmente, um artefato para livrar os barris de água das rãs.

Sobre as ervas: Se as vacas comem apenas ervas e as ovelhas o mesmo e sobrevivem, e eu como vacas e ovelhas para não cair doente... Por que não poderíamos todos comer ervas? Salai será de ajuda para prosseguir com esta questão. (Salai era um jovem protegido de Leonardo. Para muitos, seu amante. Era usado como cobaia para diversos experimentos de Leonardo. Por exemplo, Leonardo experimentou com Salai uma dieta de troncos e chegou à conclusão de que o único comestível era o da palmeira, o palmito.)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sorvete com leite materno


Achou a ideia estranha ou meio nojenta? Ou talvez, absurda?

Pois muita gente comeu com gosto essa novidade, em sorveteria londrina... apesar disso, as autoridades sanitárias suspenderam a venda "até que sejam concluídos testes para determinar a adequação do alimento ao consumo humano." Engraçado que para tomar leite de um animal não há problemas, mas para tomar o leite da própria espécie...
"Se não for feita de maneira controlada, a venda de alimentos produzidos com os fluidos corporais de outra pessoa pode levar à transmissão de vírus e, nesse caso, hepatite", dizem os ingleses.

Na verdade, o leite materno usado na produção desse sorvete era pasteurizado, processo que já altera o original.
Então, mamães que amamentam, podem experimentar seu leite (não pasteurizado) para fazer um sorvete ou musse deliciosos - sigam as receitas de sorvetes naturais aqui do blog, substituindo os leites vegetais! Para o sorvete, menos leite - para a musse, maior quantidade de LM.

Encontre aqui as receitas de sorvete natureba!

E aqui a matéria sobre o sorvete polêmico!

Mamães que ousarem, por gentileza, partilhem a experiência conosco!

domingo, 3 de abril de 2011

Alimentação equilibrada para as crianças


Logo depois de comentar o artigo da mãe que criticou a opção da sua filha vegetariana, li sobre a decisão judicial de um caso que criou polêmica em 2008: um bebê de 11 meses, filho de pais vegetarianos, que morreu de desnutrição porque era alimentado somente com leite materno.

Prato cheio para os detratores do vegetarianismo!

Mas é preciso ficar bem atento sobre a causa da morte: o óbito não foi devido à dieta vegetariana mas à falta de alimentação, já que nessa idade a criança precisa consumir outros alimentos além do LM (sejam vegetais ou carne, só o leite não faz a criança ganhar peso e desenvolver-se).
Enfatizamos novamente a necessidade dos pais estarem bem informados sobre como alimentar seus filhos para que sejam saudáveis e se não tiverem habilidade para tal, que contratem um profissional. Não tendo possibilidade de fazê-lo, pesquisem e estudem, existe um farto material para aprendizado: livros, revistas, videos, sites e blogs especializados.

Além se serem vegetarianos, os pais dessa criança também usavam métodos alternativos de cura - querem mais algum motivo para o sistema colocá-los (e seus métodos, principalmente) na fogueira? Penso que eram cheios de boas intenções, mas despreparados para colocá-las em prática.
Não se brinca com algo tão importante como a vida de uma criança!

Para saber mais sobre o caso.

Muito importante esse trecho da matéria:

"Não estamos aqui para fazer um julgamento sobre um modo de vida diferente, mas para decidir se este homem e esta mulher cometeram uma falha nos cuidados que causaram a morte de sua filha", declarou a representante Anne-Laure Sandretto. "Estamos aqui para dizer que no século XXI, uma criança não pode morrer de fome sem que seus pais reajam em momento algum", acrescentou.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Seu filho quer ser vegetariano... e agora?


A Época publicou uma coluna denominada "Agora sou vegetariana", onde a autora discorre sobre sua postura quando sua filha "perto dos 11 anos, com um pé na infância e outro na pré-adolescência, resolveu radicalizar: “Mãe, agora sou vegetariana”.

Leia na íntegra.

Segue minha opinião sobre o artigo, obviamente como vegetariana informada e objetiva:

Vegetariano não come nenhum tipo de carne - fora isso, não use o rótulo, por favor!
Como a professora de Ciências da minha filha, que disse que falta proteína na alimentação dos vegetarianos e que devem comer carne branca...
Como uma "vegetariana" gaúcha que disse comer carne só aos fins-de-semana, porque "churrasco não é carne, é uma tradição"!
Como os pseudo-vegetarianos que dizem comer só peixe (peixe dá em árvore?).

Minha filha tem quase 12 anos, não come carne, não toma leite e é muito saudável, obrigada! O que costuma acontecer é que os pais são desinformados e não sabem criar uma dieta vegetariana equilibrada e que contenha todos os nutrientes: caem na cilada da soja e dos carboidratos! Se não tiverem competência, consultem uma nutricionista vegetariana, que certamente vai ajudá-los a manter seus filhos devidamente nutridos, sem abusar dos animais.

Esse tipo de texto, na minha visão, é um deboche e não respeita opções racionais de outras pessoas, trata-as como incompetentes e/ou desinformadas - nega a diversidade.
Sua filha já assistiu aos inúmeros vídeos que existem por aí mostrando matadouros, aviários, testes para produtos e outras atrocidades cometidas pelos humanos aos animais? Uma coisa é ver a carne temperada e cheirosa no prato e outra é conhecer de onde ela vem! Aliás, o cheiro e o sabor dos temperos encobrem o verdadeiro odor da carne crua...

Se você não quer desistir da carne, quer continuar sendo onívora, ok, é a sua escolha, vou respeitá-la e aceitar!
Mas não use argumentos baixos os falsos para tentar provar que o vegetarianismo é uma opção errada, que vai fazer mal ao organismo e impedir o crescimento de bebês e crianças - seja justo e aceite também a diferença!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Gatolândia

Gosto de gatos, são espertos, independentes, fofos, manhosos - eles acabam entrando na minha vida de um jeito ou outro!
Estou sempre pesquisando novas marcas de rações, comidinhas diferentes, novidades para bichanos, mas não havia aqui na cidade, nenhuma loja especializada em artigos pra esse pet.
Até que a Denise e a Taís resolveram inaugurar a Gatolândia, o paraíso dos miaus.
Fui até lá conhecer o espaço, que é pequeno mas muito bem dividido e aproveitado, cada cantinho é dedicado a uma especialidade. Elas não esqueceram o cantinho reservado ao "dono do gato", aquele fanático que gosta de tudo que tem relação com felinos! Vi camisetas, bolsas, louça e umas sacolas lindas, que são dadas ao consumidor a cada 300 reais em compras (que podem ser cumulativas).
Adorei o bebedouro que é uma fonte, já que os gatos adoram beber água corrente - essa aquisição já está na minha lista!
E como a  Denise é veterinária, ali também foi criado um consultório para atender seus cats, além de uma farmacinha.
Elas me informaram que se você descobrir algum produto novo ou difícil de encontrar e tiver interesse em adquiri-lo, basta entrar em contato que tentarão consegui-lo. Perguntei sobre rações vegetarianas, que ainda não encontrei no mercado e fiquei sabendo que logo elas chegarão à Gatolândia.

A Gatolândia fica na Av. Venâncio Aires, 500, em Porto Alegre/RS.
Mais informações e algumas fotos estão no blog da Denise, que foi a semente geradora da loja:
http://vivendonagatolandia.blogspot.com/2011/03/gatolandia-abre-suas-portas.html

Sucesso pra vocês, gurias!

Denise e Taís, proprietárias da Gatolândia

Muuuuuuuuu... dando!

As influências de Urano em Áries + Mercúrio na regência do ano já estão mexendo comigo e estou fazendo muitas mudanças no meu cotidiano, planejando, inventando, pintando o 7 e o 8 - logo, o blog não poderia ficar fora disso!
Acho que ficou mais clean e mais suave...
Coloquei a imagem da minha família no cabeçalho, maneira que encontrei para homenagear os seres que ficam mais próximos a mim e recebem um carinho especial - cozinha, filhos, netos, amigos, bichos, natureza, saúde, vida, morte e renascimento!
Aproveito para lembrar da minha querida mãe, que passou para outra dimensão há muito tempo atrás e me ensinou tanta coisa sobre alimentação, apesar de não ser vegetariana nem natureba, mas sendo uma pessoa extremamente amorosa que transmitia isso nos pratos que cozinhava para nós, diária e incansavelmente.

Mudanças à vista! Aproveitem a maré e caiam n'água!

sábado, 12 de março de 2011

Mungunzá

Assistindo a um documentário sobre a merenda escolar produzida em várias regiões brasileiras, me encantei com os pratos oferecidos no Pará! Fiquei salivando com a visão de uma enorme panela cheia de mungunzá e corri pra cozinha verificar se tinha todos os ingredientes.

O principal deles é a canjica, que precisa ficar de molho durante 12 horas. Deixei os grãos na água da noite para o dia e quando levantei pela manhã, estava ansiosa para me divertir à beira do fogão!



Ingredientes

250 g de canjica
1 copo de leite de coco
10 CS bem cheias de açúcar mascavo
1 cc de sal marinho
um pedaço de canela em pau
canela em pó a gosto

Como fazer

Como dito acima, deixar a canjica de molho por 12 horas. Lavar bem os grãos e desprezar a água do molho.

Levar ao fogo a canjica mais a canela em pau, com água suficiente para o cozimento. À medida que a mistura ferver, adicione mais água, se necessário. Quando os grãos estiverem bem macios, junte o leite de coco, o açúcar e o sal.

Deixe cozinhar mais um pouco, até que fique bem cremoso. Sirva quente, polvilhado
com canela.



A propósito: olhem só que delícia os outros pratos servidos nessa escola do Pará: mingau de tapioca, cuscuz de milho e açaí! Maravilha!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Você escuta seu corpo?


Hoje acordei sem saber o que estava com vontade de comer...
Parece uma frase muito existencial?
Pois saibam que a intuição, uma habilidade que temos (uns menos, uns mais) e não é aceita "cientificamente" (não há "provas concretas"), quando seguida, nos leva a escolher o melhor para nós.
Mas hoje, eu não estava escutando minha voz interior, que está sempre ali, emitindo sinais.
Estou passando por um período difícil, desanimada, com raiva e ressentimento no coração.  Sei que não deveria acalentar tais sentimentos, mas é difícil fazer com que desgrudem.
Abri a geladeira, portas de armários, espiei nas prateleiras e nada me agradava.
Até que encontrei um abacate e, automaticamente, senti seu sabor na minha boca.
Sim! Era ele que me deixaria mais animada, mas teria que ser uma preparação salgada.


Coloquei o abacate (pequeno, poderia comê-lo todo) numa tigela, amassei com um garfo (nada de liquidificador) e adicionei: uma colher de chá de molho de pimenta, sal marinho a gosto, sumo de um limão pequeno, meia cebola média bem picadinha, azeite de oliva (os metódicos, que hoje me perdoem, mas não sei a quantidade exata que usei, fui colocando até a guacamole ficar bem cremosa).
Lavei umas folhas de alface e de agrião e piquei uma cenoura em palitos.
Coloquei os vegetais num prato verde e a guacamole num bowl japonês onde estava escrito "esperança".
Parei para observar e perceber o resultado do meu trabalho.
Com exceção das cenouras cor-de-laranja (cor que traz vitalidade), todos os itens eram de coloração verde, a do chacra do coração: estou mesmo precisando de uma boa dose de energia positiva nesse órgão, que encontra-se muito machucado. E visualizar a palavra esperança na louça, ajudou a levantar o ânimo...
Muitos podem achar que tudo isso é uma "pilha de bobagens new-age", mas quando deixarem de ser céticos, soltarem as amarras e mergulharem em novas propostas, sentirão em si mesmos o que aqui relatei.


Meu desjejum estava maravilhoso, depois dele vim pra cá escrever e mais tarde continuei me entregando a tantas outras atividades que me dão prazer e me ajudam, diariamente, a crescer. Não sobrou espaço para tristeza ou  autocomiserção!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011