A cozinha é o lugar mais reconfortante da casa porque nele encontramos alimento para o corpo e para a alma. Deixe a Natureza entrar na sua e esqueça os produtos feitos pela indústria alimentícia em geral, que não coloca amor nesse ato nem está preocupada com a saúde do seu organismo e o de sua família!

Esse é um dos segredos de manter o bem-estar - não entregue essa função vital a terceiros - ponha a mão na massa, deixe a preguiça de lado e estabeleça como prioridade fazer a comida que vai mantê-lo longe das doenças!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Comidas coloridas: o olhar atraindo o paladar



"Não quero comer"!


Qual a mãe que ainda não ouviu essa frase, provocativa e ditada pela teimosia infantil?
Uma idéia que pode ajudar a manter o interesse das crianças na comida de todo o dia, é inovar na apresentação, fazendo os alimentos terem formas divertidas, com cores vibrantes que só as produções da Natureza apresentam de forma tão espontânea.

Os japoneses têm o hábito de preparar marmitas para levar ao trabalho ou no lanche da escola. A “cultura da marmita”, tão enraizada no Japão, mostra agora uma nova tendência: marmitas decoradas, chamadas de kyaraben.
A palavra kyara vem do inglês character (personagem) e ben, vem do japonês e significa bentoo, que, em português, pode ser traduzido por marmita, lanche ou merenda.

Uma dona-de-casa japonesa, Mari Miyazawa, usa seu talento para preparar suas marmitas e tornou conhecido seu trabalho, após publicar várias fotos em seu blog. Outra japonesa, cujo pseudônimo é Kasumin, também investiu sua criatividade nas marmitas, publicando igualmente o resultado de sua produção num blog.

Segundo elas:

O que pensar na hora de preparar a comida?

1. Visual colorido
2. Praticidade na hora de comer3. Alimentos que não estragam facilmente4. Alimentos que as crianças gostam
5. Alimentos de rápido preparo

Kasumin e Mari estão mesmo famosas. Têm blog, ministram cursos, lançaram livros, dão entrevistas e estão sendo copiadas pela indústria da comida artística.
Aproveite o visual das comidinhas coloridas que elas criaram e inspire-se para criar o seu ou reproduzir, usando as cinco regrinhas acima.
Divirtam-se (as crianças podem ajudar a fazer as figuras, a escolher os ingredientes que mais gostam, enfim, opinar e participar)!







Para acompanhar os dips



Apresentação criativa de legumes coloridos e variados para serem consumidos com dips; uma idéia que pode ser usada num lanche, numa festinha infantil, num coquetel ou até na lancheira das crianças.

Saudável, bela e natural sugestão!

4 maioneses



MAIONESE DE CARÁ
Descasque e cozinhe 300 gramas de cará e bata no liquidificador com meia xícara de água, um dente de alho, uma CS de azeite, uma de sumo de limão, uma colherinha de café de sal marinho e uma CS de sumo de azeitonas pretas (aperte-as no espremedor de alho): depois de bater, misture uma colher de chá de orégano.
Como variação: tire o alho e a azeitona e substitua por mostarda; o orégano pode ser trocado por folhinhas de hortelã.

MAIONESE DE BETERRABAS
Cozinhe 3 beterrabas no vapor, leve ao liquidificador com 2 CS de azeite, um dente de alho socado e uma colherinha de café de sal marinho. Bata até virar creme e acrescente uma colher de chá de tomilho.

MAIONESE DE TOFU

Para um bloco de tofu, meia xícara de molho vinagrete (3 partes de azeite de oliva para uma parte de limão ou vinagre, um pouquinho de sal marinho), meia xícara de água, uma colher de chá de mostarda, meia colher de chá de sal marinho. Liquidificador.
Para ficar mais consistente: misture um inhame cozido.
Ou ainda: pode substituir no todo ou em parte o tofu pelo inhame cozido e pronto, vira MAIONESE DE INHAME!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A dieta da pré-história

FONTE: Revista Época/29/11/2004

Movimento afirma que a espécie humana não se adaptou à descoberta do fogo e prega consumo exclusivo de comida crua

O fogo, domesticado pelos primeiros humanos há cerca de 120 mil anos, foi um dos fatores determinantes para que a espécie sobrevivesse à era glacial.
Sem o fogo, estaríamos extintos. Mas isso não impede que ele caia em desuso.
O último modismo gastronômico americano, o crudivorismo, ou raw food, prega uma dieta baseada no consumo exclusivo de frutas, castanhas, folhas, algas, cogumelos, grãos germinados e, eventualmente, mel.
Tudo cru, e de preferência orgânico.
A premissa é que o corpo humano só estaria adaptado a consumir os alimentos como a natureza os fornece, da mesma maneira que o fazem os animais. A afirmação não tem base científica, mas os participantes do movimento não se abalam com isso - segundo David Wolfe, o papa dessa corrente, as universidades não apóiam sua teoria ''porque ela contraria os interesses das grandes corporações''.

O movimento, que surgiu no início da década de 90, já fez o prato de celebridades hollywoodianas como a atriz Alicia Silverstone e o ator Woody Harrelson. Demi Moore atribui sua forma física à dieta crua (mais duas horas de malhação por dia), mas há suspeitas de que ela não é totalmente fiel ao receituário. Independentemente da badalação dos famosos, a gastronomia sofisticada e instigante inspirada na dieta radical é a mais efetiva publicidade do movimento. O restaurante Deloonix, de São Paulo, com inauguração marcada para janeiro, dedicará 40% do cardápio à comida crua. Os pratos brincam com as formas da comida convencional. A novidade está nos ingredientes e nas maneiras de processá-los - nada ultrapassa a temperatura de um dia quente de verão. Resulta em sabores inusitados.
Mas este deve ser só o começo: existem mais de 60 restaurantes de comida crua nos Estados Unidos e pelo menos cinco no Canadá. A Costa Rica abriga inúmeras oficinas e spas crudívoros. E o movimento já foi exportado para países da Europa, como Inglaterra, Holanda e Alemanha.

O guru David Wolfe, de 34 anos, declara estar longe do cozido há uma década.
''Só porque conseguimos mastigar algo e viver o suficiente para contar a história, não significa que estejamos consumindo a melhor comida'', ironiza. Wolfe tem seis livros sobre o assunto e comanda o site Nature's First Law (www.rawfood.com), que comercializa mais de 500 itens relacionados à nova dieta. Os crudívoros americanos sustentam que o ser humano só deve comer frutas, castanhas e folhas verdes. Os brasileiros complementam com grãos germinados.
''Crudivorismo é simplesmente a dieta eterna de todas as criaturas da Terra'', prega Wolfe. Provavelmente ele não liga para as evidências antropológicas. A partir das arcadas dentárias de nossos ancestrais e de restos encontrados em sítios arqueológicos, elas apontam para uma dieta variada, até com carne putrefata. Além disso, estudos mostram que vários alimentos ''naturais'' e ''orgânicos'' são tão perigosos quanto qualquer outro quando consumidos em excesso - brotos de bambu podem conter cianeto e já mataram muita gente, excesso de grão-de-bico causa até lesões neurológicas e soja pode provocar desequilíbrio hormonal em mulheres. Wolfe, que prega contra as ''grandes corporações'', afirma não saber se é ou não um homem rico. Mas diz que reinveste 70% do que ganha e doa 20% para sua ONG, a Fruit Tree Planting Foundation (Fundação Plantadora de Árvores Frutíferas), cujo objetivo é cultivar 18 bilhões delas pelo mundo.

Embarcar na nova prática não é tão natural quanto se prega. Para superar as dificuldades, surgiu a figura do raw-coach, espécie de treinador aos aspirantes do crudivorismo. O terapeuta Fernando Travi, praticante da dieta há cinco anos, assessora a mudança gradual dos interessados. Ele se refere à prática como Biogenia, uma ciência que, ao pé da letra, significa geração de vida. ''A decadência do homem começou com o uso do fogo'', afirma Travi. O ex-psicólogo recomenda que os vegetais sejam consumidos inteiros e que as refeições incluam, no máximo, três alimentos distintos. ''Com uma maçã e um punhado de amêndoas já temos um almoço.'' Concorda com os preceitos alimentares de David Wolfe, mas aconselha também leite fresco de vaca aos pacientes. Planeja para breve realizar oficinas de crudivorismo em uma fazenda na região de São Francisco Xavier, no interior de São Paulo. Será o primeiro spa cru.

No Rio de Janeiro, há até um grupo de estudos. O Biochip foi fundado por Ana Branco, professora do Departamento de Artes da PUC, que vive de vegetais crus há dez anos. A dieta já virou princípio artístico. A partir de extratos das frutas, sementes e hortaliças, Ana cria pigmentos para compor o visual dos pratos.
Inspirada na experiência de mudança alimentar, a médica Maria Luiza Nogueira, irmã de Ana Branco, criou na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) o projeto Terrapia, um campo de experimentação para as descobertas do Biochip. ''O crudivorismo, ou alimentação viva, trabalha com o conceito de energia vital'', afirma a médica. ''A dieta se baseia na Biofísica, que estuda as questões dos elétrons, dos fótons, dos campos eletromagnéticos. Você alimenta esse campo, não necessariamente a matéria'', explica. O Terrapia, fundado há sete anos, tem uma horta orgânica e um centro comunitário, aberto ao público. De segunda a sexta-feira, os interessados podem aprender a fazer suco de clorofila e preparar comida crua. Antes de comer, entoam um cântico indígena cujo refrão, ''biu-porã'', significa ''comida boa''.



Almôndegas de Quinoa Germinada


Ingredientes
1 xícara de aipo
1 xícara de quinoa germinada
1 xícara de nozes
1 xícara de linhaça dourada em pó
1/2 xícara de azeite
1/2 cebola
1/2 xícara de passas
1 CS de sal marinho
1/2 xícara água mineral

Como fazer

Bater tudo no processador e adicionar a linhaça em pó no final.

Formar bolinhas e colocar para desidratar em uma grelha sobre uma panela de barro a 38 graus.

Molho de cenoura:
1 pedacinho de gengibre
1 cenoura grande
1/4 xícara de castanha-de-caju crua (oito horas de molho)
1 xícara de linhaça dourada em pó

Molho de tomate:
1 xícara de tomate seco (duas horas de molho)
6 tâmaras
2 xícaras de tomate
1 pitada de sal marinho

Salada de rúcula com linhaça germinada, tâmaras e peras:
Lavar e higienizar um punhado de rúcula. Fazer um molho com tâmaras, limão e azeite. Acrescentar linhaça germinada. Enfeitar com tiras de pêra.

Montagem
Colocar o molho de cenoura no prato, depois a almôndega em cima e em seguida o molho de tomate. Ao lado colocar a salada de rúcula com linhaça.

"Agora comida tem vida própria"



FONTE: Revista Época/5/11/2007

O life food prega que os alimentos crus e, principalmente, os brotos têm mais energia vital. E são capazes de transmiti-la a quem os come.

A comida natural vem ganhando tantos adeptos que já não é possível falar de um movimento único.
A mais nova tendência a chegar ao Brasil é a comida viva.
Não, não se trata de comer ostras à beira da praia. Isso já faz sucesso no país há alguns anos, mas não atende aos requisitos de comida vegetariana.
A comida viva naturalista é uma variação do vegetarianismo. Usa principalmente os brotos e as sementes germinadas. Inclui frutas, verduras e legumes orgânicos e extremamente frescos. Parece o ápice da simplicidade. Mas, no mundo moderno, aderir a essa culinária não é nada simples. Para comer cru, ninguém pode ser apressado. Alguns pratos levam mais de 30 horas para ser preparados. Nada pode ser cozido. Alguns alimentos podem e devem ser aquecidos ou desidratados, mas nunca acima de 40 graus Celsius. Esses são os processos que mais demoram.

A comida viva, ou life food, como é chamada em Nova York, praticamente não difere da dieta crudivorista, ou raw food, como ficou famosa na Califórnia. Talvez a life food dê um pouquinho mais de ênfase às sementes germinadas. Hoje, nos Estados Unidos, existem vários restaurantes que levam um desses dois rótulos. No Brasil, o primeiro a se intitular de “comida viva” foi o Universo Orgânico. De um ano para cá, ele virou mania entre famosos e descolados do Rio de Janeiro.

A chef do restaurante, Tiana Rodrigues, que tem a melhor empadinha viva da cidade, começou a se envolver com a comida viva, ou crudivorismo, com o grupo da professora Ana Branco, que se reúne na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro para trocar informações e divulgar a idéia. Ela é uma das seguidoras de David Jubb, o pai da life food. A dieta adotada pelos adeptos da comida viva se baseia nas teorias do neurofisiologista australiano, dono do Jubb’s Longevity, um instituto/restaurante/mercadinho em Nova York.

Segundo Jubb, comer comida crua é mais saudável porque, quando o alimento é cozido acima de 40 graus, ele perde suas enzimas. Isso faria com que nosso corpo fosse obrigado a gastar nosso precioso estoque de enzimas, essenciais para nos manter vivos. Mais que isso, a germinação liberaria uma série de enzimas que tornariam a digestão ainda mais fácil. O médico diz também ter constatado que os alimentos industrializados são responsáveis por uma maior acidez do sangue e afirma que, quanto mais alcalino, mais saudável será nosso organismo.

Quando arrancado do solo, separado de sua raiz, um vegetal morre. Mas suas sementes guardam vida em estado latente. Ela se manifesta quando há a germinação. “O broto ainda está vivo quando a gente o come”, diz Tiana. “Por isso, tem tanta energia vital. Mas os vegetais recém-colhidos também têm bastante energia.”

Saúde à parte, o restaurante de Tiana tem feito sucesso pelo paladar de seus pratos. Ricos em ingredientes e sabores, eles quase sempre levam algum tipo de broto. Além dos pratos, o Universo Orgânico é uma espécie de empório. Lá, Tiana não dá conta de vender biscoitos crus, sucos com germens e clorofila, pão essênio e as famosas empadinhas vivas, feitas de uma massa de macadâmia crua e desidratada.

Um dos empecilhos para as pessoas se decidirem a fazer uma refeição inteira de comida crua é a idéia de que ela será obrigatoriamente fria. “Há uma série de pratos quentes”, diz Tiana. “Sirvo-os a uns 38 graus.” Muitos vegetais precisam ser desidratados para tornar-se comestíveis, como é o caso da berinjela e dos brócolis. Outros, como o tomate, ficam gostosos quando secos. Mas não é tão fácil fazer vegetais desidratados. Em seu restaurante, Tiana tem um desidratador trazido dos Estados Unidos. Uma peça que não se encontra por aqui.

Para quem não tem o desidratador, ela sugere que se use uma grelha sobre uma panela de barro vazia aquecida em uma espiriteira elétrica (daquelas de camping). “É preciso também ter um termômetro”, diz. “Quando a temperatura da panela atingir os 38 graus, você desliga a boca. O barro conserva o calor por muito tempo. Quem mora no Nordeste pode desidratar os alimentos ao sol.”

Esta última seria a opção mais condizente com a filosofia da comida viva.
O processo de desidratação pode levar horas ou mesmo dias. Os desidratadores elétricos consomem muita energia. O que não bate com a imagem pregada por Jubb de uma alimentação boa para a pessoa e para o planeta. Em tese, quando consumimos vegetais crus, todas as sobras podem ser aproveitadas para virar adubo. Não há lixo. “Os desidratadores são uma contradição mesmo”, diz Tiana. “No restaurante, tento evitar desperdício racionalizando o uso. Procuro reunir alimentos que tenham o mesmo tempo de desidratação e só ligar o aparelho quando estiver com a capacidade máxima de acomodar alimentos preenchida. Mas os grupos mais puristas de comida viva nunca usam o aparelho elétrico.”

Além dos desidratadores, podem-se improvisar germinadores domésticos. Cênia Salles, dona do restaurante e mercearia Empório Siriuba, em São Paulo, conta que no fim dos anos 70 viajou à Califórnia e, lá, já ouviu falar da importância das sementes germinadas. Trouxe até algumas na bagagem para servir em seu restaurante, na época o Cheiro Verde. Mas logo elas acabaram e Cênia teve de germinar as próprias sementes. “Criei uma caixa de madeira com uma tela de metal que me permitia deixar de molho e depois escorrer.” Hoje, seu restaurante tem alguns sucos, pães e saladas com grãos germinados.

De 2004 a 2006, funcionou em São Paulo o restaurante Deloonix, que servia raw food, além de peixes e pratos vegetarianos. Mas os paulistanos não aderiram à novidade como os cariocas. “Era um restaurante gourmet, caro”, diz Rafael Rosa, que estudou raw food na Califórnia e elaborou o primeiro cardápio do Deloonix. “Ele vinha na linha de restaurantes americanos, como o Charlie Trotter ou o Roxanne, que apostavam na curiosidade gastronômica do público para experimentar a novidade.”

Rosa não desistiu da linha. Ainda pratica a dieta crudivorista em casa. E pretende vender alguns doces, biscoitos e tortas crus na padaria Pão, que deve inaugurar no dia 8 de agosto, em São Paulo. De acordo com ele, mesmo nos Estados Unidos a aposta puramente na moda não deu muito certo. “O Charlie Trotter faz outras coisas além de raw food, e o Roxanne fechou. O que pegou mesmo foram as centenas de pequenos cafés que atendem um público interessado em levar uma vida mais simples.”

Empada de Macadâmia

Ingredientes
2 xícaras de nozes macadâmia (8 horas de molho)
1 CS de suco de limão
1 CS de levedo
pitada de sal marinho
2 CS de água

Como fazer


Bater no liquidificador e abrir como uma massa de pizza, colocando no desidratador por 7 horas.

Depois colocar nas forminhas próprias para empadas e voltar para o desidratador por mais 8 horas.

Recheio
legumes picados com tomate cereja e cogumelo shitake

Pavê de Legumes (Ana Branco)


Ingredientes
Grão de bico germinado
Nabo germinado
Berinjela
Cenoura
Repolho Roxo
Pimentão amarelo e vermelho
Passas

Para o tempero

Azeite de oliva extra-virgem
Missô claro
Manjericão
Canela
Limão
Curry
Alho

Como fazer


Para fazer o creme, moa o grão de bico descascado com alho, missô e azeite. Reserve.

Corte a berinjela descascada em fatias finas e largas. Mergulhe-as na água com limão e escorra.

Rale a cenoura e junte o curry. Rale também o repolho roxo e acrescente as passas e canela. Pique em pedaços bem pequenos os pimentões.

Disponha as fatias de berinjela, com o creme por cima e o resto dos ingredientes.

Decore com o nabo germinado de quatro ou cinco dias sem casca e temperado com manjericão.

Sopa de ervilha germinada


Ingredientes
200 g de ervilha germinada (8h na água e 8h no ar)
500 g de inhame
1 dente de alho
500 ml de água de coco
Sal, shoyu, curry e azeite de oliva a gosto

Como fazer

Descasque a ervilha e liquidifique junto com o inhame, o alho e a água de coco.
Coloque em um recipiente e adicione os temperos a gosto.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Muffins - massa básica e recheios diversos



Ingredientes (massa básica)

* 1 ovo caipira
* 2 colheres (sopa) de manteiga
* 1 xícara (chá) de açúcar mascavo
* 1 xícara (chá) de farinha de trigo integral fina
* 1 xícara (chá) de leite de aveia
* 1 colher (sopa) de fermento em pó

Como fazer

Para garantir que os muffins fiquem bem fofinhos, peneire a farinha 3 vezes, acrescentando o fermento na peneira. Vale o sacrifício!

Se você possui batedeira, coloque o açúcar e a manteiga e bata até ficar homogêneo.
Se você não tem, não se desespere, coloque o açúcar numa vasilha e acrescente a manteiga (fica mais fácil se estiver em temperatura ambiente ou um pouco aquecida, sem derreter completamente). Com um garfo, vá amassando a manteiga e misturando ao açúcar até ficar homogêneo também.

Acrescente o ovo e bata mais um pouco.

Vá acrescentando a farinha e o leite aos poucos e mexendo.

A massa básica está pronta.

Sugestão de sabores para a massa

1. Canela em pó a gosto;
2. Cravo em pó a gosto;
3. Cacau em pó (em torno de duas colheres de sopa);
4. Raspas de casca de 1 laranja;
5. Raspas de casca de 1 limão;
6. Gotas de chocolate (acrescente um punhado);
7. Amoras (acrescente em torno de meia xícara);
8. Essência de baunilha (1 colher de café);
9. Alfarroba (2 CS)

Sugestão de recheios

* Chocolate meio amargo
* Geléia de qualquer tipo
* Barra de alfarroba picada
* Creme de frutas
* Damasco
* Morangos
As combinações são infinitas...


Montagem dos muffins


Use as forminhas para muffins.

Unte-as com manteiga e polvilhe a farinha.

Coloque uma colher de sopa de massa, o recheio e mais uma colher de sopa de massa. Deve ficar mais ou menos um dedo de espaço pra massa crescer na fôrma.

Coloque para assar, em forno médio, por aproximadamente 30 minutos, ou até ficar douradinho.

Muffins de painço




Ingredientes
2 1/4 xícara de farinha de trigo integral
1/3 xícara de painço
1 cc de fermente em pó
1 cc de bicarbonato de sódio
1 cc de sal marinho
1 xícara de coalhada
1 ovo caipira ligeiramente batido
1/2 xícara de passas ou nozes (opcional)
1/2 xícara de óleo
1/2 xícara de mel

Como fazer


Preaqueça o forno a 200 C. Unte 16 formas de muffin.

Misture a farinha integral, o painço, o fermento, o bicarbonato e o sal.

Em outro recipiente, misture a coalhada, o ovo, o óleo e o mel.

Junte esta mistura aos ingredientes secos. Mexa até que fique homogêneo.

Distribua a massa nas forminhas e asse por cerca de 15 min ou até que um palito inserido no meio de um muffin saia limpo.

Alfarroba



A alfarroba é uma alternativa para o uso do cacau.
Fruto da alfarrobeira, árvore nativa da Costa do Mediterrâneo, é uma vagem cuja polpa, quando torrada e moída, torna-se, em aparência, textura e sabor, idêntico ao cacau em pó.

A alfarroba possui expressiva diferença em relação ao cacau no conteúdo de açúcar e de gordura; enquanto o cacau possui até 23% de gordura e 5% de açúcar, a alfarroba possui 0,7% de gordura e um alto teor de açúcares naturais (sucrose, glucose e frutose), em torno de 38 a 45%. Outra vantagem em relação ao cacau é que o alfarroba não contém cafeína e teobromina, dois fortes estimulantes do sistema nervoso e do ritmo cardíaco, que são inclusive transmitidos aos bebês através do leite materno. E em certas pessoas, a teobromina desencadeia reações alérgicas visíveis. O cacau contém também feniletilamina, um composto que pode provocar enxaquecas e reações alérgicas.

Já usei-a em diversas receitas e responde perfeitamente ao seu propósito de substituir o cacau, seja em bolos, pães, docinhos, "chocolate quente", bombons etc.

Bolinhas de alfarroba e castanhas

Ingredientes
50 g de avelãs, castanha-do-pará ou outra oleaginosa
1 CS de farinha de alfarroba
5 ameixas secas
1 CS de melado (opcional, usar se necessário)
coco ralado

Como fazer

Hidratar as ameixas durante a noite, em um pouco de água filtrada.

Fazer um pure com elas no processador, utilizando um pouco da água onde estiveram de molho.

Use também o processador (ou o liquidificador) para desmanchar as castanhas, junto com a alfarroba.

Junte essa farinha à mistura de ameixas e mexa bem, adicionando no final, se necessário, o melado.

Faça bolinhas com as mãos e passe cada uma delas em alfarroba ou em coco ralado.
Pode-se também colocar o coco dentro das bolinhas.

Dica: guardar a água do molho das ameixas, porque podemos precisar dela para obter uma massa mais fácil de moldar.