A cozinha é o lugar mais reconfortante da casa porque nele encontramos alimento para o corpo e para a alma. Deixe a Natureza entrar na sua e esqueça os produtos feitos pela indústria alimentícia em geral, que não coloca amor nesse ato nem está preocupada com a saúde do seu organismo e o de sua família!

Esse é um dos segredos de manter o bem-estar - não entregue essa função vital a terceiros - ponha a mão na massa, deixe a preguiça de lado e estabeleça como prioridade fazer a comida que vai mantê-lo longe das doenças!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Eu quero macarrão!


Macarrão com seitan 

Ô coisa gostosa um prato de macarrão!
Al dente e com molho de tomates é a versão clássica, mas podemos fazer uma variedade infinita de molhos para consumi-lo. No Dia Mundial do Macarrão, vale devorar um prato de macarronada - não tem homenagem mais saborosa do que essa!

Como esta versão, por exemplo:

Dia Mundial do Macarrão

Ou esta:

Molho de tomates e brócolis

O molho é a alma do macarrão:

Receitas de molhos

Mangia che te fa bene!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Melancia - 90% de água!



Ana Catarina tem 4 anos. Como conta sua mãe, Alessandra Caprara, ela ADORA melancia e laranja. Come até quase chegar na casca e também curte uva e jabuticaba. "Tenho percebido que ela gosta muito mais de frutas que de leite pela manhã, por exemplo. E também gosta de brócolis e milho!"

Ela conclui dizendo que "aqui somos onívoros, evitamos carne vermelha, mas não os proíbo de comer se têm à disposição."

A Ana Catarina nem disse nada, estava com a boca muito cheia de melancia... :)

Uma maçã por dia!

Maria Luisa, 5 anos, segundo sua mãe Carolina Javera, adora comer frutas fresquinhas, assim na mão mesmo, desde pequenininha! A família é onívora.

 



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Gurizada natureba

Tenho visto tantas fotos lindas de crianças comendo verdes (legumes, folhas, frutas, raízes e outras maravilhas que a Mãe Natureza nos oferece) com as próprias mãozinhas, com um prazer enorme desenhado em suas carinhas, que resolvi criar essa tag com tais imagens (fotos e vídeos).

As primeiras adicionadas são de pessoas que conheço e convido a todos os leitores e simpatizantes do blog que desejarem também expor aqui seus bebês ou crianças deliciando-se com uma refeição verde, se possível executando o ato de comer sozinhas, mandem as imagens para o meu e-mail, junto com algumas informações básicas (nome, idade e se desejarem, mais detalhes, qual o verde que elas mais gostam de comer, por exemplo e se são vegetarianas, veganas ou onívoras).

Meu e-mail: kazuver@hotmail.com 

Vamos mostrar que crianças gostam, sim, de comer alimentos verdes e naturais, basta que as ajudemos a construir esse hábito em suas vidas!

Vídeo da Malu (3 anos), que é vegana e filha da Mariana Passaglia, comendo quiabo cru:

 Quem disse que criança não gosta de quiabo?

O Zezé (na ocasião da foto - dezembro de 2010 - ele tinha 2 anos e 9 meses) comendo pimenta biquinho in  natura na Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE), em Porto Alegre/RS:

Zezé curtindo a pimenta

Essa é a Íris, neta do Eduardo Cezimbra, comendo brócolis bem faceira na companhia do avô. Segundo ele, a Íris tem 1 ano e 4 meses, come somente vegetais e leite materno e a alimentação é sem sal e sem açúcar!










Estou aguardando as fotos e os vídeos de vocês, vamos agitar! :)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Biscoitos de polvilho



Polvilho é o amido da mandioca, falando curto e grosso (também conhecido como fécula de mandioca). Mas existem as nuances, porque da mandioca se produz uma variedade de ingredientes:

"Polvilho doce é a goma desidratada até virar um talco bem fino. Quando hidratado e aquecido, dá bastante liga, portanto, é bom também para fazer beijus e tapiocas. Com líquido e aquecido, forma um mingau cremoso e transparente, com bastante liga. Pode ser usado para fazer pãezinhos, bolos, brevidades". 

"Polvilho azedo, como já disse acima, a água com o sumo da mandioca é deixada com a goma sedimentada para fermentar por cerca de 10 dias ou mais. O polvilho tirado daí estará bem ácido e confere sabor ácido agradável aos preparos, além de permitir maior expansão: pães de queijo e biscoitos de polvilho crocante, por exemplo. O mingau feito com ele é mais escuro, transparente, cremoso e macio (tem proporção maior de amilopectina, responsável pela maciez e transparência, em relação à amilose, cujo teor diminui com a acidez)."

Leiam esse texto, integralmente, aqui.

Seguem 3 receitas com polvilho, sem usar ovos ou leite.

Biscoitos de polvilho

Ingredientes

1 k de polvilho azedo
250 ml de óleo vegetal ou azeite de oliva ( com o azeite, o sabor fica bem melhor)
30 g de sal
um litro de água

Como fazer

Coloque 750 ml de água e o óleo em uma panela e ferva.

Ponha em uma batedeira o polvilho, 250 ml de água fria e misture por um minuto. Acrescente a água e o óleo fervendo e bata na velocidade máxima.

Modele a massa em formato de anéis ou pingos e coloque em forma grande, bem separados porque eles incham.

Assar em forno bem quente preaquecido por 15 minutos.

Bolinhos de polvilho temperados

Ingredientes

1/2 xic polvilho azedo
1 1/2 xic polvilho doce
1 cc rasa de levedura em pó (caso não tenha a levedura, substitua por 4 batatas inglesas médias cozidas)
1 xic água fervida
1/4 xic de óleo vegetal (girassol) sal, orégano e temperos que mais gostar

Como fazer

Misturar o óleo na água fervida.

Misturar todos os ingredientes secos, e acrescentar a água com o óleo (vá acrescentando e mexendo para não encaroçar). Amassar bem até dar liga.

O ponto exato acontece quando a massa ficar um pouco amolecida e lisa e não desmanchar ao modelarmos as bolinhas. Depois de modelados, colocar os bolinhos em um uma forma untada com óleo.

Assar em forno médio preaquecido por mais ou menos 25 minutos. Rende 20 bolinhos médios

Biscoito campeão
Fonte: Elisa Biazzi

Ingredientes

500 g de polvilho azedo
3 xícaras de água fervendo
1 xícara de castanha-do-pará triturada
1 xícara de aveia (flocos pequenos)
1 colher (sopa) de erva-doce ou orégano
1 colher (sobremesa) rasa de sal

Preparo

Em uma tigela média coloque o polvilho, a castanha, a aveia, a erva-doce ou orégano e o sal.

Misture todos os ingredientes secos em seguida despeje a água fervendo bem devagar e mexa com uma colher grande até que toda a massa esteja molhada.

Vá mexendo até que a massa esteja bem homogênea e deixe descansar por uns 20 minutos.

Umedeça sua mão com um fio de óleo e faça “cobrinhas” da massa iguais ou um pouco mais finas que a espessura de uma caneta esferográfica.

Asse em forno médio até começar a dourar. Retire, deixe esfriar e sirva.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Fubá sem transgenia



Muita gente me perguntando onde encontrar farinha de milho (fubá) que não seja transgênica, já que agora, além da soja, esse cereal também caiu nas mãos da Monsanto. Aconselho visitar feiras ecológicas, que - ainda bem! - estão espalhando-se pelo país e ganhando cada vez mais frequentadores.

No último sábado, comprei dois saquinhos de 500 g - um da farinha de milho fina, que uso para fazer bolo e da média, para fazer polenta, pagando 2 reais por cada um. Só não levei pra casa a grossa, que gosto de usar no preparo de biscoitos. Para quem mora em Porto Alegre/RS, encontra-se na Feira dos Agricultores Ecologistas/FAE (Av. José Bonifácio/Parque da Redenção - sábados das 7 às 13 horas) e estava à venda na banca 30/32 (mas também vi em mais duas o mesmo produto).

Se pesquisarmos na internet sobre a terminologia dos produtos vindos do milho, observamos que os vocábulos fubá e farinha de milho são usados de diferentes formas, mas, em resumo, o mais correto seria assim:

O fubá é obtido a partir da moagem do grão de milho. O fubá propriamente dito tem espessura média (também chamamos de farinha de milho média).
O fubá mimoso é o mais fino (também chamamos de farinha de milho fina).
A sêmola ou semolina é uma farinha de milho mais grossa, indicada para a preparação de broas (também chamamos de farinha de milho grossa).
A farinha de milho é obtida através do processo de torração do grão de milho, previamente macerado, socado e peneirado, e se apresenta sob forma de flocos.
Amido de milho ou maisena é um hidrato de carbono, seco, em pó e sem sabor especial.
Farinha de beiju (ou biju) é um produto regional, obtido do milho pré-fermentado, seco e moído, do qual se tirou antes a pele e o germe (usamos o termo beiju para definir a iguaria, podendo ser feita também com a mandioca).

sábado, 6 de outubro de 2012

Quinoa - muita proteína vegetal!

A quinoa (ou quinua) é um pseudo cereal que contém muita proteína, ideal para fazer parte de dietas vegetarianas: Quinua (Chenopodium quinoa)

Quem já me conhece bem, sabe que sou fã de séries televisivas e umas das minhas preferidas é Bones, onde a Dra. Temperance "Bones" Brennan investiga casos de assassinatos analisando ossos (a personagem é inspirada na vida da médica legista Kathy Reichs). A doutora Bones é casada com o agente do FBI Seeley Joseph Booth e eles, apesar de terem personalidades muito distintas, buscam atenuar suas diferenças e chegar a um consenso.

Bones é vegetariana. Booth, não é.
Nesse interessante diálogo entre os dois, ele fica conhecendo a quinoa, sendo apresentada pela esposa. Amei o interesse dele e a disposição de aceitar uma novidade na sua alimentação!


 


Aqui vai uma receita de hamburguer de quinoa (Receitas GNT), para a Bones e o Booth e todos os leitores do blog:

Ingredientes

½ xícara de quinoa
½ cenora ralada
1 abobrinha verde ralada (só a casca)
½ xícara de brócolis
1 cebola picada
1 colher de amido de arroz ou milho
1 colher de óleo de coco

Modo de fazer

Cozinhe a quinoa em dois copos de água. Reserve. Doure bem a cebola no óleo de coco e coloque todos os legumes. Mexa deixando-os al dente.

Coloque a quinoa já cozida, acrescente o amido (se necessário, um pouco de água) mexendo sempre até criar liga. Espere esfriar e faça hambúrgueres do tamanho de um pires de xícara de café.

Grelhe em uma frigideira untada de óleo.Sirva com molho de tomate.

Foto ilustrativa: Getty Images

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Salve a Primavera!

Já é setembro mas aqui na região onde moro (Sul do Brasil/Porto Alegre/RS) o frio e a chuva ainda não nos abandonaram. Então, é primavera apenas pela data! Tivemos alguns dias ensolarados, as flores abriram suas pétalas, o colorido delas alegrou a cidade, mas não durou muito... Logo a chuva persistente e o vento forte (um ciclone extratropical) deixou novamente as árvores quase nuas.

Mesmo assim, trago aqui a minha versão primaveril de salada, onde usei:

3 tipos de alface (roxa, mimosa e crespa)
rabanete
agrião
brotos de alfafa e trigo sarraceno
alho poró
cenoura
cebolinha

 

Costumo temperar apenas com pouco sal e muito azeite de oliva, mas existe uma infinidade de molhos deliciosos que podem aumentar o sabor das saladas verdes, principalmente para quem não é muito fã delas.

Algumas sugestões;

Molho de Hortelã

1-2 maços de hortelã
200 ml de vinagre de vinho branco
5 CS de água
25 g de açúcar demerara
sal e pimenta

Destaque as folhas de hortelã até obter cerca de 50 g. Pique-as bem.
Coloque-as numa vasilha com o vinagre, a água e o açúcar demerara, uma pitada de sal e outra de pimenta-do-reino moída na hora. Misture bem e sirva.

Molho picante (também muito estimulante): 5 CS de shoyu, sumo de um pedaço de gengibre, 100 ml de vinagre de maçã, sal, 6 pimentas biquinho picadinhas e 2 galhinhos de alecrim. Misturar os ingredientes e deixá-los algumas horas trocando seus sabores e cheiros, antes de adicioná-lo à salada.

Também são gostosos os molhos mais encorpados, quando batemos no liquidificador algum vegetal cozido no vapor, como cenoura ou beterraba, adicionando um pouco da água da fervura, sal, azeite de oliva, cebolinha, salsa e, se desejar, um pedaço de tofu.

Aproveitem a clorofila, as vitaminas e os nutrientes de uma bela salada verde!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Quem disse que criança não gosta de quiabo?

A maioria das pessoas não gosta de comer quiabo ou jiló ou chuchu!
Preconceito, falta de informação ou tiveram uma primeira experiência traumatizante com o inocente vegetal... Para incentivar vocês, que não suportam um quiabinho muito menos a baba dele, segue o vídeo com a Malu (3 anos) comendo, com entusiasmo, um quiabo e cru!



Observem a ansiedade dela enquanto o adulto demora pra tirar o dito da embalagem - é comovente (rs).
A mãe da criança é minha amiga virtual e se embananou no áudio, chamando o quiabo de jiló, mas tudo bem, né, Mariana Passaglia? Parabéns pelo vegetarianismo apaixonado da tua filha. Tenho que citar também a corujice da tia Chris Brito, que foi quem postou o vídeo lá no Facebook e me encantou.

O quiabo é o fruto da Abelmoschus esculentus, uma planta da família da malva (Malvaceae). É uma hortaliça de clima quente e originária da África, tendo sido trazida para o Brasil pelos escravos.
Na verdade, é uma cápsula fibrosa cheia de sementes que é colhida antes de chegar à fase de maturação. Geralmente, a hortaliça é verde, seca e apresenta um líquido viscoso em seu interior.

O fruto possui uma quantidade significativa de vitamina C, entretanto, a mesma se perde durante o cozimento (viu, Malu, tu estás certa em comer o quiabo cru, cheio de vitamina C!)
Mesmo assim, o quiabo é altamente nutritivo, rico em vitamina A, importante para o bom estado da visão; vitaminas do complexo B, fundamentais para o processo de crescimento, além de cálcio, ferro, fósforo e cobre, importantes para a formação dos ossos, dentes e sangue.

Na hora da compra, é aconselhável optar por frutos firmes, sem manchas e com comprimento menor que 12 cm. Além disso, deve-se consumir o fruto rapidamente, pois o mesmo pode ficar murcho e escurecer em seguida. Uma solução para evitar a goma viscosa do quiabo, pouco apreciada, é pingar algumas gotas de limão enquanto o estiver cozinhando.



terça-feira, 25 de setembro de 2012

Águas saborizadas/aromatizadas

Elas são lindas, saborosas, refrescantes e estão na moda! Uma ótima opção para substituir os refrigerantes, menos calórica do que os sucos e atraente para aqueles que acham que a água é uma bebida insípida.

A água com sabor é bastante comum na Europa e nos Estados Unidos. Aqui, está chegando e sendo oferecida nos restaurantes. Facílima de fazer em casa, seguem algumas receitas, sugeridas pela coordenadora de Gastronomia do Centro Universitário Senac, Mariana Ávila Maronnam.


Fotos e dicas: Revista Época

Dicas:

 - Alecrim e lavanda têm sabor intenso. Use só um galhinho para não ficar com o sabor muito acentuado. Manjericão é mais suave.

 - Cítrico: cortar as frutas cítricas em rodelas. Você pode aproveitar a casca da fruta para decorar o copo ou a jarra. - Não há necessidade de adoçar porque a fruta dará o sabor.

 - O ideal é consumir no mesmo dia, pois as frutas podem fermentar e alterar o gosto da água. Se não tomar na hora, conservar na geladeira, pois o açúcar das frutas facilita a fermentação à temperatura ambiente.

 - O ideal é que a água seja preparada numa jarra e colocada na geladeira para manter a temperatura. Quanto mais fresca, mais o gosto fresco da fruta permanecerá.

 - Para fazer a água saborizada com gás, o ideal é deixar água gaseificada na geladeira e só preparar a bebida na jarra minutos antes de servir. Assim, a água não perderá o gás e ficará mais refrescante.

Não esquecer de optar pelas ervas e frutas orgânicas, principalmente se utilizarem as cascas. Façam em jarras de vidro, transparentes para mostrar a beleza dessas águas!



Foto: Revista Menu