A cozinha é o lugar mais reconfortante da casa porque nele encontramos alimento para o corpo e para a alma. Deixe a Natureza entrar na sua e esqueça os produtos feitos pela indústria alimentícia em geral, que não coloca amor nesse ato nem está preocupada com a saúde do seu organismo e o de sua família!

Esse é um dos segredos de manter o bem-estar - não entregue essa função vital a terceiros - ponha a mão na massa, deixe a preguiça de lado e estabeleça como prioridade fazer a comida que vai mantê-lo longe das doenças!

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Queijo de castanha de caju fermentada




Os queijos veganos ficam bem mais gostosos quando fermentados! 

Ingredientes

300 g de castanha de caju, deixadas de molho por, no mínimo, 8 horas
180 ml de água
30 g de missô
30 ml de óleo de coco
um limão siciliano pequeno
sal, se necessitar, pois o missô já é bem salgado/ pimenta moída a gosto

Como fazer

Jogar fora a água do molho onde as castanhas ficaram, enxaguar sob a torneira e bater no liquidificador ou processador.

Acrescentar a água e o missô, bater novamente até obter um creme homogêneo. 

Colocar a mistura num bowl, cobrindo com plástico filme para que aconteça a fermentação sem ar, e para isso o plástico tem que ficar bem colocado ao queijo. 

Depois de fermentar 24 horas em temperatura ambiente, acrescentar o óleo e o suco do limão ao queijo. Corrigir o sal e adicionar a pimenta.
Se desejar, pode adicionar outras ervas, conforme seu gosto. Já fiz um com manjericão, outro com orégano e um terceiro com alecrim.

Conservar refrigerado, dura uma semana na geladeira.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Bolo Salgado




Ingredientes

3 xícaras de farinha de trigo (uma da branca e duas da integral fina)
1 CS de cúrcuma em pó
1 cc de sal com ervas e pimenta moída a gosto
1/4 xícara de óleo
uma xícara de água (talvez use um pouco mais)
1 CS de fermento caseiro
2 CS de gel de linhaça (substitui 2 ovos)
azeite de oliva

Recheio: ele pode ser variado e com os itens de sua preferência, picados finamente não devem ultrapassar a medida de duas xícaras de chá. Nesse bolo, usei alho, cebolinha, tomate seco, azeitonas pretas, milho e ervilha.

Como fazer

Bem antes de iniciar o preparo, faça o gel de linhaça, colocando uma colher de sopa cheia de sementes em meia xícara de água e aguarde. Quando estiver pronto, coe e use duas CS dele. Se sobrar, utilize para outros fins, como misturar em um suco de frutas, mas faça isso logo.

Prepare o recheio, picando tudo miudinho e adicionando um pouco de azeite de oliva.

Já falei várias vezes aqui sobre o "fermento caseiro", sem alumínio, facílimo de fazer, basta unir cremor tártaro e bicarbonato de sódio. Duas porções de cremor para um do bicarbonato, faça até atingir o volume de uma colher de sopa. Se quiser faça maior quantidade e guarde em vidro bem fechado. Prefiro fazer sempre na hora do consumo.

Vamos então juntar todos os ingredientes.

Numa vasilha grande, misture as farinhas, devidamente peneiradas, a cúrcuma, o sal com ervas, a pimenta moída e o fermento.

Adicione o recheio e vá misturando tudo até conseguir uma massa coesa.

Adicione a água e o óleo, alternadamente, não coloque tudo de uma vez só, use a xícara de água e, se necessário, um pouco mais. A massa não deve ficar mole como a de bolos doces, mas bem encorpada, consistente e firme.

Por último, adicione o gel de linhaça.

Coloque a massa em assadeira untada e enfarinhada e asse por uns 45 minutos, é o tempo que leva no meu forno pra ficar bem dourada, mas já sabemos que cada forno funciona de forma diferente, pode ser necessário um pouco menos ou mais de tempo no seu.
Após 30 minutos da massa no forno, ele pode ser aberto para testarmos com o palito, nunca abra antes disso. Eu espero os 45 minutos e sempre está perfeito, nem testo mais, só de olhar já sei que está nos trinques.

Dá pra comer puro, com molho, com uma pasta ou até acompanhando uma sopa.


sábado, 26 de outubro de 2019

Hambúrguer de feijão azuki






Ingredientes

2 xícaras de feijão azuki cozido
uma cebola média
azeite de oliva
sal de ervas, páprica picante e fumaça líquida
farinha de mandioca suficiente pra dar liga
uma mão cheia de cebolinha verde picada

Como fazer

Refogar a cebola no azeite de oliva.

Temperar o feijão com o sal, a páprica picante e a fumaça líquida.
Pra quem não sabe o que é essa fumaça, ela deixa os alimentos com sabor defumado, basta pingar algumas gotas ou jatos do spray no ingrediente antes do cozimento.

Depois de refogar bem o feijão, retirar do fogo, deixar esfriar um pouco, juntar a cebolinha picada e ir adicionando a farinha de mandioca até que a massa fique coesa, perfeita para modelar os hambúrgueres. Dá pra fazê-os fofinhos ou mais espraiados.

Fritar em pouco óleo dos dois lados, só para deixar crocante.

Pra acompanhar, fiz um macarrão integral com tomate seco e azeitonas pretas.
A combinação ficou incrivelmente saborosa e perfeita - modéstia à parte!





Hambúrguer de feijão preto


Essa imagem é da página Cozinha Natureba lá no face, já temos aqui a receita do hambúrguer com feijão branco, é só substituir pelo feijão preto para termos o burger da foto.
E logo posto o hambúrguer que fiz usando o feijão azuki.
Alternativas vegetais para hambúrgueres - temos, sim!

domingo, 6 de outubro de 2019

Vamos rir um pouco?

Não resisti à essa piada... 😄😄😄😄

Estava procurando imagens de ervas nos meus arquivos e aí deparo com ela, ri muito!

Compartilho com vocês e espero que divirtam-se tanto quanto eu.


                                             Cuidado com o armazenamento das ervas!
                                                                         😂😂😂😂

Conservação e armazenamento de ervas



A maior parte das ervas se manterá fresca por alguns dias se envoltas em uma toalha de papel e colocadas em saco plástico na gaveta de hortaliças da geladeira. Para conservá-las por mais tempo, teremos que congelá-las ou desidratá-las

Congelamento

Ervas de folhas tenras - manjericão, coentro, hortelã e salsinha - são melhores para congelar em cubos: picar finamente, encher as bandejas para gelo com elas e preencher com água ou azeite, congelar e depois armazenar os cubos em sacolas plásticas bem fechadas. Também podem ficar nas bandejas se forem usadas logo.
Ervas de folhas mais firmes - alecrim, tomilho e louro - são melhor congeladas em ramos: secá-los com toalha de papel para retirar a umidade, colocar em sacos plásticos e guardá-los em recipientes próprios para congelamento.

Rotule e date as sacolas e recipientes. Se as ervas forem bem congeladas e armazenadas, conservam-se por 2 a 3 meses. Depois que retirá-las do congelador, pique e use imediatamente.

Algumas ervas, como o manjericão, precisam ser escaldadas para que suas folhas não escureçam. Coloque as folhas em um coador e derrame água fervente sobre elas rapidamente. depois estenda sobre toalhas de papel para que sequem e esfriem antes de congelá-las.

Desidratação

A secagem ou desidratação permite armazenar as ervas para usá-las quando não as tiver frescas ou congeladas, logo, é mais uma alternativa.

Ervas como o orégano, tomilho, sálvia, segurelha, hortelã e alecrim respondem bem a esse processo. Isso já não acontece com o funcho, endro ou a cebolinha. 

Retire folhas murchas ou descoloridas, limpe as sadias com um pano ou sacuda para retirar a poeira ou terra. Evite lavar para que as folhas não desenvolvam fungos. Junte vários ramos em um maço e ate-os com barbante. O local de secagem deve ser seco, escuro, tépido e livre de poeira, bem ventilado.
Pendure os maços ou espalhe pequenas quantidades das ervas em uma gaze aberta sobre uma tela de arame. Em temperatura de 26 a 30°, uma camada fina de ervas leva 4 a 5 dias para secar. Devem ficar finas como uma folha de papel, mas não secar a ponto de virar pó. Retire as folhas dos ramos e armazene de imediato, para evitar que absorvam umidade. Triture quando for usar.

Armazenamento 

O ideal é armazenar as ervas em local fresco e seco.

Devem ser guardadas em recipientes opacos, nunca próximas ao fogão.

Rotule cada recipiente com o nome da erva e a data de aquisição ou secagem. 

Em locais frescos e escuros, a maioria delas conserva-se por um ano. Depois desse período, começam a deteriorar. Se notar a presença de umidade, mofo ou insetos, descarte de imediato.



sábado, 5 de outubro de 2019

Ervas e Especiarias: o que as diferencia?

Se na botânica não há uma diferenciação precisa, na culinária distinguimos especiarias das ervas. Algumas regras nos ajudam a identificá-las.

Se usamos as folhas e flores, trata-se de uma erva; se utilizamos as sementes, raízes, frutos ou cascas, trata-se de uma especiaria.

Além disso, as ervas são plantas de regiões temperadas, enquanto as especiarias, em sua maioria, crescem nos trópicos.

Ervas geralmente são verdes e de sabor mais sutil; a coloração das especiarias varia do preto a tons de marrom e vermelho e seu sabor é marcante.

Muitas vezes uma mesma planta nos fornece uma erva e uma especiaria.
A folha do coriandro, por exemplo, é a erva que conhecemos como coentro.
A semente marrom da planta é uma especiaria, conhecida como coriandro.
Na língua inglesa, a erva é chamada de coriander e a especiaria de coriander seed.


As folhas, denominadas coentro e as sementes, chamadas de coriandro: ambas são produzidas pela mesma planta.

domingo, 22 de setembro de 2019

Bolo estimulante com cacau e café





Esse bolo tem cacau e café, dois estimulantes, então serve pra dar uma animada quando bater a leseira.

Ingredientes da massa

1/2 xícara de açúcar mascavo
1/3 xícara de óleo de girassol
Gel de linhaça que substitui 2 ovos: colocar 2 CS de sementes de linhaça em 1/2 xícara de água e deixar hidratar; faça isso com antecedência pra que o gel seja produzido em tempo.
2 xícaras de farinha integral fina, ou uma de integral e uma de branca - ambas orgânicas.
uma xícara de leite vegetal - de arroz, coco etc, o da foto fiz com leite de amêndoas.
uma xícara de cafezinho com o próprio dentro, forte e encorpado.
3 CS bem cheias de cacau em pó - não é chocolate em pó, que vem misturado com açúcar e tem pouco cacau, aí tem que usar uma quantidade enorme pra dar aquela coloração escura. Podem usar também alfarroba.
uma CS de fermento em pó: dá pra usar o químico, mas como tem alumínio já abandonei faz tempo. O meu fermento em pó faço na hora do consumo e uso o seguinte: 2 cc de cremor tártaro e uma cc de bicarbonato de sódio, bem cheias pra equivaler a uma colher de sopa. Se quiserem fazer mais para armazenar, é só aumentar essa medida. Guardem num vidro beeemmm fechado.

Ingredientes do recheio e da cobertura

O recheio foi feito com uma geleia de morangos com pimenta. Como o fato de ter pimenta aumenta consideravelmente o preço das geleias - ainda não entendi porque já que pimenta é um ingrediente barato - costumo pegar uma porção da geleia comprada e cozinhar levemente com umas sementes de malagueta (ou se quiserem um sabor menos picante, a rosa ou biquinho), deixar esfriar completamente e misturar com o restante do vidro.

O ganache leva cacau, leite vegetal, açúcar mascavo e um pouco de agar-agar (gelatina vegetal).

A farofa tem castanhas-do-brasil picadas no processador (também conhecidas como castanhas-do-pará, mas acho que a primeira denominação é mais patriótica).

Modo de fazer

Sigo nessa ordem exata:

Misturar o açúcar, o óleo e o gel de linhaça, bater até que fique muito cremoso. 

Adicionar a farinha: uma xícara peneirada e meia xícara do leite. Bater. Adicionar a outra xícara de farinha peneirada, a meia do leite restante e o café. Bater mais, pra ficar uma massa bem fofa como a cozinheira.

Juntar o cacau e bater mais.

Chegando a hora de adicionar o fermento, não bata mais. Ou seja, junte-o à massa e simplesmente misture, sem bater.

À essa altura, espera-se que o forno esteja preaquecido a 200° e a forma untada para receber a massa.

Assar por 40 a 45 minutos: depende do forno, cada cozinheira conhece bem o seu.

Retire a forma do calor e espere esfriar para desenformar.

Corte o bolo pela metade, na horizontal, pra colocar a geleia. Se quiser fazer mais camadas, não me incomodo. Fiz só uma pra não ficar muito doce ou excessivamente picante.

O ganache já morno (dissolver os pós no líquido, levar ao fogo baixo mexendo sempre até chegar na consistência cremosa) vai ser despejado sobre o bolo e depois pulverizamos a farofa de castanhas.

Bom proveito! Não comam demais que doce é pra ser um deleite ocasional, e não um poço onde a gente afunda as mágoas e insatisfações...



quarta-feira, 19 de junho de 2019

Criando na cozinha

Uma das melhores maneiras de cozinhar é ir inventando a receita na hora da produção, ou seja, pegamos alguns ingredientes e vamos misturando e vendo no que vai resultar!

Minha ideia aqui era fazer uma "torta de frigideira", selecionei o seguinte:

azeite de oliva
cebola picadinha
sal, suco de limão, cúrcuma, páprica defumada
salsa, cebolinha e peixinho-da-horta picados
2 cenouras grandes raladas
200 g de grão-de-bico cozido
150 g de cuscuz hidratado
3 CS de sementes de linhaça hidratadas (gel)
1 CC de bicarbonato de sódio

Fazendo:

Numa frigideira grande, coloquei a cebola pra refogar no azeite de oliva.
Juntei o grão-de-bico, quando estava douradinho adicionei a cenoura, os temperos e os verdes.
Refoguei mais um pouco.
Numa vasilha misturei o cuscuz, o gel de linhaça e o bicarbonato e coloquei sobre o refogado.
Baixei o fogo, reguei com mais azeite de oliva e deixei cozinhando, até que a massa estivesse macia e dourada na superfície e crocante no fundo.
Ficou simplesmente deliciosa!
Comi com arroz integral e uma salada de verdes com brotos de alfafa.

terça-feira, 19 de março de 2019

Voltando animada

Gente, um ano passou desde que fiz a última postagem aqui!
Nossa! Acabei investindo mais na página Cozinha Natureba do Facebook e deixei meu amado blog em coma.
Mas hoje está sendo reativado e com muita vontade de matar as saudades!

Ando pilhada em experimentar molhos e temperos novos ou dando um up nos tradicionais.
Aqui vai uma receita com pimenta biquinho, que não é nada picante, segue um link que fala sobre ela: https://cozinhanatureba.blogspot.com/2010/12/mais-um-mito-que-cai.html

MOLHO DE PIMENTA BIQUINHO
Ingredientes

800 g de pimenta biquinho em conserva
120 ml de água
4 CS de azeite de oliva
4 dentes de alho picadinhos
1 cc de orégano seco 
2 CS de açúcar de coco (ou mascavo)
2 folhas de louro
Sal a gosto

Como fazer

Escorrer as pimentas e reservar o vinagre da conserva (usei o de maçã para fazê-la).
Colocá-las no liquidificador, juntar a água e 3 CS do vinagre.
Bater até virar um purê.
Aquecer o azeite e dourar o alho.
Juntar o purê, o orégano, o açúcar e o louro. Abaixar o fogo e cozinhar com a panela semi-tampada. 
Quando ganhar consistência de molho (15 min aproximadamente), retirar as folhas de louro e desligar o fogo.
Quando o molho estiver morno, levar novamente para o liquidificador. Peneirar sobre uma tigela e acertar o tempero, se necessário. 
Dura na geladeira por, no máximo, uma semana.

 
                                                              Pimenta biquinho não é ardida!

quinta-feira, 22 de março de 2018

Gersal, também conhecido como gomásio




"As sementes de gergelim combinadas com o sal (quatro partes de sementes torradas e bem moídas para uma de sal marinho torrado bem moído) destroem os maus efeitos do açúcar em todo o organismo humano, muito especialmente no sistema nervoso e cerebral. O óleo de gergelim do gomásio reveste cada partícula do sal e impede a sede. Penetra na circulação sangüínea e normaliza a hiperacidez do sangue. Lembrai-vos: excesso de acidez e morte são a mesma coisa!"
George Ohsawa, em seu livro Macrobiotica Zen - A Arte da Longevidade e do Rejuvenescimento

Gosto de fazer o gersal em casa, principalmente porque processam demais o comercializado e também perde seu sabor e perfume sendo armazenado por muito tempo.
É bastante simples, basta comprar as sementes de gergelim com casca (é nela que estão concentradas as propriedades) e sal marinho (sal grosso), usando a proporção de 10 colheres de sementes para uma de sal.
Primeiro, tosto as sementes em fogo baixo, mexendo sempre e acompanhando para que não queimem. Cuidado que elas saltam na frigideira! Coloco-as no pilão e levo o sal para o fogo a fim de tostá-lo um pouco. Junto ambos no pilão e soco, é um bom exercício para os braços...
Levo novamente à frigideira, agora sal e gergelim, voltando a tostá-los, mexendo e amassando. O perfume que levanta é maravilhoso! Retornam pra cumbuca e são mais triturados ainda. Se quiserem rapidez, coloquem no processador, mas aí acontece o que falei anteriormente, vira um pó, o que não ocorre na produção manual. Esperar que esfrie e armazenar em vidro bem fechado, durante no máximo 30 dias, por isso não façam muita quantidade.
Utilizar em cima de pratos prontos, principalmente sobre o arroz integral.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Hambúrguer de grão-de-bico

















HAMBÚRGUER DE GRÃO-DE-BICO: fácil de fazer, delicioso pra comer!

Essa quantidade de ingredientes dá pra fazer 4 unidades bem grandes, usadas pra fazer X-veg ou servir com arroz e uma salada verde.
No liquidificador: uma xícara de chá de grão-de-bico previamente cozido e bem temperado, uma cenoura crua picada e duas colheres de sopa de gel de linhaça (tem a aparência de clara de ovo e a mesma função). Se necessário líquido, acrescentar um pouco de água, o meu liquidificador é quase um processador, então não adicionei. Bater até virar um creme. Colocar em uma vasilha, corrigir o sal e ir acrescentando farinha da sua preferência, usei a de arroz, o que torna este prato permitido para celíacos.
Adicionar um pouco de azeite de oliva, ir colocando a farinha e mexendo até ficar numa consistência que possa ser modelada com as mãos.
Untar um prato refratário e dispor os hambúrgueres, assar a 200º em forno preaquecido, de 20 a 30 minutos.
Fiz um molho de tomates com cebola roxa pra derramar em cima dos queridos, que saíram bem tostadinhos e macios do forno.
P. S. Falei 4 e só tem 3 nas imagens, é que não resisti e devorei um deles antes de fotografar.

domingo, 22 de outubro de 2017

Cristal e o suco verde





















Cristal, filha da Huaína Oliveira, cresceu tomando suco verde, como podemos observar nas imagens - ela, bem pequena e um pouquinho maior, bebendo com prazer o seu copo de suco.

Segue um comentário da Huaína sobre os hábitos alimentares da família e da filhota:

"Não consumimos leite de vaca. Ela mamou no peito até 2 anos e 6 meses. A salada preferida dela é broto de alfafa com pepino e semente de girassol tostada, temperada com limão e shoyou.
Nunca comeu carne vermelha ou porco (igual a mim). Frango também não come, mas de vez em quando come peixe fora de casa.
Podemos dizer que somos "ovo-vegetarianos", porque é assim 95% do tempo.
Cuido bastante da alimentação dela, sem radicalismos, pois se vai numa festa, ela acaba comendo o que as outras crianças comem ...
Nunca tomou antibiótico, e fica poucas vezes doente, somente com leves resfriados, mais no inverno.
O mais importante pra mim é a rotina ser saudável, o dia a dia."


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Bolinhas de aipim

















Receita facílima de fazer, cruelty free. Podemos usar outros tubérculos, como batata inglesa e batata doce, mandioquinha, inhame, cará, o segredo é não cozinhá-los demais para não ter que adicionar farinha às bolinhas.

Cozinhar 1 quilo de aipim com sal, não deixar macio demais, que fique numa consistência firme. Faça isso na véspera e reserve. Já prepare também o gel de linhaça, colocando as sementes de molho, ele irá substituir os ovos para fornecer a liga.

Coloque o aipim no processador até produzir uma massa homogênea. Passe para uma vasilha grande, use seus temperos favoritos (coloquei orégano, salsa picadinha e cúrcuma, para dar o tom amarelado) e junte aproximadamente 3 CS do gel de linhaça, misturando bem. Adicione leite vegetal (usei o de arroz) aos poucos, para encorpar mais a massa. Se desejar, adicione também "queijo vegano" ralado. A massa não pode ficar muito mole, isso acontecerá se cozinhar demais os tubérculos ou se exagerar na quantidade do líquido.

Passe azeite de oliva nas mãos e vá fazendo as bolinhas, colocando-as numa forma grande, forno pré-aquecido a 200º, retire quando ficarem douradas. Servem para um lanche, como aperitivo ou pra comer assistindo a um filme de suspense, que foi o que fiz! :)

sábado, 23 de setembro de 2017

Hoje tem pastel assado!











É sábado, chove lá fora, estamos sob as influências de um alinhamento planetário raríssimo, nada melhor do que ir pra cozinha fazer pastéis naturebas assados e com recheios vegetarianos, né?
Ficaram deliciosos, sem falsa modéstia! :)

Os recheios, cada um faz a seu gosto - legumes, cogumelos, tofu, as mais diversas combinações podem surgir, dependendo da criatividade e das preferências dos cozinheiros.

A receita da massa é essa (a quantidade dos ingredientes permite fazer 20 pastéis, aproximadamente, de tamanho médio):

2 CS de açúcar cristal
2 cc de sal
1 pacotinho de fermento biológico seco
uma xícara (250 ml) de água morna

Colocar os ingredientes secos em uma vasilha grande e juntar a água, mexendo delicadamente até desmanchar bem o fermento.

4 xícaras de farinha de trigo (duas delas da integral, duas da branca, preferencialmente orgânicas)
2 CS de óleo (usei azeite de oliva, pode ser necessário adicionar um pouco mais, se verificar que a massa ficou seca)

Vá adicionando estes dois últimos ingredientes ao preparo com o fermento, misturando tudo, colocando a mão na massa e sovando até que ela fique homogênea e macia.
Ponha em vasilha coberta com um pano de algodão e deixe descansar 30 minutos, ou mais se necessário, a massa tem que dobrar de volume. Enquanto ela cresce, pode-se preparar os recheios.

Massa crescida, dê mais uma leve sovada e vá tirando bolotas dela, abrindo com o rolo, colocando o recheio e fechando bem o pastel, para que não escorra o recheio para fora.
Já com o forno pré-aquecido, a 200º (médio), coloque os pastéis em forma untada (passe uma leve camada de azeite na superfície deles para dourá-los) e asse por 30 minutos (um pouco mais, um pouco menos, a experiência já me ensinou que cada forno é ímpar, então cada cozinheira conhece bem o seu e percebe quando o alimento está no ponto).

Simples, não? :)

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Hambúrguer Toscano de Feijão-Branco

















Genteeeee, faz um ano que não escrevo aqui!
É que acabei me dedicando mais à página no Facebook, que tem o mesmo nome do blog.
Mas retorno em "alto estilo", com uma receita deliciosa, com ingredientes baratos e fácil de ser feita.
Bom estar com vocês depois desse tempo todo!

Peguei essa receita do livro Veggie Burgers Para Todo Mundo, de Lukas Volger, editota Alaúde.
Vou reproduzi-la aqui, mas com as modificações que sempre acabo fazendo nas receitas alheias, porque não utilizo algum dos ingredientes ou porque ao fazê-las encontro um jeito que considero melhor para obter o resultado final.
Consegui fazer 6 hambúrgueres, dois além do indicado na receita, possivelmente porque a xícara que usei como medida não era padrão.
As modificações e comentários estão entre parênteses.

Ingredientes

1 cebola sem casca (média)
4 CS de azeite de oliva, mais 1/2 cc (usei bem mais, fui adicionando conforme notei a necessidade)
1 cabeça de alho (usei meia)
1 1/2 de feijão-branco cozido
1 ovo (usei uma CS de gel de linhaça)
3 folhas de sálvia fresca picadas (só tinha a seca em casa, usei uma colher de chá bem cheia)
1/2 xícara de azeitonas pretas sem caroços em fatias
suco de limão-siciliano a gosto (não tinha o siciliano, usei o limão-cravo, que amo!)
1/2 xícara de farinha de rosca e mais se necessário (foi necessário bem mais! celíacos podem usar outra farinha com a qual já tenham intimidade)
sal a gosto
pimenta-do-reino moída na hora

O passo-a-passo a seguir mostra como fiz e o que observei. Isso inclui ter alterado alguns ingredientes, usado os que tinha à mão, além das diferenças de utensílios e de forno e fogão que sempre existem.

Os primeiros passos são caramelizar a cebola e assar o alho, ações que podem ser feitas com antecedência. Não gosto nem costumo usar alho e cebola no mesmo preparo, mas resolvi experimentar.
A cebola é fatiada bem fina, colocada em frigideira com o azeite de oliva e não deve dourar, mas caramelizar, por isso deve ser mexida constantemente com atenção.
O alho vai para o forno médio com a casca, leva uma média de 20 minutos para ficar macio.
Espere ambos esfriarem antes de ser utilizados na preparação.

Terceiro passo: bater no processador 1/2 xícara do feijão com metade do alho e da cebola, o gel de linhaça e metade da sálvia, até conseguir um purê.

Quarto passo: picar grosseiramente a cebola e o alho restantes e colocar em uma tigela. juntar a xícara restante do feijão e amassar também grosseiramente (amo esse termo na culinária!). Acrescentar o purê, a sálvia restante, as azeitonas e o suco do limão.

Quinto passo: misturar a farinha de rosca até a massa desgrudar da tigela, deve ficar úmida. Temperar com o sal e a pimenta-do-reino. Esse é um passo importante porque a consistência ideal dessa massa é que vai permitir um hambúrguer firme. Fui adicionando a farinha até conseguir pegar uma porção e modelar facilmente o dito nas mãos. Não devem ficar muito finos, mas rechonchudos.

Sexto passo: esse também é muito importante porque o autor passa uma dica que considerei excelente, para que o hambúrguer fique crocante por fora e cozido por dentro. Primeiro fritar os hambúrgueres em pouco azeite, rapidamente, para que fiquem tostados na parte exterior, ambos os lados. Aí colocar num refratário e levar ao forno médio para assar a parte interior, uns 10 minutos.

Ele coloca o tempo total de preparo em uma hora, levei mais.
Geralmente, na primeira tentativa gastamos mais tempo, depois quando já se torna uma receita manjada, nossa agilidade aumenta.

Ficaram deliciosos, comi com uma salada de folhas. Pena que não tinha rúcula na despensa, seria a folha ideal, usei dente-de-leão. Mas na próxima, ela vai estar na salada, com certeza!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Fragmentos indesejados na sua comida



A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recentemente retirou do mercado alguns lotes de molho de tomate devido à presença de pelos de rato nas amostras avaliadas. O povo surtou e ficou chocado com o ocorrido, como se já não tivessem acontecido fatos semelhantes e, pior, com legislação que tolera matérias estranhas em alimentos industrializados até certo nível.

Está supreso, indignado, pasmo?

Pode isso?

Pode, mas desde quando?

Desde março de 2014, quando foi publicada no Diário Oficial da União a RDC 14/2014, uma resolução que define limites de tolerância para matérias estranhas (por exemplo, fragmentos de insetos) e para pelos de roedores (rato, ratazana e camundongo) em alguns tipos de alimentos industrializados, como extrato e molho de tomate, achocolatados, café, geleias, chás e temperos.

Eis uma amostra do que é tolerado:

- Produtos de tomate (molhos, purê, extrato, tomate seco, tomate inteiro enlatado, catchup e outros derivados): um fragmento de pelo de roedores para cada 100 gramas/10 fragmentos de insetos em cada 100 g;

- Café torrado e moído: 60 fragmentos de insetos em cada 25 g;

- Chá de menta ou hortelã: 300 fragmentos de insetos em cada 25 g/5 insetos inteiros mortos em cada 25 g/2 fragmentos de pelos de roedor em cada 25 g;

- Doce em pasta e geleias de frutas: 25 fragmentos de insetos em cada 100 g;

- Chocolate e produtos achocolatados: 10 fragmentos de insetos em cada 100 g/1 fragmentos de pelos de roedor em cada 100 g;

- Orégano: 3,0% de areia ou cinzas insolúveis em ácido:

- Especiarias: 80 fragmentos de insetos na alíquota preconizada pela  metodologia para cada vegetal

Para ler o texto integral da RDC 14/2014, clique na RESOLUÇÃO Nº 14, DE 28 DE MARÇO DE 2014

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Arroz de verdade e sem venenos


O seu Juarez tem a banca de arrozes na FAE - Feira dos Agricultores Ecologistas (Porto Alegre/RS) - há muitos anos.
Uma grande variedade, a média de preço é 6 reais o quilo e vale cada grão adquirido.
O aromático desmancha na boca e pode (até deve) ser comido puro: um pitéu!
Comparo com a ambrosia, que era a comida dos deuses que habitavam o Olimpo.
Depois que come-se essa delícia, nenhum outro arroz nos satisfaz.
Comê-lo dando graças à Mãe Natureza e à dedicação e sabedoria de um agricultor ecológico!

                                 Seu Juarez, na sua banca de arroz ecológico na FAE

sábado, 26 de setembro de 2015

Fermento em pó caseiro - sem alumínio!


Pra quem ainda não sabe que o fermento em pó industrializado contém alumínio e amido de milho transgênico na sua composição, aí vai o aviso mais uma vez!
Fiquem ligados naquilo que colocam para dentro de si, nem tudo pode ser o ideal, mas quanto mais nos informamos, mais podemos melhorar a qualidade da nossa alimentação.

O fermento em pó feito em casa é facílimo de fazer e funciona muito bem, podem observar nas fotos que o bolo cresceu, ficou fofo e garanto que também delicioso.
Só precisamos de dois ingredientes: cremor tártaro (sal ácido obtido dos resíduos salinos liberados durante a fermentação do vinho) e bicarbonato de sódio.
Sendo que fermento em pó é uma ligação química entre uma BASE e um ÁCIDO, o bicarbonato de sódio é a base e o cremor, o ácido. Juntamos os dois, bem misturados e pronto.

Essa foi a nossa aula de Química, agora passemos para a de Matemática: agora você pode dizer que valeu a pena estudar ambas na escola... :)

A proporção é a seguinte: para cada meia colher de chá de CREMOR usamos 1/4 de colher de chá de BICARBONATO.
Para fazer maior quantidade, é só ir aumentando essa proporção: duas de cremor, uma de bicarbonato; 4 de cremor, duas de bicarbonato... Podemos deixar a mistura pronta em um pote de vidro bem fechado, guardado em lugar longe da luz. Na hora de usá-la, utilizamos a mesma quantidade que pede a receita para o fermento em pó industrializado.

Para testar a validade, caso o fermento fique guardado por um longo tempo, coloque 1/2 colher de chá dele em meia xícara de água fervente; se borbulhar bastante, o fermento está ok, caso contrário, descarte. 

Algumas receitas na internet adicionam amido de milho, mas é dispensável.

Bicarbonato de sódio é encontrado em supermercados facilmente e o cremor de tártaro em lojas que vendem artigos para confeitaria e padaria.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Por que as sementes possuem antinutrientes?


Há muito tempo aprendi que devemos deixar os grãos e sementes de molho antes de consumi-los, para eliminar os fitatos, enfim, os antinutrientes que são tóxicos para nós.
Isso já faziam minha avó e minha mãe ao colocar o feijão de molho na noite anterior ao preparo, reproduzi mesmo não sabendo a razão "científica", era um conhecimento tradicional, carregado através das gerações.
Depois, através de muitas leituras, soube do motivo, conforme dito na frase inicial.

Mas agora descobri algo que me encucava: por que as sementes carregam consigo os antinutrientes?
A resposta está aqui: "As plantas começam a acumular seus nutrientes muito antes das sementes se formarem.
E não existe lugar melhor para acumular e guardar esses nutrientes do que nas folhas.
É isso que coloca os verdes na categoria de comida mais nutritiva da Terra.
Então, seria normal perguntar: "Não são as sementes a parte mais nutritiva da planta?"
Não, porque embora elas sejam, de fato, ricas em nutrientes, as plantas não querem que "seus bebês" sejam comidos, por isso protegem as sementes com doses de inibidores, alcaloides e outros ingredientes venenosos.
A melhor época para colher uma planta acontece antes da formação de suas sementes, porque é durante esse período que as plantas contêm sua maior concentração de nutrientes.
Depois que brotam, os nutrientes começam a se acumular nas sementes. Quase não restam nutrientes nas folhas das plantas depois que soltam suas sementes". (Victoria Boutenko)

Maravilhosa explicação! As plantas produzem as sementes, cheias de nutrientes que as deixam fortes para sobreviver e serem disseminadas para garantir a continuação da espécie, e as protegem com tóxicos, buscando evitar que sejam consumidas até que possam cumprir o seu papel.
Porém, nós, humanos, encontramos uma maneira de eliminar essa toxicidade, através do simples ato de colocar as sementes de molho em água, de 8 a 12 horas, não mais do que esse tempo, pois se ultrapassado, os fitatos retornam para o interior delas.

Mesmo assim, não é recomendado um consumo excessivo de grãos e sementes.
A chave do equilíbrio alimentar está na variedade, o que é saudável pode causar prejuízo se ingerido em abundância e diariamente.
A Natureza nos oferece centenas de vegetais!